Curt Schleier
Ah, os lugares onde John Hockenberry foi e as coisas que ele fez!
O ex-corresponente de notici・ios de televis・ da NBC, que agora tem o seu pr・rio programa na MSNBC (uma rede de televis・ a cabo), viajou pelas montanhas do Iraque, entre os refugiados curdos, montado em uma mula, esteve sob fogo inimigo com as tropas norte-americanas na Som・ia, e cobriu o funeral do aiatol?Khomeini entre milh・s de iranianos que gritavam, "Morte ?Am・ica!" Ele desobedeceu a um toque de recolher israelense em Gaza, atendeu os telefones em uma sala de imprensa em Jerusal・ enquanto m・seis "Scud" do Iraque riscavam os c・s da cidade, e fez reportagens sobre a erup艫o do monte Saint Helens.
Hockenberry, de 42 anos, j?tem uma carreira admir・el. Mas o que torna as suas realiza苺es ainda mais dignas de nota, para todos menos para o pr・rio correspondente, ?o fato de ele feito tudo isso e visto tudo isso do assento da sua cadeira de rodas.
Um acidente automobil・tico aos 19 anos o transformou em um parapl・ico - ou aleijado, como ele se chama. Mas ele n・ ?apenas um aleijado, ele ?um aleijado com uma atitude. Freq・ntemente essa atitude ?m?
Pergunte a ele a respeito do conhecido objetivo de Christopher Reeve, de voltar a andar, e ele lhe dir?que isso n・ ?bom. Isso implica que a vida como parapl・ico ? de alguma forma, incompleta. "Se existe uma mensagem que ficou, devido ao meu trabalho," Hockenberry afirma, "?que eu n・ concordo com essa id・a. Trata-se de um insulto ・ pessoas que, de fato t・ vivido com a sua defici・cia, explorando as facetas interessantes da vida com a sua configura艫o f・ica diferente e [descobrindo] as li苺es que podem ser aprendidas e os aspectos interessantes da cultura que surgem da defici・cia. Eu acho que ter uma obsess・ por uma cura ?dizer que a vida [em uma cadeira de rodas] ?uma vida um tanto diminu・a, e eu n・ digo isso."
Ele fala rapidamente, em uma s・ie de frases gigantes e cont・uas, a voz marcada por um misto de frustra艫o e resigna艫o. N・ importa quantas vezes ele repete, poucas pessoas parecem entender. Ele est?bem, obrigado. Ele n・ quer que voc?fique com pena dele. Ele n・ ?um homem com alguma coisa faltando. Ele ?uma pessoa inteira, apenas diferente. "Ou voc?pensa que est?bem ou ent・ voc?n・ est? e voc?n・ pode pensar que est?bem e ficar pensando na cura," ele diz.
Hockenberry tem os ombros largos e os bra・s grossos de um atleta. Isso n・ ?uma surpresa, pois ele nunca quis usar cadeiras de rodas com motores el・ricos e se empurrou - literalmente e figurativamente - por alguns dos lugares mais in・pitos do mundo. Ele est?passando por uma fase boa. Ele tem o seu pr・rio programa de televis・, depois de ter sido correspondente de um dos melhores notici・ios da televis・. Seu livro de mem・ias, Moving Violations: War Zones, Wheelchairs, and Declarations of Independence (Hyperion, $14.95) [N. do T.: tradu艫o livre: "Desobedi・cia em Movimento: Zonas de Guerra, Cadeiras de Rodas e Declara苺es de Independ・cia"], foi, ao mesmo tempo um sucesso comercial e de cr・ica. Ele est?trabalhando em um segundo livro, um romance. E sua esposa teve g・eos recentemente. O que poderia ser melhor?
Bem, uma coisa poderia ser melhor. As pessoas poderiam parar de encontrar motivos para os seus atos. Ele n・ est?com raiva. Nunca est? Nunca esteve. Nunca estar? E aquela vez em que ele insistiu em comprar uma caminhonete com c・bio manual, apesar de os c・bios manuais n・ serem feitos para parapl・icos? "Bem", ele reconhece, "aquilo foi uma estupidez."
Ou aquela vez no ver・ de 1977 quando, no momento em que Hockenberry estava saindo de uma feira, um policial lhe pediu que retirasse a sua cadeira de rodas do seu suporte especial fixado ?lateral da sua caminhonete? Quando a sua explica艫o - ele n・ poderia alcan・r a cadeira de rodas a n・ ser que ela ficasse exatamente onde estava - n・ convenceu o policial, Hockenberry tentou arrancar. O policial manteve a sua posi艫o; outros policiais sacaram suas armas e cercaram o ve・ulo. "Eu estava com raiva, mas isso aconteceu h?muito tempo."
Mas e aquela vez que ele investiu contra um t・i quando o motorista se recusou a colocar a sua cadeira de rodas no porta-malas? Hockenberry quebrou os far・s do t・i e for・u a porta, abrindo-a e quase amputando o seu pr・rio polegar. "Eu sei que isso d?a impress・ de que eu estou protestando demais, mas o tom dessa hist・ia [no livro] ? que idiota eu sou."
Certamente se algu・ tem o direito de ficar com raiva por causa do destino, esse algu・ ?Hockenberry. Nascido em Dayton, Ohio, em 1957, ele viveu uma vida comum, sem grandes altos e baixos, at?fevereiro de 1976. Seu pai trabalhava na IBM e a fam・ia viveu em v・ios locais onde a empresa tinha neg・ios, nos Estados Unidos, de Syracuse, Nova York a Grand Rapids, Michigan. Hockenberry estava no segundo ano de matem・ica na Universidade de Chicago [University of Chicago] quando ele e seu melhor amigo, Rick, resolveram viajar de carona at?Massachusetts, para visitar a namorada de Rick, nas f・ias.
A viagem foi p・sima. Eles perderam v・ias caronas e alguns motoristas os deixaram em locais obscuros, desertos, onde era dif・il pegar outra carona. Estava chovendo, e quando eles finalmente conseguiram parar um motor-home cujos ocupantes prometeram lev?los quase at?o seu destino, o ve・ulo engui・u. A salva艫o veio sob a forma de dois estudantes universit・ios, que tamb・ estavam de f・ias e que tamb・ estavam com pressa. Eles estavam na estrada h?18 horas quando pegaram John e Rick, e pouco depois todos estavam dormindo, inclusive a motorista.
O carro saiu da estrada. A motorista morreu. O amigo dela e Rick sa・am relativamente ilesos. Hockenberry teve uma fratura no cr・io, uma omoplata e uma clav・ula quebradas, e tr・ v・tebras esmagadas.
Sentado no seu escrit・io agora, mais de duas d・adas depois, Hockenberry tem as pernas presas, unidas por um el・tico com ganchos nas pontas - do tipo usado para se fixar a carga no teto de peruas. Mas desde o come・, ele nunca se sentiu preso espiritualmente.
Nunca houve nenhuma sensa艫o de nega艫o ou de negocia艫o com Deus; n・ houve nenhum dos outros est・ios que as pessoas que passam por traumas freq・ntemente experimentam. "Voc?n・ pode negar que n・ sente as pernas," ele diz. "A verdade ?que eu sei que n・ vou andar amanh? A id・a de que as pessoas normalmente negam [sua defici・cia], e depois normalmente ficam com raiva, e em seguida normalmente aceitam, ?uma besteira psicol・ica.
"Eu acho que a nega艫o n・ ?nada normal. Os psic・ogos lhe apresentam isso como se fosse o roteiro de como ser um parapl・ico. Voc?sofre um acidente no qual o motorista morre e voc?est?sangrando e n・ sente nada quando toca os joelhos. Voc?n・ precisa de muita enrola艫o psicol・ica para perceber que nunca mais vai andar."
O seu tom de voz transmite aquela no艫o de ・uas passadas. Este ?um assunto que ele j?discutiu antes, e muitas vezes com pessoas totalmente desconhecidas. Uma das desvantagens da vida em uma cadeira de rodas ?que pessoas que ele nunca viu antes se sentem no direito de abord?lo e fazer perguntas pessoais - sobre h?quanto tempo ele est?na cadeira, sobre a sua vida sexual, e as coisas de que ele mais gosta, e se ele j?pensou ou n・ em suic・io. Suic・io? Fora de cogita艫o!
"A ra・ humana constantemente passa por situa苺es em que ela aceita a adversidade e lida com ela. Se o sol se mover s?um pouquinho, n・ todos morreremos. A id・a de que se eu quebrar as costas e bum!, acabou tudo, na minha opini・, ?contr・ia ?experi・cia humana em geral...
"Acho que pensar em suic・io ?anormal. Eu n・ entendo por que as pessoas ficam admiradas com isso. Eu acho que o que causa mais admira艫o ?ficar sentado assistindo televis・ o tempo inteiro. Eu diria: "Voc??t・ corajoso, para assistir televis・ todos os dias." Suicidar-se por isso faz muito mais sentido para mim."
Uma coisa que serve para reafirmar esta convic艫o ?a lembran・ que Hockenberry tem das fotografias que ele viu, de um tio. Ele nunca havia conhecido o homem - tratava-se de fotografias de uma crian・ -- e imaginava que ele j?havia morrido. Na verdade, o tio, que sofria de uma rara disfun艫o gen・ica, havia sido internado em uma institui艫o. Ningu・ ia prender John Hockenberry. Eles estava determinado a enfrentar a vida - e a faz?lo nos seus pr・rios termos.
Temporariamente ele voltou a estudar, mas a Universidade de Chicago n・ possu・ nenhuma infra-estrutura para o uso de cadeiras de rodas. As frustra苺es de se acostumar com o seu novo corpo, e de lidar com conselheiros de coloca艫o profissional e outros burocratas que pouco entendiam do que significa ser deficiente, convenceram Hockenberry a abandonar os estudos, levantar acampamento, e come・r tudo de novo.
Ele escolheu a regi・ do Noroeste do Pac・ico -- Eugene, Oregon, para ser exato. Ele conseguiu um emprego como instrutor em uma institui艫o para adultos com defici・cias de desenvolvimento. Nesse local ele conheceu Alice, uma enfermeira, a mulher que se tornaria a sua primeira esposa. Ele tamb・ voltou a estudar, na Universidade de Oregon, onde se formou em m・ica. O seu ponto de vista era simples. Ele quase havia morrido. Estudar alguma coisa "・il", alguma coisa que pudesse ajud?lo em termos de uma carreira no futuro, n・ era mais uma prioridade. "Eu amava a m・ica e queria fazer o que eu queria."
Uma coisa interessante ?que ele escolheu o piano como o seu principal instrumento. Sim, ele havia estudado piano quando era crian・. Sim, ele amava o piano. Mas trata-se de um instrumento que requer o uso de pedais. "Eu n・ comecei a tocar piano para provar que era capaz," ele diz. Mesmo assim, parecia uma escolha estranha.
Sua atitude para com o instrumento foi marcada pelo seu empenho caracter・tico. Ele desenvolveu um dispositivo que lhe permitia acionar os pedais pressionando um bulbo na boca. E assim que ele provou que podia tocar piano, ele abandonou a atividade e procurou outras coisas para fazer. "Eu percebi que podia ser assunto para malabaristas, ou um pianista, mas n・ podia ser as duas coisas."
O seu ingresso no jornalismo ocorreu por acidente. Um dos v・ios empregos que ele teve quando era aluno da universidade em Oregon era entregar o Oregonian (o jornal local) todas as manh・, bem cedo. Ele dirigia e Alice jogava o jornal nas varandas e gramados, enquanto eles escutavam a [esta艫o de r・io] National Public Radio (NPR). A afiliada local da NPR, a KLCC, era um enclave de hippies e ativistas, e quando Hockenberry telefonou para reclamar de uma reportagem, ele se deparou com uma rea艫o inesperada:
"Algu・ disse" - e nesse momento ele come・ a imitar um surfista da Calif・nia - "Bem por que voc?n・ vem trabalhar com a gente, como volunt・io? N・ gostar・mos que voc?fizesse isso." Eu n・ tive como retrucar a [isso]. Portanto, com certeza, eu disse que iria."
Hockenberry come・u a trabalhar como estagi・io sem remunera艫o. No in・io ele executava as tarefas mais simples, mas dentro de pouco tempo, as suas responsabilidades cresceram. Quando o monte Saint Helens entrou em erup艫o, a ・ea de noticias da rede da NPR passou a contar com a KLCC, a ・ica esta艫o com um departamento de not・ias em qualquer lugar pr・imo ・ montanhas, para obter reportagens. Muitas dessas reportagens foram realizadas por Hockenberry. Mesmo depois que o vulc・ se acalmou, o departamento de jornalismo da NPR se mostrou suficientemente bem impressionado para continuar usando a esta艫o, e Hockenberry, para obter not・ias a respeito da ・ea do Noroeste do Pac・ico.
"Adorei o trabalho desde o in・io, mas n・ conseguia entender porque", ele disse, falando a respeito do trabalho de reportagem. Mas ao analisarmos os fatos daquela ・oca a resposta parece ・via: ele havia encontrado a sua voca艫o. Embora nunca tivesse pensado em seguir carreira como jornalista, Hockenberry havia trabalhado no jornal da sua escola secund・ia e havia sido membro da equipe de debates. As not・ias atuais sempre haviam despertado o seu interesse; ele tinha opini・s fortes a respeito de muitas quest・s, e como ele mesmo diz: "Eu podia pensar de maneira independente."
Steve Franklin, um rep・ter do Chicago Tribune que foi enviado ao Oriente M・io com Hockenberry no final da d・ada de 1980, tornou-se um grande admirador do colega. "Uma das coisas mais incr・eis era a rapidez com que John fazia amizades. Ele era excelente para fazer contatos. Outros jornalistas ficavam impressionados pela rapidez com que isso acontecia," diz Franklin. "Ele tinha a incr・el capacidade de conversar com um ministro de alto n・el do governo e em seguida conversar com uma pessoa comum em um parque de divers・s em Am? Ele tamb・ tinha muita imagina艫o."
Ele era bom. Suas mat・ias tinham continuidade, eram bem estruturadas. Como disse Tim Gorin, um produtor da NBC em ・bito nacional, que cobriu o funeral da princesa Diana com Hockenberry: "Ele tem uma capacidade extraordin・ia de se fixar no assunto da reportagem. ?claro que houve situa苺es em que n・ precisamos entrar em pr・ios e n・ pudemos faz?lo, mas n・ havia situa艫o com a qual n・ dois n・ pud・semos lidar juntos, e a experi・cia se tornou muito mais rica."
Depois que ele e Alice se divorciaram em 1984, Hockenberry se mudou de Eugene para Washington, D.C., onde passou a ser o locutor de "All Things Considered," um programa di・io de not・ias da NPR, de grande prest・io junto ao p・lico. Em seguida ele foi para o Oriente M・io como correspondente da NPR de 1988 a 1998, e depois disso, voltou para a NPR nos Estados Unidos. (Durante esse per・do, ele chegou at?a integrar a rela艫o de finalistas do programa Jornalista no Espa・ [Journalist in Space], da NASA, que posteriormente foi abandonado ap・ o desastre da nave Challenger). Ele come・u a trabalhar na ABC no in・io da d・ada de 90, onde ficou conhecendo Alison, uma produtora da ABC, que se tornaria a sua segunda esposa. Hockenberry foi contratado pela NBC em 1996. Onde quer que ele estivesse, n・ importa o que estivesse fazendo, ele sempre trabalhou mais arduamente do que todos os outros.
Franklin, do Tribune, recorda como Hockenberry "se dedicou ?tarefa de lutar contra a percep艫o de que uma pessoa com a sua defici・cia n・ poderia fazer o trabalho. Ele tinha mais energia e mais vigor do que qualquer pessoa que eu conhe・. Ele foi a lugares aos quais outras pessoas nunca foram."
Quando ele n・ podia encontrar algu・ para ajud?lo a vencer os terrenos mais dif・eis, ele se arrastava escada acima para obter acesso a uma fonte ou, como fez em 1991, ele montava em uma mula no norte do Iraque - uma experi・cia dolorosa - para alcan・r os refugiados curdos.
Um problema muito maior do que circular pelas ruas e becos esburacados do Oriente M・io era convencer as outras pessoas - e principalmente, convencer a si mesmo - de que os seus esfor・s n・ eram somente uma aventura. "Eu ficava me perguntando se eu estava l?para provar alguma coisa ou para contar a hist・ia [dos curdos] e eu acho que cheguei ?conclus・ de que n・ havia uma resposta simples. No final, a decis・ de subir naquela mula teve menos a ver com o fato de eu ser teimoso e tudo mais do que com a necessidade de resolver o problema: chegar at?aquelas pessoas.
"Eu poderia ter ido embora e feito a mat・ia. Mas n・ havia sentido em fazer isso a n・ ser que eu chegasse at?as pessoas."
Seu amigo Steve Franklin acredita que "John j?n・ funciona a todo vapor como funcionava antes. Acredito que ele j?dissipou uma boa parte daquela tens・ quando precisava provar do que era capaz." At?certo ponto, Hockenberry concorda. O seu sucesso, a percep艫o de como ele ? fez com que ele se acalmasse um pouco.
E a mesma coisa aconteceu com Ushuaia.
Pouco depois de entrar para a NBC, Hockenberry entrevistou Nicolas Hulot, apresentador da s・ie ・huaia: A Maior Aventura.", da televis・ francesa. Em cada epis・io, Hulot, uma esp・ie de aventureiro-ambientalista, desafia a morte em alguma aventura em um local ex・ico.
Hulot usa o termo Ushuaia (cidade localizada no extremo sul do mundo, na Am・ica do Sul) para descrever as suas aventuras - "o lugar onde a realidade acaba e os sonhos come・m, os limites externos do esp・ito humano," de acordo com os produtores do programa.
Depois que Hockenberry terminou a entrevista e desligou o equipamento, Hulot se voltou para ele e disse: "Ent・, essa cadeira de rodas ?a sua Ushuaia."
"Eu me limitei a dizer: Sim, sim." Hockenberry recorda. "Eu sei a verdade sobre Ushuaia porque eu passei por isso." Para o incans・el correspondente, a vida na sua cadeira de rodas ?uma aventura cont・ua, n・ importa o que esteja envolvido: conquistar os obst・ulos dos pedais de um piano ou atravessar as montanhas do Iraque.
Mais uma hist・ia sobre Hockenberry:
No in・io da d・ada de 90, ele resolveu, na ・tima hora, comprar ingressos para um famoso espet・ulo da Broadway que dois dos seus amigos estavam pensando em assistir. Quando ele chegou ?bilheteria um dia antes do espet・ulo, descobriu que s?havia lugares dispon・eis na galeria. N・ havia adapta苺es para deficientes, mas o pessoal da bilheteria garantiu que ele n・ teria problemas se falasse com o gerente, quando viesse ao teatro no dia seguinte.
No dia do espet・ulo, quando Hockenberry se separou dos seus amigos poucos minutos antes da cortina subir, o gerente se recusou a ajud?lo. Em vez disso, ele disse a Hockenberry que s?se podia chegar ?galeria pela escada. Pior ainda, ele disse que Hockenberry teria que ser acompanhado, apesar de ter comprado um ・ico ingresso; o pessoal do teatro n・ tinha permiss・ para toc?lo. O melhor que o gerente podia fazer era devolver o dinheiro.
"Eu s?queria ver o espet・ulo," Hockenberry diz. "Eu n・ queria travar um combate mortal...Por isso eu disse, "Eu saio da cadeira e subo as escadas. Ser?que d?para voc?carregar a cadeira? ?uma coisa r・ida. Eu j?fiz isso no mundo inteiro. E n・ h?nenhum motivo especial para que eu n・ possa fazer isso em Nova York. "
"Eles praticamente me expulsaram do teatro. Eu estava com tanta raiva que eu podia ter voltado l?e incendiado o teatro," ele diz. Em vez disso, ele escreveu um editorial no New York Times que atraiu a aten艫o de um advogado especializado em direitos humanos. Esse advogado moveu uma a艫o em nome de Hockenberry.
O juiz estudou o caso e determinou que o teatro instalasse acomoda苺es para deficientes.
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Curt Schleier freq・ntemente escreve artigos em Biography. Este artigo foi originalmente publicado em Biography Copyright © 1998 by A&E Television Networks. Todos os direitos reservados.
Sociedade e Valores dos
EUA
Revista Eletr・ica da USIA, Vol. 4, N?1, Janeiro de 1999