A seguran・ econ・ica, nacional e internacional dos Estados Unidos exige uma educa艫o de qualidade. O tamanho e a diversidade do sistema educacional do pa・, no entanto, faz com que o esfor・ para que se tenha uma educa艫o de padr・ mundial seja uma iniciativa que continuamente apresenta desafios e controv・sias. A seguir apresentamos trechos de coment・ios recentes, de v・ias fontes.
PRESIDENTE BILL CLINTON
...Nunca chegaremos ?nossa ・ica Am・ica no s・ulo XXI se n・ tivermos igualdade e excel・cia nas oportunidades educacionais. Temos que proporcionar, a cada americano, o acesso ・ melhores escolas do mundo, aos melhores professores, ?melhor educa艫o. E isso significa que temos que ter altos padr・s, grandes expectativas e altos n・eis de responsabiliza艫o por parte de todos n・ envolvidos nesse processo...Este ano, nos International Math and Science Tests (Testes Internacionais de Matem・ica e Ci・cias) aplicados aos alunos da 4??8?s・ies, pela primeira vez desde que iniciamos um esfor・ em ・bito nacional para melhorar nossas escolas mais de uma d・ada atr・, nossos alunos da 4?s・ie -- n・ todos, mas uma amostragem representativa em termos de ra・, religi・, e renda -- obtiveram uma pontua艫o muito superior ?m・ia nacional em matem・ica e ci・cias -- derrubando a teoria de que n・ podemos alcan・r a excel・cia internacional em educa艫o, mesmo para as nossas crian・s mais pobres. Isso simplesmente n・ ?verdade. (Trecho do discurso do presidente na National Association of Black Journalists [Associa艫o Nacional de Jornalistas Negros], em 17 de julho de 1997, em Chicago, Illinois.)
SECRET・IO DA EDUCA巴O RICHARD W. RILEY
...A profici・cia dos alunos em ci・cias e matem・ica subiu um n・el em termos de pontua艫o em compara艫o com o que era uma d・ada atr・. Um dos motivos pelos quais est・amos atrasados em rela艫o a pa・es como o Jap・ ?que as escolas p・licas daquele pa・ enfatizam grandemente o ensino de ci・cias e matem・ica. Ainda temos um longo caminho a percorrer.
Al・ disso, n・ creio que possamos desconsiderar o fator diversidade que temos neste pa・. Somos uma na艫o de muitas culturas, credos e influ・cias, e o que parece importante em um grupo ou local pode n・ ser prioridade em outro lugar. Em pa・es como o Jap・, onde h?pouca diversidade na cultura, ?mais f・il motivar os alunos para que sejam alcan・dos objetivos em comum. (Trecho de "Raising the Standards" [Elevando os Padr・s], The American Legion Magazine, April 1997, p. 60.)
GERALD W. BRACEY
(Gerald W. Bracey ?o autor de Setting the Record Straight: Responses to Misconceptions about Public Education in the United States, [Corre苺es: Respostas a Conceitos Err・eos a Respeito do Ensino P・lico nos Estados Unidos] Association for Supervision and Curriculum Development, [Associa艫o de Supervis・ e Desenvolvimento de Curr・ulos]1997.)
A maior amea・ para o sistema educacional americano pode vir n・ de dentro das nossas escolas, mas da profundidade de nossas divis・s sobre que miss・, exatamente, elas devem cumprir, e qual ?a melhor maneira de fazer com que essa miss・ seja cumprida. E as nossas divis・s n・ ser・ resolvidas enquanto ignorarmos a hist・ia das etapas que j?foram cumpridas. Devemos come・r a melhorar nossas escolas, dando valor ?qualidade do que elas j?fizeram at?agora, na maioria dos lugares e na maior parte do tempo...At?ap・ a Segunda Guerra Mundial, partia-se da premissa de que apenas 20 por cento dos jovens americanos poderiam lidar com um curr・ulo de curso superior; atualmente, 62 por cento de todas as pessoas que terminam a escola secund・ia se matriculam na faculdade no in・io do ano letivo seguinte. (Trecho de "What Happened to America's Public Schools?," [O Que Aconteceu com as Escolas P・licas Americanas?] American Heritage, November 1997, p. 52.)
PETER SCHRAG
(Peter Schrag escreve freq・ntemente sobre educa艫o.)
Uma mistura de not・ias boas e m・ n・ ?material para uma boa manchete, e not・ias inquestionavelmente boas tendem a diminuir a no艫o de crise que ?essencial, tanto para as exig・cias liberais de mais verbas quanto para os argumentos dos conservadores de que somente os vouchers (sistema no qual verbas p・licas s・ usadas pelos pais para pagar a escola de sua prefer・cia, p・lica ou particular, ou possivelmente religiosa) e outras solu苺es radicais podem dar certo. O ・dice de alunos que terminam a escola secund・ia -- aproximadamente 90 por cento -- e os ・dices de alunos que se formam nas universidades, s・ os mais altos da hist・ia. Um de cada quatro adultos americanos tem pelo menos um diploma de gradua艫o, que se obt・ ap・ um curso de quatro anos na universidade -- a mais alta porcentagem no mundo (e a porcentagem continua subindo). Uma porcentagem maior de pessoas na faixa de 22 anos de idade recebe diplomas em matem・ica, ci・cias, ou engenharia nos Estados Unidos, do que em qualquer um dos principais concorrentes econ・icos dos Estados Unidos...Devido ・ reformas institu・as na d・ada de oitenta, h?um n・ero maior de alunos das escolas secund・ias americanas do que em qualquer ・oca anterior estudando ingl・ durante quatro anos, e matem・ica e ci・cias durante pelo menos tr・ anos. Um n・ero cada vez maior de pessoas, em nome dos padr・s mundiais, abandonaria, atrav・ de vouchers, privatiza艫o, e outros meios, a id・a da escola comum, na sua totalidade. Antes de fazermos isso, ?melhor termos certeza de que as coisas est・ realmente t・ ruins quanto achamos que est・. A maior estupidez que podemos fazer ?nos livrarmos do que est?certo. (Trechos de "The Near-Myth of Our Failing Schools," [O Quase-Mito das Nossas Escolas Fracassadas] THE ATLANTIC MONTHLY, October 1997, p. 72.)
GARY R. GALLUZZO
(Gary R. Galluzzo ?o diretor da Graduate School of Education [Escola de P・-Gradua艫o em Educa艫o], George Mason University (Universidade George Mason), Fairfax, Virginia.)
O privil・io dos pais de escolher a educa艫o dos seus filhos ?provavelmente inevit・el em um futuro n・ muito distante...Certamente, as escolas sustentadas por vouchers ou as escolas licenciadas proporcionam oportunidades de explorar solu苺es alternativas que s・ muito necess・ias no ambiente da educa艫o. A id・a de escolha tamb・ abre op苺es al・ da sele艫o da escola, e isso faz com que eu me pergunte onde as op苺es terminam.
...Se eu posso escolher a escola, deveria ser capaz de escolher o curr・ulo que a escola oferece...Se os pais podem escolher a escola, eles podem escolher os professores com os quais os seus filhos v・ estudar? E se eles chegarem ?conclus・ de que n・ gostam de um ou dois professores, eles podem escolher professores diferentes?....Se a op艫o ?o nosso futuro, o que ?que faz da nossa na艫o ou estado da uni・ uma comunidade? O que nos manter?unidos a n・ ser a luta pelo direito de escolher?...O que acontece quando o jogo ?a luta individual, ideol・ica, e os nossos filhos s・ as pe・s do jogo, que movemos de um lado para outro?...
A escolha s?criar?um novo conjunto de problemas a serem resolvidos em uma nova arena, e ela tamb・ ser?t・ tir・ica quanto o atual monop・io de educa艫o compuls・ia sem escolha, s?que de diferentes maneiras. (Trechos de The Washington Post, Nov. 17, 1997, p. A23.)
STEPHEN J. TRACHTENBERG
(Stephen J. Trachtenberg ?o presidente da The George Washington University [Universidade George Washington], Washington, D.C.)
Se n・, como americanos, agora fazemos parte de uma economia internacional...e se essa economia internacional valoriza, acima de tudo, o(a) trabalhador(a) culto(a), de motiva艫o pr・ria que, sentado(a) em frente a algum tipo de console de computador, monitora continuamente os processos de trabalho no qual ele ou ela participa...a instru艫o que encoraja a participa艫o e a iniciativa, ao inv・ do aprendizado puramente rotineiro, ?tamb・ a instru艫o que ajuda a cada um de n・, e a todos n・, a sobreviver economicamente... (Trechos de um discurso no The Secretary's Open Forum of the U.S. Department of State [Sess・ Aberta do Secret・io, no Departamento de Estado dos Estados Unidos], em 3 de novembro de 1997. )
STEVE WULF
(Steve Wulf ?editor s・ior da revista TIME.)
O que faz com que uma escola seja boa? N・ existem respostas pr?fabricadas, como figurino, ou teste, ou tamanho. Mas existem algumas verdades universais. Uma boa escola ?uma comunidade de pais, professores e alunos. Uma boa escola, como uma boa classe, ?dirigida por algu・ que tenha vis・, paix・ e compaix・. Uma boa escola tem professores que apreciam o desafio, n・ importa qual seja a sua idade e experi・cia. Uma boa escola prepara seus alunos n・ s?para [testes padronizados de aptid・] mas tamb・ para o mundo l?fora. (Trecho de "How to Teach Our Children Well," [Como Ensinar Bem aos Nossos Filhos] TIME, Oct. 27, 1997, p. 64.)
JEFFREY R. YOUNG
(Jeffrey R. Young escreve para The Chronicle Of Higher Education.)
Novas tecnologias poderiam se encarregar de muitas das tarefas de instru艫o que no momento definem as atribui苺es dos professores, de acordo com alguns educadores que est・ perscrutando o futuro. Alguns deles est・ alarmados pelo que est・ vendo, enquanto outros se sentem encorajados.
Entre esses ・timos est・ os membros das equipes de professores -- e alguns administradores -- que esperam que o ensino se torne mais eficiente, e que os alunos sejam beneficiados, ?medida que partes do trabalho dos professores forem assumidas por software de multim・ia, aulas gravadas e outras ferramentas de alta tecnologia. Essas pessoas sugerem que os professores podem acabar tendo mais tempo para fazer as coisas que fazem melhor.
Outros -- at?mesmo alguns membros das equipes de professores que j?est・ usando tecnologia nas suas salas de aula -- se preocupam; eles acham que os professores ser・ relegados a um papel sem import・cia. Eles temem que as editoras e as universidades famosas possam se associar a um punhado de catedr・icos de renome para comercializar aulas e at?mesmo cursos inteiros em CD-ROMs e em sites na WorldWide Web. Segundo esses cr・icos, a qualidade da educa艫o poderia piorar...'A elimina艫o do contato humano seria um desastre, diz Mary Burgan, secret・ia geral da American Association of University Professors [Sociedade Americana de Professores Universit・ios]. Ela diz que teme que os administradores considerem a tecnologia como uma "solu艫o r・ida e barata" para problemas complexos no ensino superior. (Trechos do site, na Web, de The Chronicle Of Higher Education, http://chronicle.com/colloquy/97/unbundle/background.htm.)
JASON CHERVOKAS & TOM WATSON
(Jason Cervokas & Tom Watson escrevem para Cyber Times
A [Inter]Net est? ao mesmo tempo, auxiliando e modificando o movimento em prol do ensino em casa nos Estados Unidos. [Nota do editor: Ensino em casa ?a alternativa educacional na qual os pais/guardi・s assumem a responsabilidade principal pela educa艫o dos seus filhos. Estat・ticas recentes mostram que entre 750.000 e 1 milh・ de crian・s em idade escolar est・ sendo educadas em casa.] Por fazer com que os recursos educacionais se tornem dispon・eis com mais facilidade, a Internet aumenta de modo expressivo o acesso ?informa艫o para as crian・s que est・ estudando em casa. Mas por facilitar a forma艫o de comunidades, a Net est?ajudando a estimular a forma艫o de comunidades de fam・ias que adotam o ensino em casa; isso poder?ajudar a formar um consenso nesse grupo, cujos membros diferem muito, sobre curr・ulos e t・nicas de ensino.
Resumindo, essas comunidades est・ construindo sistemas alternativos de educa艫o e enfrentando e solucionando os problemas de instru艫o da comunidade n・ por uma ordem do governo, de cima para baixo, mas de baixo para cima...
Se o ensino em casa ?ou n・ uma boa id・a, isso ainda ?um assunto para muita disputa no campo social e pol・ico. Para os alunos, ?melhor receber instru艫o em um ambiente n・ controlado socialmente de acordo com um curr・ulo determinado pelo governo? Ou ?melhor que os alunos sejam educados em casa ou em pequenas comunidades de educadores amadores, que tenham ideais em comum? (Trechos de "Internet is Nurturing Home Schooling,"[A Internet Est?Alimentando a Educa艫o em Casa] The New York Times On The Web: Cyber Times, Sept. 5, 1997, http://nytimes.com pode ser contatado por e-mail no seguinte endere・: [email protected].)
MARIANNE MEANS
(Marianne Means escreve para Hearst Newspapers.)
Os vouchers d・ margem a enormes quest・s constitucionais a respeito da viola艫o em potencial da nossa separa艫o tradicional entre a igreja e o estado. Eles reduzem, em vez de real・r, a responsabiliza艫o, pois ao contr・io das escolas p・licas, as institui苺es particulares podem escolher e expulsar alunos como desejarem, est・ sujeitas a apenas um m・imo de fiscaliza艫o p・lica e n・ t・ nenhum compromisso com pluralismo, diversidade financeira, controle democr・ico e nem sequer com padr・s de desempenho acad・ico...
Existem boas escolas p・licas no pa・ inteiro, em bairros de poder aquisitivo m・io e alto. Um avan・ federal baseado em vouchers sobre fundos escolares escassos seria uma coisa terr・el. Enquanto isso, as escolas p・licas inadequadas ficariam ainda mais enfraquecidas, ?medida que os melhores alunos se transferissem para as entidades particulares e somente deixassem os alunos mais pobres, e mais problem・icos. (Trecho de "The Wrong Choice About Schools"[A Escolha Errada a Respeito das Escolas], The Orlando Sentinel, Aug. 25, 1997, p. A-11.)
RICHARD LACAYO
(Richard Lacayo ?editor s・ior da revista TIME.)
Dos 52 milh・s de crian・s e adolescentes matriculados nas escolas nos Estados Unidos, menos de 8 milh・s freq・ntam escolas particulares ou paroquiais. Desses, menos de 20.000 est・ usando vouchers para ajudar a pagar seus estudos. E somente duas cidades, Milwaukee, Wisconsin, e Cleveland, Ohio, usam receita fiscal para fornecer os vouchers.
Os defensores [dos vouchers] perguntam por que os pobres n・ devem ter a mesma oportunidade nas escolas particulares do que os mais afortunados. Embora ainda seja cedo demais para dizer se a maioria dos alunos beneficiados por vouchers apresenta melhor desempenho escolar em uma escola particular, ningu・ precisa de um estudo para mostrar que a maioria das escolas particulares ?mais segura e apresenta um ambiente mais ordeiro. Para os pais das crian・s dos bairros mais pobres, os vouchers podem representar a oportunidade de escapar de um sistema que sempre ter?problemas, embora eles somente ofere・m a oportunidade de ingressar nas escolas particulares a poucas crian・s pobres. (Trecho de "They'll Vouch for That," [Isso, Eles Garantem] TIME, Oct. 27, 1997, p. 73.)
Sociedade e Valores dos
EUA
Revista Eletr・ica da USIA, Vol. 2, N?4,
Dezembro de 1997