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Estados Unidos e Coaliz¡¦ Multinacional Interrompem Operações de Contrabando de Migrantes O Servi¡¦ de Imigração e Naturalização (INS) ¡¦a principal ag¡¦cia norte-americana para a execução das leis de imigração e seguran¡¦ de fronteiras. O tr¡¦ico global de seres humanos levou o INS a relacionamentos multinacionais de maior alcance para suspender o contrabando de migrantes. Amea¡¦s de terroristas, contrabandistas estrangeiros e criminosos organizados s¡¦ problemas internacionais s¡¦ios que afetam as sociedades democr¡¦icas em todo o mundo. Para combater essas amea¡¦s, o INS trabalha al¡¦ das fronteiras nacionais imediatas para garantir a seguran¡¦ dos Estados Unidos e suspender as atividades de organizações criminosas inescrupulosas dedicadas ao tr¡¦ico de seres humanos. O volume e a sofisticação de organizações estrangeiras de contrabando aumentaram dramaticamente nos ¡¦timos anos, violando as leis norte-americanas que asseguram a imigração ordeira e amea¡¦ndo a seguran¡¦ nacional. A economia globalizada e a instabilidade de governos em todo o mundo contribuem para o fluxo sempre crescente de pessoas que tentam entrar nos Estados Unidos. Organizações estrangeiras de contrabando operam internacionalmente com impunidade quase total. A corrupção p¡¦lica nos pa¡¦es de origem e de tr¡¦sito contribui para que uma organização de contrabando movimente grupos de estrangeiros destinados aos Estados Unidos. As organizações de contrabando entraram nessa escravid¡¦ do s¡¦ulo XXI pelo dinheiro. O surgimento de organizações internacionais dessa natureza trouxe aumento dram¡¦ico das taxas de contrabando, algumas de at¡¦US$ 70.000 por pessoa. Essas organizações desenvolveram m¡¦odos altamente inovadores e novos trajetos de contrabando. Algumas organizações chegaram ao ponto de comprar navios oce¡¦icos com o prop¡¦ito expresso de transportar seres humanos. Novas rotas de viagem podem incluir o tr¡¦sito atrav¡¦ de uma s¡¦ie de pa¡¦es, utilizando diversos ve¡¦ulos e documentos fraudulentos ou falsificados. Desde 1997, o INS dos Estados Unidos vem combatendo o tr¡¦ico de seres humanos com a Estrat¡¦ia Nacional de Combate ao Contrabando, parte da Estrat¡¦ia de Execução Interna da ag¡¦cia. A estrat¡¦ia envolve os distritos estrangeiros, distritos dom¡¦ticos e escrit¡¦ios do setor dedicados ao esfor¡¦ de execução integrado com servi¡¦s amplos para identificar, destruir ou interromper o trabalho das organizações de contrabando estrangeiras que possuam escopo internacional. Essas organizações, sediadas em pa¡¦es de origem, pa¡¦es de tr¡¦sito ou nos Estados Unidos, podem utilizar diversas organizações ou "subcontratantes" de contrabando, para impedir que sejam identificadas e processadas pelas ag¡¦cuas de execução da lei. Os funcion¡¦ios do INS localizados em pa¡¦es de origem e tr¡¦sito trabalham em conjunto com as autoridades governamentais anfitri¡¦ para interditar os migrantes contrabandeados, com e sem documentos, antes que atinjam os portos norte-americanos. Eles alcan¡¦m esse objetivo atrav¡¦ de iniciativas conjuntas com autoridades estrangeiras de execução da lei, coleta de informações referentes a contrabandistas e suas organizações e do treinamento de autoridades governamentais anfitri¡¦ e transportadoras a¡¦eas na detecção de documentos fraudulentos. O INS expandiu sua capacidade para lidar com o contrabando de migrantes atrav¡¦ da sua iniciativa de Alcance Global, que convocou o deslocamento de maiores ativos de execução da lei para o exterior. Atualmente, existem 40 escrit¡¦ios internacionais com pessoal permanente do INS:
A cooperação multinacional de Alcance Global atingiu sucesso significativo em junho de 2001, quando o INS completou duas investigações multinacionais de contrabando, que resultaram em milhares de pris¡¦s. A maior operação multinacional de combate ao contrabando j¡¦conduzida no Hemisf¡¦io Ocidental levou 75 contrabandistas e vendedores de documentos ilegais a cust¡¦ia. Os Estados Unidos, Canad¡¦ Col¡¦bia, Costa Rica, Rep¡¦lica Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, M¡¦ico, Panam¡¦e Peru cooperaram na Operação Internacional de Cruzamento. Autoridades de execução da lei nesses pa¡¦es interditaram 7.898 indiv¡¦uos, com 5.500 sendo repatriados ap¡¦ o processamento de imigração por esses pa¡¦es de tr¡¦sito. Os esfor¡¦s coordenados simult¡¦eos entre os Estados Unidos e outros pa¡¦es s¡¦ fundamentais para a estrat¡¦ia de detenção internacional do INS e enviam mensagem clara aos que traficam seres humanos: os Estados Unidos est¡¦ comprometidos com seus parceiros para buscar os contrabandistas onde quer que operem. Al¡¦ do Hemisf¡¦io Ocidental, as nações da ¡¦ia e Europa Ocidental tamb¡¦ est¡¦ trabalhando com o INS para suspender operações de contrabando. Sucesso recente originou-se na Operação Firme Contenção, a geograficamente mais diversa da sua esp¡¦ie at¡¦hoje, englobando seis nações em dois continentes. Conduzida principalmente atrav¡¦ do exame de passageiros de mais de 800 v¡¦s em importantes aeroportos internacionais, a Operação Firme Contenção resultou na intercepção de 45 indiv¡¦uos envolvidos no contrabando de estrangeiros para os Estados Unidos ou outros pa¡¦es ocidentais. Ao todo, 415 pessoas foram interceptadas com base em diversas contravenções relacionadas a documentos fraudulentos. A Operação Firme Contenção foi um esfor¡¦ coordenado pelo INS, trabalhando com organizações de execução da lei de pa¡¦es anfitri¡¦s e autoridades de seguran¡¦ de linhas a¡¦eas para buscar contrabandistas globais de estrangeiros em Colombo, Sri Lanka; Mumbai e Nova D¡¦hi, ¡¦dia; Bangkok, Tail¡¦dia; Kuala Lumpur, Mal¡¦ia; Amsterdam, Holanda; e Cingapura. Ao longo de 2000, o INS trabalhou com seis nações latino-americanas em um esfor¡¦ de combate ao contrabando, que resultou na pris¡¦ de 38 traficantes de estrangeiros, incluindo Jos¡¦Le¡¦ Castillo, um dos mais procurados contrabandistas da Am¡¦ica Latina. Cerca de 3.500 migrantes destinados aos Estados Unidos foram interditados durante a Operação Precursora. Castillo era considerado um dos mais not¡¦ios contrabandistas de estrangeiros em operação no continente na ¡¦oca, considerado respons¡¦el pelo contrabando de milhares de estrangeiros para os Estados Unidos ao longo de um per¡¦do de cinco anos. Sua pris¡¦ na Operação Precursora foi resultado de 14 meses de investigações pelo INS. Apreender os criminosos inescrupulosos que traficam carga humana e fechar suas operações certamente tem sido objetivo importante da campanha multinacional do INS de combate ao contrabando, mas proteger as v¡¦imas dessa atividade criminosa tamb¡¦ ¡¦prioridade importante. Essas operações tamb¡¦ viram os parceiros multinacionais engajados em esfor¡¦ coordenado para proteger os migrantes que s¡¦ v¡¦imas de organizações criminosas de contrabando. A Iniciativa Seguran¡¦ nas Fronteiras (BSI) envolve os Estados Unidos e o M¡¦ico em uma estrat¡¦ia binacional para reduzir os danos e mortes de migrantes que tentam cruzar a fronteira sul dos Estados Unidos. A BSI relata algumas hist¡¦ias angustiantes de pessoas que confiaram sua seguran¡¦ e seu futuro a contrabandistas e foram ent¡¦ abandonadas e deixadas ¡¦morte no terreno hostil da regi¡¦ de fronteira. A BSI salvou perto de 2.500 migrantes em 2000 e os resgates prosseguem este ano. Em maio de 2001, a BSI resgatou 12 pessoas no hostil e remoto deserto de Yuma, no Arizona, ap¡¦ terem sido levadas para l¡¦e abandonadas pelo seu contrabandista. Em mar¡¦ de 2001, agentes de fronteira resgataram uma mulher que se afogava no Rio Grande, que separa os Estados Unidos do M¡¦ico, depois que seus contrabandistas abandonaram a cena, deixando-a naufragar na ¡¦ua. Tragicamente, entretanto, muitos outros migrantes n¡¦ foram resgatados. Eles foram as v¡¦imas de contrabandistas de estrangeiros que buscavam lucros da sua mis¡¦ia. Em 2000, a morte de 58 migrantes chineses na Inglaterra e a descoberta de tr¡¦ migrantes mortos em um cont¡¦ner de carga nos Estados Unidos fizeram ressaltar o fato de que os lucros s¡¦ mais preciosos que as pessoas para os envolvidos nesse com¡¦cio. Um elemento fundamental dos esfor¡¦s internacionais para suspender esse tr¡¦ico ¡¦a educação dos potenciais migrantes sobre os perigos de confiarem suas vidas e futuro a esses cru¡¦s criminosos.
Greene tamb¡¦ trabalha atualmente como vice-comiss¡¦io associado de Execução da Lei em exerc¡¦io. |