As mudan・s nas leis, nas atitudes, na percep艫o que os indiv・uos t・ de si mesmos, e na sociedade em geral em todo o territ・io dos Estados Unidos t・ causado um impacto nas pessoas de todos os setores da popula艫o. Uma sele艫o de "vozes" reflete essas mudan・s:
Minhas novas preocupa苺es inclu・m a maneira pela qual Bekah tomaria conhecimento de um alarme de inc・dio e como ela teria acesso ?cultura popular...Portanto a promulga艫o da Lei dos Americanos Portadores de Defici・cias [The Americans With Disabilities Act] em 1990 ...nos trouxe um al・io de que precis・amos muito. O principal enfoque na ADA era a quest・ do acesso e da seguran・, e para n・ isso significava que luzes de acendimento intermitente finalmente haviam sido instaladas na sala de aula onde ela estudava e nos banheiros da escola, para que as crian・s surdas pudessem saber quando o alarme de inc・dio tocasse. Isso significava que Bekah poderia participar de um programa de ci・cias no ver・ quando ela tinha 10 anos, porque o museu, mantido pelo estado, era obrigado a fornecer um int・prete de linguagem de sinais. Isso tamb・ significava que legendas come・ram a aparecer na tela da nossa televis・ mais ou menos na ・oca em que Bekah estava come・ndo a ler com maior desenvoltura. Mais programas come・ram a oferecer di・ogos sob a forma de legenda, e em conformidade com a ADA, depois de 1993, todos os aparelhos de televis・ passaram a ser constru・os de modo que o telespectador pudesse acionar as legendas sem ter que comprar um equipamento externo.
Wendy Lichtman, m・ de uma crian・ surda. Depoimento publicado na The Washington Post Magazine, em 22 de novembro de 1998.
O Inn on the Park est?fazendo tudo o que pode ser feito para que os seus servi・s sejam t・ acess・eis para os h・pedes com defici・cias quanto o s・ para todas as outras pessoas. Da primeira vez que um grupo veio ao hotel e precisou de equipamentos para deficientes auditivos, o Inn alugou equipamentos de outro hotel. Posteriormente n・ adquirimos os nossos pr・rios equipamentos, atendendo ・ sugest・s de alguns clientes com defici・cia de audi艫o. Atualmente, o Inn on the Park possui TDDs, equipamentos para balan・r camas, televis・ com legendas, menus em Braille, e procedimentos de evacua艫o em caso de emerg・cia, e uma s・ie de quartos aos quais se pode ter acesso com cadeiras de rodas. Sempre que fazemos reservas para uma reuni・ com uma organiza艫o, adquirimos qualquer equipamento que seja necess・io para as devidas adapta苺es, se j?n・ o possuirmos. O pessoal da recep艫o est?treinado a respeito do uso de equipamentos de adapta艫o...E os nossos neg・ios at?melhoraram um pouco devido ao fato de estarmos trabalhando com grupos de deficientes.
Eu vejo o mundo de uma maneira diferente da que eu o via anteriormente. Eu era um sujeito muito convencido. Eu n・ prestava aten艫o a nada que os outros diziam. As ・icas coisas que me interessavam era o que eu fazia e o que eu pensava. E agora que eu estou em uma cadeira de rodas, eu vejo as coisas sob uma perspectiva diferente. E eu tenho uma empatia com pessoas cuja exist・cia eu nem percebia antes. Eu dou valor ao que eu tinha. Eu tinha m・s perfeitas, simplesmente perfeitas. Eu n・ sabia que havia m・s que poderiam ser melhores. Mas agora eu ensino as pessoas a fazer o que eu podia fazer, e elas se tornam as minhas m・s, e ent・ elas fazem o que eu quero, mas elas aprendem uma coisa que eu sei. Portanto essas pessoas conseguem alguma coisa e eu consigo alguma coisa. O meu dom est?sendo passado para outras pessoas, e dessa forma, o meu dom est?crescendo. Antes ele n・ estava sendo compartilhado, e agora est? e portanto este ?o pr・io.
De primeira vez que fui ao [Actor's] Equity para um teste p・lico em um audit・io, aproximadamente uma semana ap・ terminar a minha reabilita艫o, eu me lembro de ter ficado esperando a minha vez de ser chamada e de fazer o meu mon・ogo. A pessoa encarregada do elenco pensou que a minha cadeira de rodas fosse um adere・. Quando elas descobriu que n・ era, com uma express・ de grande des・imo, ela me perguntou o que eu esperava que ela fizesse com aquilo. Eu me tornei uma ativista devido a esse fato. Eu disse a ela que eu esperava que ele ouvisse o meu teste... Ainda temos um longo caminho a percorrer em termos de mudar as atitudes da sociedade no que diz respeito aos PWD [Artistas de Artes C・icas Com Defici・cias] [Performers With Disabilities] em geral. Ainda existe a percep艫o de que, se voc??deficiente, voc??um inv・ido que n・ tem condi苺es de fazer nada.
Em agosto do ano passado [1998], com o apoio dos South Dakota Rehabilitation Services, Easter Seals of South Dakota e v・ias outras organiza苺es, consegui um emprego de hor・io integral como despachante no River Cities Transit System, meu primeiro emprego ap・ ter criado a minha filha. Trata-se de um novo sistema, acess・el, coordenado, de tr・sito da comunidade. Tenho trabalhado arduamente para aprender tudo o que pediram que eu aprendesse, desde o software de reconhecimento de voz...que me ajuda a usar o meu computador e a digitar t・ rapidamente quanto qualquer outra pessoa ao fazer a programa艫o de clientes. Eu sou boa no que fa・ e amo meu trabalho. Curiosamente, depois que passei a trabalhar em hor・io integral, percebi que a necessidade de cuidados m・icos, para mim, diminuiu. Estou conhecendo pessoas e fazendo amizades, e at?mesmo a minha rela艫o com a minha fam・ia melhorou. Eu me sinto melhor no que diz respeito ?minha pr・ria pessoa e ao mesmo tempo estou ajudando a minha comunidade. Reduzi os benef・ios de defici・cia que recebo do servi・ de seguridade social, ajudando a economizar o fundo de reserva que todos concordam que ?t・ importante para o futuro dos nossos filhos.
A ADA [Lei dos Americanos Portadores de Defici・cias] [The Americans With Disabilities Act] diz que voc?tem que considerar a possibilidade de contratar pessoas com defici・cias, mas n・ diz a um empregador ou gerente como ele deve trabalhar com uma pessoa portadora de defici・cias. Voc?precisa de algu・ para preencher esse espa・; caso contr・io nada d?certo se o local de trabalho n・ tiver condi苺es de receber os deficientes.
Embora a ADA garanta o acesso, ela n・ elimina uma das maiores barreiras enfrentadas pelas pessoas com defici・cias: imagens negativas e estere・ipos. S?se pode mudar as atitudes e percep苺es a respeito das pessoas com defici・cias por meio da educa艫o...As imagens negativas e os estere・ipos tamb・ s・ combatidos atrav・ da proximidade, fazendo com que as pessoas se conhe・m como amigos e vizinhos. As pessoas somente s・ "estranhas" quando s・ desconhecidas; quando trabalhamos juntos, freq・ntamos as mesmas escolas, as mesmas igrejas e servimos ・ mesmas organiza苺es comunit・ias, n・ reconhecemos o que temos em comum. O fato de podemos ver ou ouvir ou andar ou falar da mesma forma se torna menos importante do que o fato de compartilharmos os mesmos interesses, id・as e valores. Atrav・ da educa艫o e da proximidade, n・ criamos acesso e oportunidades para todas as pessoas, construindo uma na艫o que d?valor ao que temos em comum e que cultua o que temos de exclusivo.
A incapacidade de proporcionar a Torres e aos seus filhos uma entrada acess・el, exacerbou as grandes dificuldades que ela estava tendo para entrar e sair do edif・io diariamente...Esta senten・ demonstra aos propriet・ios de im・eis nos cinco distritos de Nova York que esta discrimina艫o oriunda da defici・cia ?absolutamente ilegal em conformidade com a Lei dos Americanos Portadores de Defici・cias e com a Lei de Direitos Humanos da cidade.
Quando eu percebi que a comunidade dos cegos estava exclu・a da Internet por causa dos gr・icos e percebi que a comunidade dos surdos poderia tamb・ ser exclu・a devido ao "videostreaming" e aos videoclips, eu me convenci de que se n・ tom・semos cuidado com todo este ・a-・a com o ・dio, eu podia ficar fora da Internet.
Os benef・ios que a Se艫o IV [da ADA] trouxe em rela艫o aos servi・s de mensagens s・ indiscut・eis. A integra艫o de surdos, pessoas com defici・cia de audi艫o e com defici・cias de fala por meio da rede de telecomunica苺es, trouxe a esses indiv・uos mais liberdade, independ・cia, e privacidade.
Estamos instalando rampas e guias rebaixadas em 15 locais de vota艫o no Condado de Davidson [Tennessee]. Como os or・mentos s・ apertados, a Comiss・ de Elei艫o [Elections Commission] pediu aos alunos da Universidade de Valderbilt [Vanderbilt University] que fizessem o trabalho durante as suas f・ias de primavera. Os arquitetos n・ cobraram nada para fazer os projetos. O pre・ para o condado foi somente o pre・ dos materiais. Instalamos TDD [uma m・uina similar a uma m・uina de escrever atrav・ da qual as conversas por telefone s・ transmitidas e recebidas sob a forma de texto em vez de som] no escrit・io eleitoral e estamos tentando instruir todas as pessoas que trabalham no processo eleitoral e nas pesquisas eleitorais, a respeito das defici・cias.
A palavra "cultura" geralmente significa as nossas id・as, a nossa arte, nossos costumes e as nossas tradi苺es como sociedade. A palavra "culto" significa um pequeno grupo de pessoas, n・ a maioria, dedicadas a uma id・a ou a um estilo de vida...Se mantivermos as nossas experi・cias somente no nosso grupo, trata-se de um culto da defici・cia. Se n・ compartilharmos essas experi・cias, n・ apenas entre n・ mas para o mundo inteiro, trata-se de cultura da defici・cia.
A depend・cia aumenta o custo das subven苺es, diminui o nosso produto interno bruto, e reduz a arrecada艫o do governo federal...As pessoas com defici・cias querem trabalhar...querem ser participantes produtivos, auto-suficientes, e pagadores de impostos na sociedade. A Lei dos Americanos Portadores de Defici・cias nos assegura essa dignidade e esse direito.
Sociedade e Valores dos
EUA
Revista Eletr・ica da USIA, Vol. 4, N?1, Janeiro de 1999