Beryl Llllieff Benderly
Como vive em uma cidade congestionada da Costa Leste dos Estados Unidos, Katie C. n・ "acredita em ve・ulos movidos a gasolina para viagens curtas." Portanto, para se movimentar dentro de um raio de aproximadamente tr・ quil・etros, ela freq・ntemente usa a sua bicicleta, um meio de transporte que ela acha "muito mais adequado" para esses pequenos deslocamentos do que a sua cadeira de rodas.
Isso mesmo, cadeira de rodas. Quatro anos atr・, Katie, que n・ pode usar as pernas, comprou uma HandBike, um ve・ulo de duas rodas projetado para os usu・ios de cadeiras de rodas. Desenvolvida pelo falecido projetista Chris Schwandt e fabricada pela Mobility Engineering, de Pasco, Washington [http://www.televar.com/~pcr/pcr1.htm], esta bicicleta especializada faz parte do n・ero crescente de dispositivos que est・ sendo usados por pessoas com defici・cias f・icas, de comunica艫o, sensoriais, e outras, para fazer as coisas que desejam e participar de maneira mais ativa e integral na sociedade do que em qualquer outra ・oca.
Assim como a sua bicicleta representa uma mudan・ radical em rela艫o a uma imagem antiquada da defici・cia f・ica, Katie faz parte de um n・ero cada vez maior de pessoas, que enfrentam desafios f・icos e cognitivos, que querem que a sua capacidade e criatividade, em vez das limita苺es do corpo, determinem o que elas podem fazer, aprender e usufruir. Quaisquer que sejam os seus problemas, envolvendo mobilidade, controle muscular, audi艫o, fala, vis・ ou outras caracter・ticas, muitos indiv・uos, que a sociedade, no passado poderia ter relegado a oportunidades limitadas, segrega艫o social ou at?mesmo depend・cia, agora est・ procurando os muitos engenheiros, projetistas e empreendedores que est・ projetando e comercializando tecnologias, geralmente conhecidas como "tecnologias assistenciais" que ajudam as pessoas a viver de maneira mais ativa, independente, produtiva e agrad・el.
Os recursos tradicionais, como cadeiras de rodas, motonetas, bengalas brancas, aparelhos de surdez, e carros que podem ser controlados usando-se apenas as m・s, naturalmente, j?se encontram dispon・eis h?d・adas. Mas como a boa forma f・ica e a facilidade de movimenta艫o agora est・ na moda para todos, e como o computador pode ser encontrado em quase todos os lugares - resid・cias, escrit・ios e at?mesmo em "internet caf・", as pessoas com defici・cias est・ exigindo - e recebendo - assist・cia tecnol・ica em um n・el nunca antes visto. Em todo o territ・io dos Estados Unidos, nos institutos de pesquisa, nos laborat・ios das universidades, em oficinas nos por・s das resid・cias, e em companhias cujo tamanho pode variar de empresa de grande porte at?empresa individual, inventores que, por sua vez, podem ser desde Ph.D's at?amadores curiosos, est・ trabalhando em dispositivos para resolver os problemas di・ios de acesso, inclus・ e produtividade causados por uma s・ie de defici・cias. Qualquer que seja o problema, desde o manuseio de uma chave de fenda at?o trabalho de cal・r sapatos, brincar ou usar um computador, subir escadas ou conversar com amigos, os dispositivos especializados est・ ampliando as oportunidades como nunca o fizeram.
Al・ disso, o entusiasmo dos americanos em rela艫o ?tecnologia assistencial (AT) transcende os indiv・uos ou fam・ias que est・ lidando com determinados tipos de defici・cias. H?mais de uma d・ada, a cria艫o de cada vez mais e melhores dispositivos de assist・cia tem sido a pol・ica oficial do governo dos Estados Unidos. A necessidade de levar a tecnologia assistencial - definida como "qualquer item, equipamento, ou produto...que seja usado para ampliar, manter, ou melhorar a capacidade funcional de pessoas com defici・cias" - a todos os que puderem se beneficiar dela, tamb・ aumentou.
Em 1988, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei Sobre Aux・io Relacionado ?Tecnologia Para Indiv・uos com Defici・cias [Technology-Related Assistance for Individuals with Disabilities Act], conhecida como "Tech Act," que reconhece a defici・cia como uma parte natural da experi・cia humana" que "n・ diminui de modo algum" o direito que qualquer pessoa tem ?"independ・cia, ?autodetermina艫o, a carreiras significativas ou ?participa艫o total" no "・ago da vida econ・ica, pol・ica, social, cultural, e educacional" dos Estados Unidos. Al・ disso, a Lei Sobre a Educa艫o de Indiv・uos com Defici・cias [Individuals with Disabilities Education Act] (IDEA) assegura o direito de todas as crian・s em idade escolar de utilizar os dispositivos assist・ciais de que elas precisam para adquirir uma educa艫o.
Para transformar esses direitos em realidade, a Tech Act autorizou o repasse de verbas para os estados, para a cria艫o de programas e projetos com o objetivo de informar os seus cidad・s a respeito dos dispositivos que se encontram dispon・eis e ajudar os indiv・uos a escolher e a obter os dispositivos adequados para eles. Cada um dos 50 estados, al・ do Distrito de Col・bia e dos territ・ios, agora possui um programa ou servi・ de AT (tecnologia assistencial). O Instituto Nacional de Pesquisa Sobre Defici・cia e Reabilita艫o, [National Institute for Disability and Rehabilitation Research], que pertence ao Departamento de Educa艫o dos Estados Unidos [U.S. Department of Education], proporciona subven苺es para os estados e estimula a pesquisa para que se consiga criar melhores dispositivos. O Departamento de Quest・s Referentes aos Ex-Combatentes dos Estados Unidos [U.S. Department of Veterans Affairs] tamb・ ap・a de maneira ativa a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias assistenciais e de reabilita艫o. Para prover acesso ao vasto acervo de inven苺es dispon・eis, o Departamento de Educa艫o mant・ o ABLEDATA [ http://www.abledata.com], um servi・ computadorizado que relaciona mais de 24.000 produtos assistenciais e de reabilita艫o que s・ produzidos em escala comercial.
A AT compensa em termos de independ・cia e satisfa艫o, segundo revelam as pesquisas. Um estudo conduzido em 1993 pelo Conselho Nacional de Defici・cias [National Council on Disability] revelou que quase 75 por cento das crian・s pesquisadas podiam permanecer em salas de aula comuns, e que 45 por cento usavam uma quantidade menor de servi・s relacionados ?escola, gra・s aos dispositivos assistenciais. Sessenta e cinco por cento dos adultos em idade de trabalhar pesquisados dependiam menos dos membros da fam・ia, 58 por cento utilizavam menos ajuda remunerada, e 37 por cento aumentaram sua receita pelo mesmo motivo. Oitenta por cento dos adultos mais velhos pesquisados dependiam menos de outras pessoas, a metade necessitava menos de ajuda remunerada, e a metade conseguia viver fora de asilos para idosos por causa da AT. Mas mesmo assim, muitas pessoas fazem coro com a reclama艫o de Katie, de que "as tecnologias assistenciais s・ caras demais". Tendo em vista os benef・ios ・vios que elas trazem, a "a quest・ n・ ?como podemos bancar uma AT eficaz, mas quais ser・ os custos se n・ n・ adquirirmos tais dispositivos." Esta ?a posi艫o do Servi・ de Tecnologia Assistencial da Calif・nia [California Assistive Technology Service], o programa de AT do estado.
A busca de tecnologias assistenciais melhores e mais dispon・eis est?tamb・ a caminho de se abrir novos campos profissionais. Duas organiza苺es, em ・bito nacional, de pessoas que desenvolvem e fabricam produtos assistenciais, a Sociedade de Engenharia de Reabilita艫o e Tecnologia Assistencial da Am・ica do Norte [Rehabilitation Engineering and Assistive Technology Society of North America] (RESNA) [http:// www.resna.org], e a Associa艫o das Ind・trias de Tecnologia Assistencial [Assistive Technology Industry Association], (ATIA) [http://www.atia.org], procuram defender os interesses dos indiv・uos e das empresas, respectivamente. Mais de 55 firmas que fornecem uma grande variedade de dispositivos pertencem ?ATIA, fundada em 1998. Essa organiza艫o ?a maior associa艫o empresarial do mundo no campo de AT. A primeira confer・cia mundial do grupo, marcada para outubro de 1999, em Orlando, Fl・ida, apresentar?os produtos fabricados pelos seus associados, e, segundo as expectativas dos organizadores, atrair?profissionais de AT e outras pessoas interessadas dos Estados Unidos e de outros pa・es.
?medida que aumenta a quantidade e a sofistica艫o dos dispositivos dispon・eis, as tarefas de compreend?los e explic?los para os usu・ios em potencial, e de ajudar as pessoas a fazerem as melhores escolhas, tamb・ t・ se tornado processos mais t・nicos e complicados. As universidades est・ atendendo ・ necessidades com programas que se destinam aos especialistas em treinamento neste crescente campo de trabalho. A Universidade Estadual da Calif・nia em Northridge [California State University at Northridge], por exemplo, oferece um programa atrav・ do qual se pode obter um certificado em tecnologia assistencial. A Universidade de Illinois em Chicago [University of Illinois at Chicago] anunciou o que ela chama de "o primeiro programa de doutorado em estudos de defici・cias, da na艫o," coordenado, em parte, pelo seu novo departamento de defici・cia e desenvolvimento humano, que tamb・ oferecer?um t・ulo de mestrado.
As dezenas de empresas americanas que, no momento, est・ comercializando tecnologias assistenciais, oferecem tudo desde o mais atualizado hardware e software at?roupas e acess・ios elegantes para usu・ios com defici・cias.
Os dispositivos de AT se enquadram em 10 principais categorias. Os equipamentos para a vida di・ia ajudam a pessoa a executar tarefas rotineiras como cozinhar, comer, lavar, se vestir e fazer o trabalho dom・tico. Equipamentos de comunica艫o, que aumentam a capacidade do usu・io ou que proporcionam uma capacidade alternativa, permitem que as pessoas com capacidade limitada de falar, ou que n・ tenham condi苺es de falar, se comuniquem, tanto no que diz respeito ?express・ quanto ?recep艫o. Dispositivos de acesso a computadores atendem ・ necessidades das pessoas que n・ conseguem usar os teclados, mouse e telas convencionais. Sistemas de controle ambiental proporcionam a capacidade de regular aparelhos eletrodom・ticos, servi・s de seguran・, e similares. Modifica苺es feitas nas resid・cias e locais de trabalho, como rampas, elevadores, modifica苺es em banheiros, ou outras adapta苺es feitas em estruturas, diminuem ou eliminam v・ias barreiras. Pr・eses e aparelhos ortop・icos auxiliam o funcionamento de partes defeituosas do corpo, substituem partes que faltam, ou melhoram o funcionamento cognitivo, servindo como dispositivos de aviso ou est・ulo. Dispositivos de assento ou posicionamento melhoram a estabilidade, o apoio e outras caracter・ticas de cadeiras de rodas e outros sistemas de assento. Aparelhos para os deficientes visuais aperfei・am ou substituem a capacidade de ver os objetos. Aparelhos para os deficientes auditivos aperfei・am ou substituem a capacidade de ouvir em uma grande variedade de situa苺es. Dispositivos de aux・io ?mobilidade aumentam a capacidade que as pessoas t・ de se movimentar. E as modifica苺es feitas em ve・ulos aumentam a capacidade das pessoas de usar ve・ulos a motor. No entanto, qualquer que seja o dispositivo espec・ico, todos t・ o mesmo objetivo: permitir que as pessoas com todos os tipos de defici・cias tenham vidas mais bem sucedidas, produtivas e satisfat・ias.
A inteligente combina艫o de alavancas, al・s, rodas e engrenagens da HandBike ?um excelente exemplo da nova abordagem. Como todos os bons dispositivos de tecnologia assistencial, o produto potencializa a capacidade que pessoas como Katie j?possuem - neste caso, o uso dos bra・s e m・s. No lugar da for・ das pernas, o usu・io opera um ve・ulo de duas rodas, na posi艫o deitado, acionando manualmente uma corrente, que, por sua vez, impulsiona a roda dianteira. Duas pequenas rodas laterais funcionam como descansos e como um "trem de pouso", Katie explica. Ela aprendeu a andar na bicicleta, sozinha, em duas horas, e, gra・s ・ rodas laterais, acha seguro us?la at?mesmo em ruas cobertas de gelo. Al・ de ir de bicicleta para o trabalho, ela se une a colegas ciclistas, que utilizam seus ve・ulos em posi苺es mais convencionais, em eventos relacionados com o meio ambiente, como um encontro anual de ciclistas no Dia da Terra, na primavera, quando grupos de pessoas de mentalidade ecol・ica, que normalmente v・ de carro ou outros meios para o trabalho todos os dias, procuram aumentar a conscientiza艫o do p・lico, indo de bicicleta para o trabalho em massa. A engenhosidade dos inventores criou oportunidades ilimitadas. Se um usu・io de cadeira de rodas preferir ficar na areia da praia ou tomar um banho de mar em vez de andar de bicicleta, a Beachmaster Aquatic Wheelchair (literalmente uma cadeira de rodas aqu・ica) fabricada pela Beach Wheels, Inc. [http://www.naples-fl.com/wheels], pode ser justamente o produto de que a pessoa precisa. E embora a sua inven艫o ainda n・ esteja totalmente aperfei・ada e nem dispon・el comercialmente, uma equipe da Rob・ica Geral e Percep艫o Sensorial Ativa da Universidade de Pensilv・ia [University of Pennsylvania's General Robotics and Active Sensory Perception] (GRASP) est?desenvolvendo uma cadeira de rodas que pode subir em guias, e talvez um dia possa at?subir escadas. Usando um par de pernas dianteiras, similares ・ de uma aranha, o ve・ulo j?subiu com sucesso em plataformas de at?trinta cent・etros de altura; as pernas podem tamb・ ser ・eis para tarefas como segurar uma porta aberta. A equipe espera que os v・eos on-line da cadeira subindo uma guia [http://www.cis.upenn.edu/~venkat/wheel.html ] sirvam de est・ulo a algum empreendedor que viabilize a sua produ艫o para venda.
As viagens eletr・icas tamb・ apresentam excitantes oportunidades e s・ios obst・ulos para as pessoas com defici・cias. A Internet tem sido um verdadeiro achado para muitas pessoas com defici・cia de audi艫o e outras dificuldades de comunica艫o, que agora podem se comunicar on-line, nas mesmas condi苺es em que todos os outros cidad・s do espa・ cibern・ico o fazem, coisa que n・ se pode fazer por telefone. A incapacidade de falar normalmente, por exemplo, n・ impediu Jamie Clark, empreendedor de Maryland, de fundar um bem sucedido provedor de servi・s da Internet, a Clarknet. Um empregado de Clark, que ouve perfeitamente, recentemente relatou ao Washington Post como ele se candidatou a uma vaga, foi entrevistado e aceitou um emprego na Clarknet somente por e-mail. Somente quando compareceu ?empresa para o primeiro dia de trabalho foi que ele descobriu que o seu patr・ era surdo, assim como muitos dos seus colegas, e que ele precisaria aprender a linguagem de sinais se quisesse acompanhar o bate-papo no escrit・io.
Mesmo assim, grandes barreiras impedem o acesso de pessoas com muitas outras defici・cias ao espa・ cibern・ico, embora a possibilidade de se conectar seja, atualmente, essencial em muitos empregos e escolas. Os dispositivos normais de entrada requerem habilidades f・icas muito espec・icas: controle manual e destreza para manipular o teclado e o mouse, e a vis・ para ver, com clareza, telas cheias de bot・s, campos, instru苺es e etiquetas, e para posicionar o cursor adequadamente. Al・ disso, os dispositivos normais de sa・a, o monitor e a impressora, s?s・ ・eis para aqueles que podem ver a tela e o papel com clareza. No entanto, felizmente, dezenas de empresas oferecem software e hardware que d・ as boas vindas ao espa・ cibern・ico, ・ pessoas com muitos tipos de defici・cias.
Algumas op苺es ajudam as pessoas que n・ podem manipular o teclado ou o mouse comum. Software sens・el ao toque na tela permite que as pessoas selecionem materiais, movam ・ones e objetos na tela, abram menus, desenhem imagens, e executem muitas outras fun苺es na tela, bastando apontar. O software que reproduz o teclado na tela permite que os usu・ios digitem tocando a tela ou usando um mouse para mover o cursor entre uma letra e outra. Programas de voz permitem que as pessoas executem uma grande variedade de programas, incluindo processadores de texto e planilhas, usando comandos verbais. Programas de previs・ de palavras facilitam a tarefa de digitar grandes quantidades de texto fazendo com que o computador preveja a palavra que o usu・io pretende escrever, reduzindo o n・ero de letras que precisam ser digitadas.
O hardware inovador tamb・ faz com que a inform・ica se torne mais acess・el. Teclados projetados com finalidades espec・icas organizam fun苺es para pessoas que possuem determinadas limita苺es cognitivas, e tamb・ atendem outras necessidades, como permitir que as pessoas que n・ podem pressionar duas teclas ao mesmo tempo obtenham o mesmo efeito, pressionando as teclas em sucess・. Esses teclados tamb・ podem fazer com que uma pessoa que n・ possa mover o mouse seja capaz de movimentar o cursor pressionando bot・s. Teclas especiais podem substituir os bot・s do mouse, permitindo que as pessoas usem os movimentos da outra m・ em vez dos impulsos com um ・ico dedo que s・ necess・ios quando se usa um mouse comum. Al・s especiais que podem se encaixar na boca do usu・io operam joysticks e produzem efeitos na tela. Sensores projetados com precis・ permitem que os usu・ios de computadores controlem o cursor, fazendo pequenos movimentos com a cabe・, permitindo que sejam feitas todas as fun苺es usuais de controle de cursor al・ de digita艫o em um teclado na tela, e pode-se at?fazer desenhos. Dispositivos que permitem que se controle o cursor por meio do sopro produzem efeitos similares. E op苺es especializadas de sa・a de dados incluem dispositivos que ampliam a imagem do monitor e a transformam em linguagem falada ou Braille. Muitos desses programas tamb・ permitem que as pessoas com defici・cias de comunica艫o usem o computador como uma "m・uina de falar", que transforma o material digitado em linguagem falada.
A incapacidade de usar outros equipamentos muito menos complexos do que um computador tamb・ pode limitar enormemente as op苺es de trabalho e lazer. Ferramentas manuais comuns como chaves de fenda, grifos ou grosas permitem que as pessoas consertem carros ou preparem refei苺es. Portanto, a perda de uma m・ pode fazer com que uma pessoa perca a independ・cia de executar tarefas pessoais. Sistemas de ferramentas intercambi・eis, usados para fixar ferramentas manuais projetadas com essa finalidade a pr・eses, podem restaurar a habilidade de um cozinheiro de ralar queijo ou de um encarregado de servi・s gerais de apertar parafusos, al・ da autoconfian・ que a pessoa sente quando faz as coisas sozinha.
As condi苺es que interferem com a opera艫o de outros equipamentos e aparelhos eletrodom・ticos comuns, como um dispositivo de controle remoto de televis・ ou um brinquedo mec・ico, tamb・ aumentam, e muito, a depend・cia. Mas uma grande variedade de interruptores criados para facilitar a opera艫o desses equipamentos permite que as pessoas liguem e desliguem aparelhos eletrodom・ticos, aumentem o volume, ou diminuam a temperatura, bastando para isso um toque da bochecha do usu・io, o piscar de um olho, ou um pequeno movimento da cabe・ ou de um dedo.
E al・ do poder de controlar equipamentos e ferramentas, a possibilidade de administrar a pr・ria apar・cia aumenta sobremaneira a auto-afirma艫o e faz com que a pessoa se sinta mais ?vontade socialmente. Os homens e mulheres que usam cadeiras de rodas, por exemplo, freq・ntemente acham que as roupas feitas para pessoas que ficam de p?e andam n・ real・m a sua apar・cia e nem s・ confort・eis para se usar quando se est?sentado. Mas certas modifica苺es, como uma altera艫o estrat・ica do comprimento de camisas e saias, cal・s com um corte mais largo nos quadris ou mais longo na braguilha, e aberturas laterais e costas mais compridas nas t・icas e blusas, fazem com que o usu・io tenha uma apar・cia mais elegante, fique mais bem arrumado, e se sinta muito mais confort・el. Algumas empresas oferecem linhas de roupas para uso em cadeira de rodas apropriadas para todas as ocasi・s, desde reuni・s de neg・ios e recep苺es formais at?idas ao supermercado.
A grande expans・, ocorrida na ・tima d・ada, no interesse e na inventividade no que diz respeito ?tecnologia assist・cial parece continuar no mesmo ritmo. ?medida que a popula艫o dos Estados Unidos se torna mais idosa e o n・ero de pessoas que passa pela experi・cia "natural" da defici・cia continua a crescer, tamb・ crescer?a necessidade de dispositivos cada vez mais engenhosos e facilmente dispon・eis, para permitir que as pessoas vivam a vida na sua plenitude. Mas por enquanto, felizmente, j?existem oportunidades sem limite, e freq・ntemente surpreendentes.
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Beryl Lieff Benderly ?uma veterana escritora baseada em Washington, D.C., especializada em sa・e, ci・cia e educa艫o. Ela ?a autora de Dancing Without Music: Deafness in America (N. do T.: tradu艫o livre: "Dan・ndo Sem M・ica: A Surdez na Am・ica"), entre outros livros.
Sociedade e Valores dos
EUA
Revista Eletr・ica da USIA, Vol. 4, N?1, Janeiro de 1999