O AEROPORTO DE SCHIPHOL:
FOMENTANDO JUN巴O NA ECONOMIA EM REDE GLOBAL

T. Netelenbos
ministra do Transporte, Obras P・licas e Gerenciamento de ・ua, Holanda

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Devido ao avan・ cont・uo da economia em rede global, ?de vital import・cia que as atividades econ・icas no Aeroporto de Schiphol em Amsterd?e ao seu redor sejam expandidas e atualizadas, afirma T. Netelenbos, ministra do Transporte da Holanda. Ela afirma que o desenvolvimento adicional de Schiphol exigir?uma clara defini艫o do papel do governo. O governo holand・ est?criando as condi苺es (como, por exemplo, capacidade de acesso por ar e por terra), estabelecendo e colocando em pr・ica padr・s claros (de ru・o, seguran・ e qualidade do ar, por exemplo) dentro dos quais a ind・tria de transporte a・eo pode realizar e aumentar suas opera苺es comerciais e Schiphol pode operar "como uma empresa".

Ela discute a forma como a Holanda desenvolveu uma pol・ica de "portos principais" que relaciona a economia global a quest・s econ・icas dom・ticas, pol・icas de tr・ego e transporte, planejamento espacial, seguran・ e o meio ambiente.


De que forma a pol・ica de transporte e tr・ego em geral, e a pol・ica de avia艫o em particular, podem ser projetadas de forma que o setor comercial possa aproveitar-se totalmente da din・ica economia internacional? ?medida que nos movemos rumo a uma economia global e baseada no conhecimento, grande parte da resposta a esta quest・ encontra-se no fomento e no cultivo respons・el de jun苺es de tr・ego, transporte e informa艫o; jun苺es circundadas por alta densidade de atividade econ・ica e ・eas de sub・bios.

A Economia em Rede Global

A economia em rede global baseada no conhecimento est?sendo estimulada por esses tr・ fatores inter-relacionados e mutuamente refor・dores. O primeiro deles ?a atual liberaliza艫o dos mercados internacionais. A elimina艫o das barreiras comerciais est?impulsionando o dinamismo econ・ico e criando formas de fazer uso mais r・ido de inova苺es em outros pa・es e continentes. Como resultado, a conex・ entre as atividades econ・icas do mundo est?crescendo de forma sustentada. As empresas s・ ao mesmo tempo fornecedoras e clientes de outras companhias. As cadeias de produ艫o consistem de um n・ero crescente de conex・s. Em segundo lugar, a natureza cada vez mais intensiva do conhecimento da economia e os meios de comunica艫o amplamente aprimorados est・ tornando n・ apenas poss・el, mas na verdade essencial, atingir coopera艫o e comunica艫o mais r・ida ao longo de dist・cias maiores. Esta crescente import・cia econ・ica do conhecimento est?criando uma necessidade de comunica艫o e contatos face a face atrav・ de fronteiras, levando a progresso adicional rumo a uma "economia mundial". Por fim, o desenvolvimento de transporte cada vez mais barato e r・ido vem representando contribui艫o essencial para apresentar mudan・s na economia internacional.

Uma conseq��ncia importante da globaliza艫o da economia ?que cada vez mais empresas est・ se tornando partes de alian・s internacionais e as empresas verdadeiramente nacionais est・ sendo relegadas a segundo plano. ?menos natural, por exemplo, que as companhias holandesas optem pela Holanda. Isto tamb・ est?mudando a postura das autoridades nacionais. A solidariedade natural entre o governo e as companhias nacionais est?se tornando menos destacada.

O Futuro da Avia艫o Civil

Os efeitos da economia em rede baseada em conhecimento ser・, nos pr・imos anos, percept・eis at?mesmo nas ra・es das economias nacionais. Em escala mundial, isto levar?a tr・ tend・cias importantes que tamb・ s・ relevantes para o setor de avia艫o.

Primeiramente, haver?um not・el aumento do transporte de mercadorias e passageiros por via a・ea. Este aumento pode ser explicado pela crescente orienta艫o internacional das empresas e o aumento da prosperidade e bem-estar. Ao mesmo tempo, entretanto, que a renda das pessoas aumentou, tamb・ cresceu a import・cia que as pessoas atribuem ?qualidade do ambiente em que vivem; ou seja, o bem-estar n・ material.

Em segundo lugar, a economia baseada em conhecimento (ICT) levar?a uma mudan・ substancial no pr・rio aeroporto e na estrutura econ・ica em torno do aeroporto. A ICT est?sendo cada vez mais aplicada na ind・tria de avia艫o para tornar os fluxos f・icos e os fluxos de informa苺es e transa苺es mais eficientes. A estrutura econ・ica em torno do Aeroporto de Schiphol em Amsterd?tamb・ est?mudando. Muitas empresas de conhecimento intensivo est・ estabelecendo opera苺es nas vizinhan・s de Schiphol. Uma for・ de trabalho altamente treinada, bons acessos por via a・ea, proximidade de outros servi・s comerciais e infra-estrutura de ICT est・ levando ?cria艫o de conjuntos de empresas orientadas ao conhecimento e ICT. Isso est?criando uma intera艫o positiva entre a infra-estrutura f・ica e o ambiente de conhecimento intensivo. De fato, o impacto tem sido tal que o Aeroporto de Schiphol poderia at?mesmo reivindicar ser chamado tamb・ de "porto c・ebro".

Em terceiro lugar, a economia em rede gerar?demanda de melhor coordena艫o entre a administra艫o dos fluxos de transporte internacional e o gerenciamento de redes internacionais de produ艫o. Gradualmente, a administra艫o de fluxos de transporte est?se tornando uma atividade independente.

As tend・cias espec・icas do transporte a・eo que parecem provavelmente continuar s・:

  • A liberaliza艫o do mercado de transporte a・eo global.

  • A privatiza艫o das linhas a・eas e dos aeroportos na Europa.

  • A harmoniza艫o da concorr・cia e da pol・ica ambiental na Uni・ Europ・a (UE).

  • A concentra艫o no mercado de transporte a・eo global, atualmente na forma de alian・s de diferentes continentes.

  • Como resultado dos quatro desenvolvimentos anteriores, maior press・ competitiva internacional sobre as linhas a・eas e os aeroportos na Europa.

  • Obscurecimento da identidade nacional das linhas a・eas e aeroportos. Os investimentos futuros das linhas a・eas e aeroportos estar・ onde as expectativas de lucro forem maiores.

  • Falta de capacidade dos principais aeroportos centrais da Europa e risco de uso continuamente ineficiente do espa・ a・eo europeu.

  • Expans・ da rede ferrovi・ia de alta velocidade da Europa. O trem de alta velocidade desempenhar?papel concorrente e complementar.

  • Aumento do n・ero de conex・s diretas, evitando os centros at?certo ponto, que ser・ operadas por linhas a・eas independentes ou subsidi・ias semi-independentes das principais linhas a・eas.

  • Redu艫o da concentra艫o em um ・ico centro do desenvolvimento em rede das alian・s globais de linhas a・eas na Europa.

Schiphol como Porto Principal

Para assegurar o desenvolvimento econ・ico saud・el, a Holanda, como qualquer outro pa・, concentra-se sabiamente naquilo que sabe fazer bem. A Holanda sempre foi uma na艫o de comerciantes. Isso foi em grande parte determinado pela localiza艫o geogr・ica do pa・. A combina艫o de uma excelente localiza艫o, bons empres・ios e pol・ica governamental de apoio resultou na cria艫o de dois grandes portos internacionais na Holanda: o porto de Roterd?e o Aeroporto de Schiphol.

Desde 1989, esses dois grandes portos foram um dos fundamentos da pol・ica econ・ica e geogr・ica na Holanda. Chamamos esta pol・ica de pol・ica dos portos principais. Um porto principal ?uma concentra艫o regional em larga escala de popula艫o e atividades que se estabelecem historicamente em torno das atividades de embarque e transbordo de um (aero)porto. Tal (aero)porto ?uma jun艫o entre fluxos continentais e intercontinentais (mar, ar e terra) de mercadorias, passageiros e informa苺es. O porto principal foi novamente desenvolvido na forma de um centro de alta qualidade para atividades relacionadas com (aero)portos e n・ relacionadas com (aero)portos. Esta pol・ica destina-se a conectar a economia em rede com base em conhecimento com uma combina艫o de pol・ica econ・ica, pol・ica de tr・ego e transporte, planejamento geogr・ico e pol・ica de seguran・ e ambiental. Esta combina艫o n・ pode ser evitada porque a pol・ica relacionada com (aero)portos, que engloba atividades econ・icas interligadas e uma regi・ de sub・bios, afeta todas essas ・eas pol・icas e porque ?nas rela苺es entre as medidas pol・icas que os ganhos de sinergia ser・ encontrados.

A Contribui艫o para a Economia Holandesa

Desde que teve in・io a pol・ica de porto principal de Schiphol, ele tem sido uma ponta de lan・ da economia holandesa. N・ apenas o Aeroporto de Schiphol tornou-se internacionalmente competitivo, mas tamb・ a posi艫o da linha a・ea nacional holandesa, a KLM, vem sendo grandemente fortalecida, enquanto a capacidade de acesso internacional da Holanda por via a・ea aumentou substancialmente.

A import・cia econ・ica de Schiphol pode ser ilustrada em termos de emprego e valor agregado. Em 1998, mais de 50.000 pessoas foram diretamente empregadas na produ艫o em Schiphol, com valor agregado de 5,9 bilh・s de florins holandeses (US$ 2.350 milh・s em valores atuais).

Apesar do tamanho limitado do mercado local, o desenvolvimento de uma rede de conex・s de alta qualidade teve impacto favor・el sobre a atratividade da Holanda para empresas estrangeiras. A import・cia econ・ica dos portos principais, portanto, vai al・ do valor agregado e do emprego gerado pelas pr・rias atividades de transporte.

Schiphol ?tamb・ um fator de atra艫o de empresas para a ・ea local, que ent・ utilizam os servi・s oferecidos pelo complexo de Schiphol. Estes englobam atividades como escrit・ios centrais europeus, centros de distribui艫o para a Europa e turismo internacional. Outras empresas como, por exemplo, as que buscam instala苺es de escrit・ios, s・ atra・as para a regi・ de Schiphol pelas instala苺es de transporte, tais como muitas empresas baseadas em conhecimento. Isso levou a concentra苺es de companhias de alta qualidade nos sub・bios do oeste, onde se beneficiam da m・ua proximidade e do alto calibre das amenidades urbanas do seu pessoal. ?dif・il estimar at?que ponto essas atividades indiretas "avan・das" podem ser contribui苺es de Schiphol. Afinal, a presen・ de infra-estrutura de avia艫o de alta qualidade ?somente um dos fatores que atraem empresas para a ・ea. Outros fatores incluem o panorama tarif・io, o panorama econ・ico e o mercado trabalhista. Mas estimativas aproximadas colocam o n・ero de pessoas que trabalham em empresas que indicaram que Schiphol foi o principal fator a atra?las para a regi・ em mais de 20.000 em 1998.

Os Principais Fatores do Passado para o Sucesso de Schiphol

Um fator importante para os resultados alcan・dos foi a converg・cia de opini・s entre o governo, o aeroporto e a companhia a・ea central na forma em que Schiphol deveria ser desenvolvido como um porto principal. O governo n・ somente permitiu que o setor de avia艫o de Schiphol tivesse espa・ suficientemente para seu desenvolvimento, mas tamb・ expandiu o acesso ao mercado internacional para as linhas a・eas holandesas, atrav・ de negocia苺es bilaterais de transporte a・eo. Isso resultou, entre outras coisas, em um acordo de C・s Abertos com os Estados Unidos e na concess・ de imunidade antitruste norte-americana para a alian・ entre a KLM e a Northwest Airlines.

O objetivo da ind・tria holandesa de avia艫o era o de desenvolver Schiphol como centro europeu de avia艫o dentro de par・etros governamentais. O sucesso da estrat・ia comercial buscada pela KLM ?um reflexo da introdu艫o de picos concentrados de chegada e sa・a e da conclus・ de alian・s estrat・icas. Ela tamb・ foi assistida por uma estrat・ia levada a cabo pelo Aeroporto de Schiphol, refletida no conceito de "um terminal", que ?・ico para um aeroporto t・ grande.

Claramente, os fatores respons・eis pelo sucesso de ontem n・ s・ garantia de sucesso amanh? Al・ disso, a estrat・ia de crescimento concentrada na parcela de mercado provou ser mais ben・ica para o Grupo Schiphol, como operador do aeroporto, que para a KLM como linha a・ea central. Como a Holanda deseja manter um aeroporto e uma linha a・ea suficientemente grandes para beneficiar-se da for・ da nossa economia com orienta艫o internacional, o governo holand・ ter?que prestar mais aten艫o para a cria艫o das condi苺es corretas para tal aeroporto e tal companhia a・ea.

Desafios para a Expans・

A tens・ entre as vantagens econ・icas do crescimento adicional do transporte a・eo e das desvantagens resultantes em termos de planejamento ambiental, espacial e de seguran・ tornou-se cada vez mais pronunciada nos ・timos anos. As linhas a・eas holandesas aproveitaram-se com sucesso da atual liberaliza艫o e privatiza艫o do mercado de avia艫o para expandir o desenvolvimento do transporte a・eo e do tr・ego atrav・ de Schiphol.

Mas isso veio com preju・o para a qualidade de vida, especialmente com rela艫o ao n・el de ru・o em volta de Schiphol. Embora os avi・s tenham se tornado menos ruidosos, estes efeitos foram anulados pelo crescimento das movimenta苺es de aeronaves. N・ apenas o n・ero de queixas aumentou no ・timo per・do, mas a ・ea de onde elas emanam se ampliou. Devido ?intensidade da como艫o gerada pela sociedade nesta quest・, o governo determinou prioridade para manejar o problema.

No desenvolvimento futuro do aeroporto e da ind・tria de aeroportos, n・ h?local para o governo tomar o lugar do empres・io. O governo considera sua tarefa criar as condi苺es e definir os par・etros para "Schiphol como uma empresa".

O governo considera sua tarefa a cria艫o de espa・ suficiente para crescimento controlado, assinatura de acordos bilaterais e assegurar bons acessos por ar e por terra para o Aeroporto de Schiphol. Al・ disso, o governo est?promovendo o ac・ulo e a aplica艫o de conhecimento. Isso n・ conduz somente ?efici・cia de Schiphol; est?tamb・ tendo efeito favor・el sobre os investimentos nos sub・bios de "Randstad".

Da mesma forma que no caso de outras ind・trias, o governo define os par・etros em que a ind・tria de transporte a・eo pode desempenhar e aprimorar suas opera苺es comerciais. Cabe ao governo impor limites sobre os inc・odos e riscos gerais de seguran・ causados pelas opera苺es comerciais no aeroporto e fazer cumprir tais limites de forma tal a imprimir bom equil・rio entre a economia e a qualidade de vida.

A fim de proteger os usu・ios p・licos e empresariais do aeroporto contra poss・el abuso de domina艫o de mercado, ?necess・io aplicar pol・ica de concorr・cia e ter um regulador da ind・tria. Em princ・io, a Autoridade Holandesa da Concorr・cia (Nma) pode desempenhar este papel.

Essas condi苺es e par・etros para o desenvolvimento do aeroporto, da ind・tria a・ea e da regi・ de Schiphol s・ partes de campos pol・icos diferentes: o planejamento geogr・ico, a pol・ica econ・ica, a pol・ica de tr・ego e transporte, seguran・ e o meio ambiente. A combina艫o certa dessas condi苺es e par・etros, congru・cia que o governo holand・ busca na pol・ica de portos principais, determina se uma pol・ica governamental para fomentar a jun艫o na economia global pode ter sucesso. O sucesso final da estrat・ia de portos principais depender?do ponto a que o governo consiga contribuir de forma positiva com o clima para o estabelecimento de empresas no porto principal e at?que ponto o aeroporto, o setor de transporte a・eo e as empresas localizadas na Holanda consigam capitalizar essas oportunidades.

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Observa苺es:

1. Este artigo ?baseado no relat・io "O significado econ・ico do Porto Principal de Schiphol" e no relat・io "O significado econ・ico do Porto Principal de Roterd?, editados pelo governo holand・ em junho de 2000.

2. As opini・s expressas neste artigo n・ refletem, necessariamente, as opini・s ou pol・icas do governo dos Estados Unidos.

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