OS SERVI・S MAR・IMOS:
COMO MANTER A COMPETITIVIDADE EM UM MERCADO GLOBAL

Harold J. Creel, Jr.
presidente, Comit?Mar・imo Federal dos Estados Unidos

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O Comit?Mar・imo Federal (FMC) est?monitorando de perto as pr・icas mar・imas da China e de outros pa・es, para assegurar que os interesses de navega艫o dos Estados Unidos n・ sejam prejudicados, afirma Harold Creel Jr., Presidente do Comit?Mar・imo Federal. Creel analisa as leis norte-americanas relacionadas com embarques mar・imos internacionais e discute mudan・s importantes nas alian・s globais de navega艫o resultantes, em parte, do Lei da Reforma de Embarques Oce・icos de 1998.


A maior parte dos nossos principais com・cios oce・icos enfrenta situa苺es que exigem que todos na ind・tria desenvolvam novas abordagens ou ajustem planos estabelecidos a fim de n・ afundarem financeiramente. A crise econ・ica na comunidade asi・ica criou um desequil・rio comercial tremendo que apresenta grande n・ero de quest・s que afetam o com・cio mar・imo na rota do Pac・ico. No Atl・tico Norte, cada vez mais transportadores v・ entrando no mercado, mas os segmentos de entrada e sa・a est・ chegando ao equil・rio. E o com・cio norte-sul tamb・ ?afetado por desastres econ・icos e desequil・rios comerciais.

Para atender a circunst・cias em muta艫o, a ind・tria mar・ima norte-americana atual, da mesma forma que outras ind・trias, moveu-se rumo ?consolida艫o e concentra艫o, freq・ntemente envolvendo fus・s. E, se n・ atrav・ de fus・s completas, muitos consideraram desej・el formar alian・s ou outros tipos de "joint ventures". Os principais transportadores oce・icos, intermedi・ios de transportes e at?diversos exportadores e importadores est・ achando ben・ico combinar-se de uma ou outra forma para reduzir custos e aumentar as chances de lucrabilidade.

?medida que enfrentamos globaliza艫o cada vez maior na ind・tria de transporte, as empresas que buscam continuamente manter-se em vantagem ou que est・ planejando crescimento a longo prazo e desenvolvimento precisam, a partir da necessidade, estabelecer relacionamentos e opera苺es globais eficazes. As que n・ o fizerem ter・ que satisfazer-se em ser participantes locais ou, no pior dos casos, n・ participar de forma alguma.

Na ind・tria mar・ima, estamos tamb・ testemunhando uma mudan・ de influ・cia do sistema tradicional de confer・cia, que se concentrou no estabelecimento de tarifas e na busca da ades・ de membros a acordos de discuss・ comercial que envolvam assuntos operacionais mais amplos e que sejam baseados em a苺es volunt・ias. Esta mudan・ traz com ela diversas novas quest・s competitivas e reguladoras.

A Reforma do Embarque Oce・ico

Em novembro de 1998, o Congresso norte-americano aprovou a Lei da Reforma do Embarque Oce・ico de 1998 (OSRA). ?medida que implementamos a OSRA, n・ podemos ignorar as tend・cias acima, cada qual, no seu pr・rio direito, possui impacto importante sobre as opera苺es comerciais. Mas, agora que a OSRA est?em vigor, de que forma ela mudou o panorama dos embarques oce・icos?

De um ponto de vista geral, a OSRA mudou drasticamente o pensamento e o planejamento de todos os participantes do com・cio oce・ico norte-americano. A OSRA estabeleceu o foco do com・cio internacional onde ele pertence, sobre parcerias eficazes, relacionamentos a longo prazo, confiabilidade, flexibilidade e responsabilidade. Antes, por exemplo, quando uma linha de navega艫o e um exportador se sentavam para negociar um contrato de servi・s para movimenta艫o de mercadorias, eles essencialmente discutiam o servi・ oce・ico b・ico e as menores taxas poss・eis. Naturalmente, algumas partes iam al・ disso e existiam algumas parcerias hist・icas em todos os mercados. Mas a maior parte dos acordos, pelo que posso informar, resumia-se em qual o melhor frete que posso conseguir para o volume de carga que estou lhe prometendo. A OSRA muda tudo isso. Agora, os exportadores e os transportadores podem moldar seus contratos de acordo com suas necessidades espec・icas e benef・ios m・uos, sem revelar todos os detalhes desses acordos para os outros.

Al・ dos exportadores e transportadores ficarem mais bem sintonizados com rela艫o ・ necessidades e vantagens de cada um deles, a OSRA est?aumentando a efici・cia do transporte oce・ico. a OSRA convenceu a todos na ind・tria que alcan・r o sucesso no s・ulo XXI exigir?um esfor・ empresarial conjunto para identificar meios de maximizar a efici・cia no caminho e n・ se influenciar tanto por fazer o que for necess・io para aumentar os n・eis de lucro a curto prazo. Agora que a nova legisla艫o est?em vigor, uma boa dose de incerteza foi removida da equa艫o e o planejamento de longo prazo pode ser alcan・do a partir de uma base mais informada e definida.

Acho que quase todos esperavam que as mudan・s pr?competi艫o da OSRA resultariam no enfraquecimento da tradicional confer・cia de transportadores estabelecendo fretes. Entretanto, n・ acho que algu・ esperasse que o decl・io do sistema de confer・cias ocorresse t・ rapidamente. Em 1997, havia 32 acordos de confer・cia depositados no Comit?Mar・imo Federal. Hoje temos apenas 22, com apenas uma confer・cia ainda em opera艫o nos principais mercados leste-oeste.

O FMC efetuou um estudo abrangente da OSRA, a ser publicado em 2001. Nosso relat・io provis・io, emitido em 22 de junho de 2000, demonstra que, desde a implementa艫o da OSRA, os contratos de servi・ est・ crescendo rapidamente. Al・ disso, pela primeira vez, a OSRA permite que os transportadores oce・icos assinem contratos de servi・ que incluam n・ apenas o com・cio norte-americano mas tamb・ o com・cio entre pa・es estrangeiros. Apenas 3% dos contratos pesquisados foram considerados na categoria "global" e estes geralmente inclu・m transporte entre o M・ico ou o Canad?e outros pa・es estrangeiros. Houve apenas um contrato verdadeiramente global. Esta pode ser mais uma conseq��ncia da novidade da OSRA. ?medida que os transportadores e exportadores desenvolverem relacionamentos contratuais mais individualizados e espec・icos, esperamos observar mais contratos globais. De fato, para alguns grandes exportadores, a capacidade de um transportador oce・ico proporcionar servi・ global pode ser mais importante que o custo desse servi・.

Com base na OSRA, os transportadores e os exportadores podem concordar em manter seus acordos confidenciais frente aos seus concorrentes. Al・ disso, as confer・cias n・ podem restringir ou proibir os seus membros de assinarem contratos pr・rios de servi・. Embora os transportadores oce・icos tenham mantido o direito de obter imunidade antitruste para certas atividades, parece que, em muitos mercados, as confer・cias que definem frete est・ se tornando algo do passado, sendo substitu・as pelos acordos discutidos.

A Concorr・cia Mar・ima Internacional

Permanecem preocupa苺es sobre a natureza da concorr・cia na ind・tria mar・ima internacional e, especificamente, as medidas que alguns pa・es sentem serem necess・ias para proteger ou aumentar suas pr・rias ind・trias mar・imas. Antes de discutir as ferramentas do FMC para abordar pr・icas desonestas ou discriminat・ias de governos estrangeiros, existe um acontecimento digno de nota que pode afetar a forma com que o FMC aborda as restri苺es aos embarques estrangeiros no futuro. Trata-se da recente aquisi艫o por empresas estrangeiras de diversos transportadores tradicionais norte-americanos. A norte-americana President Lines foi recentemente adquirida pela Neptune Orient Lines, a Sea-Land Service pela Maersk, e certas opera苺es da Crowley pela Hamburg-Sud. Entretanto, a manuten艫o de uma frota forte de bandeira norte-americana continua a ser total prioridade para fins de defesa e seguran・ nacional e a manuten艫o de mercados mar・imos livres e abertos permanece fundamental para o com・cio norte-americano.

O FMC tem autoridade para tratar de pr・icas mar・imas estrangeiras restritivas ou desonestas, com base no Cap・ulo 19 da Lei da Marinha Mercante de 1920; na Lei de Pr・icas Mar・imas Estrangeiras de 1988; e na Lei de Controle dos Transportadores de 1978. O Cap・ulo 19 concede ao FMC o poder de estabelecer normas ou regulamenta苺es para tratar de condi苺es desfavor・eis para embarques em nossos mercados externos. O FSPA permite que o Comit?lide com condi苺es adversas que afetem os transportadores norte-americanos em nossos mercados externos, que n・ existam para os transportadores estrangeiros nos Estados Unidos. E, com base na Lei de Controle dos Transportadores, o FMC pode examinar os fretes de transportadores controlados por governos estrangeiros para assegurar que n・ estejam abaixo de um n・el que seja justo e razo・el.

A maior parte dos navios porta-cont・neres de bandeira norte-americana ?agora utilizada em servi・s operados por grandes transportadores estrangeiros. Isso obviamente ter?impactos sobre a forma com que o Comit?analisa as restri苺es mar・imas estrangeiras no futuro, mas o papel do Comit?continuar?a ser importante.

Cuidando de Pr・icas Desonestas e Discriminat・ias

No Cap・ulo 19, o Comit??encarregado de proteger os interesses mar・imos norte-americanos de forma geral; n・ apenas a frota de bandeira norte-americana. O termo "mar・imo" abrange ampla variedade de interesses dos Estados Unidos, que incluem a frota de bandeira norte-americana, os importadores e exportadores dos Estados Unidos e outras empresas norte-americanas envolvidas no com・cio, incluindo transportadores comuns que n・ operam navios (NVOCCs) e despachantes de frete oce・ico. No futuro, ao examinar as pr・icas externas com base no Cap・ulo 19, identificaremos e pesaremos cuidadosamente os interesses norte-americanos envolvidos.

As disputas mar・imas ir・ tornar-se cada vez mais complexas no futuro, devido ao impacto transnacional das pr・icas de embarque. Uma restri艫o asi・ica espec・ica, por exemplo, poder?ter impacto sobre os navios de bandeira norte-americana, os transportadores europeus e os exportadores de todas as partes do mundo.

Em agosto de 1998, o FMC come・u a investigar se as leis, normas ou pol・icas da China poderiam prejudicar a marinha dos Estados Unidos e empreendeu a苺es com base no Cap・ulo 19 do FSPA. As respostas indicaram que as leis e regulamenta苺es chinesas haviam discriminado os transportadores norte-americanos e outras linhas mar・imas n・ chinesas, colocando-os em desvantagem. Os transportadores n・ chineses est・ proibidos, por exemplo, de abrir empresas de capital pr・rio ou filiais na China em ・eas em que os navios dos transportadores n・ tenham escalas mensais; eles n・ podem realizar diversos servi・s de agenciamento de navios por si pr・rios; existem restri苺es sobre seus servi・s de despacho de fretes; eles necessitam obter permiss・ governamental antes de abrir ou mudar servi・s de navios. Al・ disso, normas propostas em considera艫o poder・ resultar na abertura de termos confidenciais de contratos de servi・s e na restri艫o adicional da capacidade dos transportadores n・ chineses oferecerem servi・s de transporte multimodal na China. O FMC continuar?a determinar esta situa艫o e tomar?as a苺es apropriadas quando necess・io.

Recentes a苺es no Brasil tamb・ levantaram s・ias preocupa苺es perante o Comit? Uma lei brasileira foi aprovada para estabelecer isen苺es irregulares de impostos e obriga苺es para navios inscritos em seu segundo registro e, no final de 1998, foi negado aos transportadores oce・icos norte-americanos acesso a cargas reservadas do governo brasileiro, tendo sido sujeitos a obriga苺es discriminat・ias. O FMC assinalou que estava preparando a tomada de a苺es. Em seguida, como resultado de consultas mar・imas favor・eis entre os Estados Unidos e o Brasil, o Brasil concordou em tomar a苺es corretivas para atender ・ preocupa苺es do Comit?

Com base na Lei de Controle dos Transportadores, o FMC pode rever as tarifas de companhias controladas ou de propriedade do governo para assegurar que sejam justas e razo・eis e que n・ sejam utilizadas de maneira predat・ia. A OSRA recentemente aprimorou esta disposi艫o, removendo a lacuna que permitia que esses transportadores retirassem as bandeiras e evitassem a fiscaliza艫o do FMC. A OSRA tamb・ expandiu sua cobertura da Lei de Controle de Transportadores para o com・cio bilateral.

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