Q   U   E   S   T   ¡¦  E   S     G   L   O   B   A   I   S
     Mudan¡¦s Clim¡¦icas As Opções



UMA PERSPECTIVA OTIMISTA PARA A LIMITAÇÃO DAS EMISS¡¦S

Vice Presidente Al Gore

(Trechos de declarações do vice-presidente em 8 de dezembro de 1997, por ocasi¡¦ da convenção sobre mudan¡¦s clim¡¦icas em Quioto, Jap¡¦)

Chegamos a um est¡¦io fundamentalmente novo no desenvolvimento da civilização humana, no qual ¡¦necess¡¦io assumir a responsabilidade por uma alteração recente, por¡¦ profunda, entre a nossa esp¡¦ie e o nosso planeta.

Em virtude do nosso novo poder tecnol¡¦ico e da nossa crescente população, agora devemos prestar muita atenção ¡¦ conseqüências do que estamos fazendo com a Terra - especialmente com a atmosfera.

H¡¦outras partes do sistema ecol¡¦ico da Terra que tamb¡¦ est¡¦ amea¡¦das pelo impacto, cada vez mais violento, do comportamento insens¡¦el:

  • O envenenamento de um n¡¦ero demasiadamente grande de lugares onde moram pessoas - especialmente pessoas pobres - e as mortes de um n¡¦ero demasiadamente grande de crian¡¦s - especialmente crian¡¦s pobres - devido ¡¦¡¦ua polu¡¦a e ao ar sujo;

  • A exaust¡¦ perigosa e irrepar¡¦el das reservas de peixes nos oceanos; e

  • A r¡¦ida destruição de habitats cr¡¦icos - florestas tropicais, florestas temperadas, florestas boreais, p¡¦tanos, recifes de coral, e outras preciosas fontes de variedade gen¡¦ica das quais o futuro da humanidade depende.

Mas a parte mais vulner¡¦el do meio ambiente da Terra ¡¦a fin¡¦sima camada de ar pr¡¦ima ¡¦superf¡¦ie do planeta, que n¡¦, no momento, estamos enchendo - com total falta de consideração - de refugos gasosos, a ponto de alterar, de fato, a relação entre a Terra e o Sol - prendendo mais radiação solar sob essa cobertura crescente de poluição que envolve o mundo inteiro.

O calor adicional que n¡¦ consegue escapar est¡¦come¡¦ndo a mudar os padr¡¦s globais de clima aos quais estamos acostumados, e aos quais nos adaptamos nos ¡¦timos 10.000 anos.

A tend¡¦cia ¡¦clara. As conseqüências humanas - e os custos econ¡¦icos - que enfrentaremos, se falharmos, s¡¦ inadmiss¡¦eis. Mais enchentes e secas de proporções nunca vistas. Doen¡¦s e pestes se disseminando por novas ¡¦eas. Quebras de safras e fome generalizada. Geleiras que se derretem, tempestades mais violentas, e os n¡¦eis dos mares se elevando.

O nosso desafio fundamental, no momento, ¡¦descobrir se e como podemos mudar os comportamentos que est¡¦ causando o problema.

Isso requer humildade, porque as ra¡¦es espirituais da nossa crise s¡¦ o orgulho e a incapacidade de compreender e respeitar nossas ligações com a Terra de Deus e com nossos semelhantes.

Nenhuma das propostas que est¡¦ sendo debatidas aqui (Quioto) resolver¡¦o problema completamente, por si s¡¦ Mas se come¡¦rmos a agir corretamente, podemos progredir rapidamente, enquanto aprendemos a lidar com esse desafio.

Nosso primeiro passo deve ser estipular limites de emiss¡¦s realistas, vi¡¦eis e s¡¦ios, que criar¡¦ novos mercados para novas tecnologias e novas id¡¦as, que por sua vez, expandir¡¦ as fronteiras do poss¡¦el e criar¡¦ novas esperan¡¦s. Outros passos se seguir¡¦. E ent¡¦, finalmente, chegaremos a um n¡¦el geral seguro de concentração de gases que causam o efeito estufa na atmosfera da Terra.

A primeira e mais importante tarefa para os pa¡¦es desenvolvidos ¡¦ouvir as necessidades imediatas dos pa¡¦es em desenvolvimento. E permitam-me dizer, n¡¦, dos Estados Unidos, temos ouvido e aprendido.

Compreendemos que a sua primeira prioridade ¡¦elevar os seus cidad¡¦s do n¡¦el de pobreza em que tantos permanecem e construir economias fortes que assegurem um futuro melhor. Esse ¡¦o seu direito: ele n¡¦ lhes ser¡¦negado.

A redução da pobreza e a proteção do meio ambiente da Terra s¡¦ componentes cr¡¦icos do desenvolvimento realmente sustent¡¦el. Queremos formar uma parceria duradoura para conseguir um futuro melhor. Uma das chaves para isso ¡¦a mobilização de novos investimentos no seus pa¡¦es para garantir que voc¡¦ tenham melhores n¡¦eis de vida, com tecnologias modernas, limpas e eficientes.

Isso ¡¦o que as nossas propostas de negociação de emiss¡¦s e implementação conjunta t¡¦ como objetivo.

Aos nossos parceiros nos pa¡¦es desenvolvidos, permitam-me dizer que n¡¦ tamb¡¦ os ouvimos e que aprendemos com voc¡¦. Compreendemos que embora tenhamos um objetivo comum, cada um de n¡¦ enfrenta desafios ¡¦icos.

Viemos a Quioto para encontrar novos meios de encurtar as dist¡¦cias entre nossas posições. Ao fazer isso, no entanto, n¡¦ devemos abrir m¡¦ de nossa determinação.

De minha parte, eu vim a Quioto porque tenho certeza de que seremos bem sucedidos, e estou otimista. Acredito que nossa reuni¡¦ aqui em Quioto j¡¦¡¦uma grande vit¡¦ia, com subst¡¦cia e valor espiritual. N¡¦ tenho d¡¦ida de que os processos que iniciamos aqui levar¡¦ inevitavelmente a uma solução no futuro, quer demore dias ou anos.


Quest¡¦s Globais
Revista Eletr¡¦ica da USIA, Vol. 3, No. 1, Abril de 1998