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A EXPANS・ GLOBAL DO TRANSPORTE FERROVI・IO
Jolene Molitoris
A moderna tecnologia ferrovi・ia mant・ a promessa de que as ferrovias entregar・ ainda mais valores nos pr・imos anos, pois os usu・ios de transporte de todo o mundo exigem cada vez mais velocidade, confiabilidade, capacidade e efici・cia, de acordo com a administradora federal de ferrovias Jolene Molitoris. Neste artigo, ela examina novos sistemas ferrovi・ios, melhores pr・icas e conex・s com viagens a・eas internacionais e o frete intermodal internacional.
As ferrovias j?contam com alcance intercontinental, embora elas parem nas extremidades dos oceanos. Elas representam componentes importantes do sistema de transporte global. Elas movimentam com efici・cia quantidades enormes de mercadorias e grande n・ero de passageiros, servindo para complementar a conex・ dos meios aqu・icos, terrestres e a・eos. Mais do que isso, a moderna tecnologia ferrovi・ia mant・ a promessa de que as ferrovias entregar・ ainda mais valores nos pr・imos anos, pois os usu・ios de transporte em todo o mundo exigem cada vez mais velocidade, confiabilidade, capacidade e efici・cia. A ind・tria ferrovi・ia evoluiu durante o s・ulo XIX quase que exclusivamente a partir de companhias privadas que se consolidaram ou uniram ap・ um per・do de tempo. Na maior parte dos pa・es, as ferrovias foram eventualmente encampadas por governos locais ou federais e tratadas como utilidade p・lica. Uma exce艫o importante foram os Estados Unidos, onde todos os transportadores ferrovi・ios de carga, com exce艫o de alguns pequenos, permanecem no setor privado, enquanto os transportadores de passageiros s・ entidades p・licas amplamente subsidiadas pelos seus governos nacionais que as patrocinam. Nos ・timos vinte anos, a maior parte das na苺es tomou medidas para privatizar seus sistemas nacionais ou coloc?los em bases comerciais e permitir a concorr・cia entre as companhias privadas operadoras de ferrovias operando em linhas de propriedade p・lica. O r・ido crescimento do com・cio mundial tornou a movimenta艫o de carga por ferrovia, especialmente a carga intermodal, cada vez mais atraente devido ・ dist・cias mais longas envolvidas na movimenta艫o internacional e ?vantagem de custo que as ferrovias possuem sobre os caminh・s para essas dist・cias mais longas. Enquanto isso, do lado dos passageiros, com o impressionante crescimento das viagens a・eas internacionais, o simult・eo aumento do congestionamento das rodovias e a disponibilidade cada vez maior de servi・ ferrovi・io de alta velocidade, as ferrovias locais e intermunicipais tornaram-se mais importantes no recolhimento e distribui艫o de viagens a・eas intercontinentais. Ao mesmo tempo, a ferrovia de alta velocidade ?considerada um poss・el substituto para movimenta苺es a・eas a curta dist・cia, liberando desta forma a capacidade dos aeroportos para v・s intercontinentais ou de longa dist・cia. As Ferrovias e o Frete Intermodal Internacional As ferrovias e as alian・s comerciais que se formam em n・ero cada vez maior com companhias mar・imas e rodovi・ias proporcionam aos seus clientes a combina艫o mais econ・ica de meios de transporte. Os consolidadores independentes de carga desempenham a mesma fun艫o, agenciando uma combina艫o de servi・s de transporte, alguns dos quais atrav・ de canais de "com・cio eletr・ico". Nos Estados Unidos, por exemplo, o tr・ego intermodal est?agora em segundo lugar, atr・ somente do carv・, e o tr・ego de cont・neres ?um segmento em crescimento muito r・ido dos neg・ios de carga ferrovi・ia. O desenvolvimento de equipamentos de dois pavimentos ao longo dos ・timos vinte anos proporcionou maior expans・ ?atratividade da movimenta艫o de cont・neres por via f・rea. A vantagem econ・ica de utilizar uma tripula艫o de duas pessoas a bordo da locomotiva e somente algumas poucas unidades locomotivas potentes para alinhar duzentos cont・neres do porto de Long Beach, na Calif・nia, at?a cidade de Chicago, em Illinois, a cerca de 3.200 km de dist・cia, em compara艫o, por exemplo, com cem motoristas e caminh・s movimentando cem carrocerias duplas, ?ineg・el. ?por isso que as maiores companhias de caminh・s de longa dist・cia dos Estados Unidos est・ entregando suas carrocerias ou cont・neres ・ ferrovias e utilizando seus caminh・s para retirada e entrega. A movimenta艫o al・-fronteiras de cont・neres na Am・ica do Norte e na Europa recebeu incentivo adicional a partir do Acordo de Livre Com・cio da Am・ica do Norte (NAFTA) e da Uni・ Europ・a (UE). Na Europa, os membros da Uni・ Europ・a est・ buscando harmonizar seus padr・s ferrovi・ios para possibilitar a movimenta艫o de seus cont・neres por via f・rea. Os governos est・ tamb・ reconhecendo os benef・ios p・licos da melhoria ambiental e de seguran・ associados com a promo艫o da movimenta艫o de cont・neres como alternativa aos caminh・s. A Uni・ Europ・a est?assistindo o desenvolvimento da Linha Betuwe, uma nova ferrovia entre Roterd?e a fronteira alem? O governo Clinton/Gore est?assistindo o desenvolvimento do Corredor Alameda, um segmento de ferrovia isolado por n・el ligando o porto de Long Beach aos parques ferrovi・ios do interior e para al・ deles. <As Ferrovias e o Transporte A・eo Internacional As viagens intercontinentais est・ entre os segmentos de crescimento mais r・ido do transporte a・eo, em paralelo com o crescimento indiscriminado da renda e do com・cio mundial. A entrada e sa・a de grandes aeroportos em auto-estradas com tr・ego congestionado est?se tornando um problema que pode restringir o crescimento da avia艫o internacional e do com・cio mundial no futuro. Os respons・eis por aeroportos est・ se voltando para o servi・ ferrovi・io como solu艫o. Grandes aeroportos constru・os recentemente em cidades asi・icas como Osaca e Hong Kong possuem uma nova liga艫o ferrovi・ia como parte do complexo. Na Europa, diversos aeroportos existentes foram conectados por trem aos principais centros urbanos que atendem e a utiliza艫o do acesso ferrovi・io pelos passageiros excede 30% em Oslo, Genebra, Munique e Zurique e 25% em Londres (Heathrow), Frankfurt e Amsterd? Em alguns casos como Paris, Lyon e Frankfurt, as liga苺es por trem s・ dispon・eis n・ apenas para linhas ferrovi・ias locais, mas tamb・ para linhas intermunicipais, algumas vezes linhas em alta velocidade, que atendem outras cidades. Nos Estados Unidos, onde os aeroportos s・ mais numerosos que na Europa ou na ・ia, o uso do trem (e mesmo do transporte p・lico de forma geral) para acesso ?muito menos comum, embora algum tipo de acesso por trem seja dispon・el em treze aeroportos. O Aeroporto Nacional Reagan em Washington possui de longe o mais alto uso de ferrovia, com 13%. Entretanto, devido ao previs・el congestionamento, as autoridades de aeroportos e de tr・sito continuam a planejar liga苺es ferrovi・ias, incluindo as que est・ sendo feitas em S・ Francisco e Newark, Nova Jersey, com outra planejada para Providence, Rhode Island. Trem de Alta Velocidade Linhas ferrovi・ias de alta velocidade, como o Train a Grande Vitesse (TGV) na Fran・, o InterCity Express (ICE) na Alemanha e o servi・ Acela no nordeste dos Estados Unidos, j?est・ conectadas aos grandes aeroportos, mas existe outra forma em que os trens de alta velocidade podem facilitar as viagens internacionais: atrav・ da substitui艫o das viagens a・eas por viagens ferrovi・ias, mesmo quando a ferrovia n・ sirva um aeroporto. Na Europa, a viagem por trem j??o meio escolhido para muitas viagens internacionais e as linhas de alta velocidade permitiram que o trem mantivesse ou aumentasse sua parcela de mercado no trajeto entre certas cidades, mesmo que as viagens a・eas aumentem em outros lugares. Talvez os melhores exemplos sejam os servi・s Eurostar ligando Paris, Bruxelas e Londres. O trem de alta velocidade pode tamb・ facilitar as viagens internacionais mesmo ao servirem trajetos entre cidades totalmente dentro das fronteiras de uma na艫o, atraindo viagens que de outra forma utilizariam a via a・ea, liberando desta forma a capacidade dos aeroportos para acomodar mais v・s internacionais. Isto se aplica particularmente ?Am・ica do Norte, onde as oportunidades para atender viagens internacionais por via f・rea s・ escassas. Um estudo recente da Administra艫o Federal de Ferrovias dos Estados Unidos concluiu que a principal fonte de benef・ios da constru艫o de sistemas ferrovi・ios de alta velocidade nos corredores intermunicipais para os n・ usu・ios de ferrovias poderia ser atribu・a ?redu艫o do congestionamento nos aeroportos. <Novos Desenvolvimentos Felizmente, novos desenvolvimentos da tecnologia de opera苺es e comunica苺es oferecem a oportunidade de expandir ainda mais a capacidade do sistema ferrovi・io, permitindo que as ferrovias transportem mais carga no estado atual. Diversos esfor・s complementares j?est・ a caminho, tanto no setor privado como p・lico. Sistemas avan・dos de controle de trens, que permitem que mais trens utilizem a mesma via, aumentam de forma eficaz a capacidade das linhas de trem existentes, sem a necessidade de constru艫o de linhas adicionais. Durante o governo Clinton/Gore, o Departamento de Transporte dos Estados Unidos (DOT) e a ind・tria ferrovi・ia est・ trabalhando para desenvolver sistemas ferrovi・ios inteligentes, a fim de incorporar as mais recentes tecnologias de comunica艫o digital ao Controle Positivo de Trens (PTC), sistemas de freio, cruzamentos de n・el e detec艫o de defeitos. O PTC consiste de sistemas integrados de comando, controle, comunica苺es e informa苺es para o controle dos movimentos de trens com seguran・, precis・ e efici・cia. Os sistemas PTC re・em redes de comunica苺es com liga苺es de dados digitais, sistemas de posicionamento cont・uos e precisos, tais como o Sistema Nacional de Posicionamento Global Diferencial, computadores a bordo de locomotivas e equipamento de manuten艫o da via, visores de cabine, interfaces entre v・vula e freio em locomotivas, unidades intermedi・ias de acostamento em agulhas e detetores de acostamento, bem como visores e computadores centrais de controle. Estes novos sistemas de controle de trens com base em comunica苺es tamb・ s・ fundamentais para tornar o sistema ferrovi・io mais seguro. Os sistemas PTC reduzir・ significativamente a probabilidade de colis・s entre trens, acidentes para os trabalhadores da via f・rea, danos a equipamentos e acidentes em excesso de velocidade. Os sensores eletr・icos e sistemas de transmiss・ auxiliar・ as ferrovias a atingir o objetivo h?muito buscado de aprimorar a detec艫o de condi苺es prejudiciais de equipamentos e pista. Sensores eletr・icos nas vias ou ao lado delas e nas locomotivas e vag・s de carga identificar・ problemas na via e nos equipamentos e transmitir・ as informa苺es ・ equipes de trens e manuten艫o e centros de controle, a fim de parar ou reduzir a velocidade de um trem, se necess・io, e iniciar reparos. Novas tecnologias para evitar acidentes em cruzamentos de n・el entre ferrovias e rodovias, como n・eis de quatro quadrantes, imposi艫o de fotos e divisores, aprimorando ainda mais o servi・ ferrovi・io e a confiabilidade do servi・. Cruzamentos de n・el inteligentes com sensores enviar・ informa苺es sobre trens para centros de controle de tr・ego ferrovi・io e para os motoristas, atrav・ de sinais informativos de tr・ego no acostamento. A tecnologia tamb・ oferece os meios para aprimorar o fluxo de informa苺es entre as ferrovias e entre ferrovias e embarcadores, aumentando a efici・cia e permitindo o uso mais produtivo de recursos. O com・cio eletr・ico, termo geral para esta tecnologia emergente, pode tomar muitas formas. A maior parte das principais ferrovias agora mant・, por exemplo, "sites" na Internet em que os embarcadores podem obter informa苺es de tarifas e roteiros e rastrear embarques individuais. A Internet tamb・ ?utilizada pelas ferrovias para vender equipamentos usados atrav・ de leil・ para outras ferrovias. Pelo menos uma importante ferrovia norte-americana, bem como diversas empresas de terceiros, est・ explorando formas de proporcionar o cumprimento "on-line" dos pedidos dos embarcadores e pagamento garantido do frete aos fornecedores de transporte. No futuro, as ferrovias ser・ capazes de determinar trechos de tr・ego com capacidade ociosa em momentos espec・icos e leiloar esta capacidade atrav・ da Internet. Os embarcadores poder・ aproveitar as tarifas baixas para servi・ fora do pico, reduzindo os custos de produ艫o e o pre・ das mercadorias entregues. O governo tamb・ deve fazer a sua parte para facilitar o com・cio exterior. O processo de libera艫o alfandeg・ia deve ser tornado mais r・ido, sem comprometimento dos interesses nacionais. Aqui, novamente, os avan・s tecnol・icos s・ a chave para opera苺es mais eficientes. Para melhorar o tempo de libera艫o para todos os meios de transporte nas fronteiras norte-americanas, o governo Clinton/Gore lan・u o Sistema de Dados Comerciais Internacionais (ITDS) para automatizar os relat・ios de transa苺es de transporte e com・cio internacional. O ITDS est?sendo desenvolvido pelo Servi・ Alfandeg・io dos Estados Unidos sob a dire艫o de um corpo de diretores de diversas ag・cias, incluindo o DOT. A iniciativa destina-se ao estabelecimento e implementa艫o de um sistema automatizado, eficiente e de baixo custo para relatar informa苺es mais completas e precisas sobre embarques e equipamentos ferrovi・ios, bem como informa苺es de imigra艫o sobre membros de tripula艫o, aos governos de pa・es exportadores e importadores antes da chegada ou da partida na fronteira. O ITDS ser?a linha de frente do esfor・ global de moderniza艫o para atualizar os sistemas de arquivamento eletr・ico do Servi・ Alfandeg・io dos Estados Unidos. O novo sistema oferecer?aos inspetores governamentais informa苺es mais precisas e atualizadas para aprimorar suas decis・s sobre a possibilidade de admiss・ e cumprimento, fornecendo tamb・ melhores informa苺es estat・ticas sobre as tend・cias de longo prazo da via. O primeiro teste do novo sistema ser?uma s・ie de testes piloto na fronteira entre os Estados Unidos e o Canad?no in・io de 2001. Um piloto para tr・ego de ve・ulos motorizados ser?iniciado primeiramente em Buffalo, Nova Iorque, seguido por pilotos ferrovi・ios na fronteira entre os Estados Unidos e o Canad? Laredo, no Texas, provavelmente se seguir?como o primeiro piloto na fronteira entre os Estados Unidos e o M・ico. Perspectivas para o Futuro O transporte ferrovi・io tornar-se-?um fator importante no com・cio global, mesmo que somente devido ao congestionamento das rodovias e do transporte a・eo no futuro. Mas de que forma os desenvolvimentos da pr・ria ind・tria ferrovi・ia dever・ acelerar ou reduzir a velocidade desta tend・cia? Nos Estados Unidos, as ferrovias de carga sofreram not・eis aumentos de produtividade atrav・ de aprimoramentos seq・nciais de tecnologia, equipamento de maior capacidade e consolida艫o de f・ricas atrav・ de fus・s, todos levando ?necessidade de menos trabalhadores. Aprimoramentos adicionais poder・ surgir atrav・ de melhoramentos f・icos e institucionais nos interc・bios entre o transporte ferrovi・io, mar・imo e rodovi・io. Em outras partes do mundo, ainda existem oportunidades consider・eis para o tipo de aprimoramento de produtividade ferrovi・ia de carga que observamos nos Estados Unidos e est・ sendo desenvolvidos esfor・s atrav・ da privatiza艫o, ao menos parcial, para permitir que isso ocorra. No setor de passageiros, o aumento da produtividade vem sendo mais lento nos Estados Unidos, enquanto na Europa e no Jap・, o advento do trem de alta velocidade gerou oportunidades de gera艫o de lucro em outro setor que de outra forma n・ seria lucrativo. O Departamento de Transporte, durante o governo Clinton/Gore, est?encorajando o desenvolvimento de novos projetos ferrovi・ios de alta velocidade al・ da introdu艫o dos servi・s Acela no "Corredor Nordeste", principalmente atrav・ do aprimoramento gradual das linhas f・reas existentes. Uma poss・el descoberta tecnol・ica poder?trazer trens de levita艫o magn・ica a 480 km por hora.
Na Alemanha, a tecnologia est?pronta para implementa艫o e, no Jap・, uma forma alternativa da tecnologia de levita艫o magn・ica provavelmente estar?pronta em cerca de cinco anos. Os Estados Unidos e a Alemanha est・ engajados em esfor・s separados para estabelecer um local para implementa艫o de um pequeno projeto de demonstra艫o de levita艫o magn・ica em cada uma das suas respectivas na苺es. Cada um deles poder?levar ?implementa艫o de linhas de levita艫o magn・ica intermunicipais que proporcionem aprimoramentos significativos no transporte ferrovi・io e tragam com eles um meio ainda mais poderoso que o atual trem de alta velocidade para facilitar o com・cio internacional.
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