A POSI巴O DO PRESIDENTE CLINTON NO QUE SER REFERE ?GLOBALIZA巴O E AO COM・CIO MUNDIAL

Trechos de um discurso proferido por ocasi・ do F・um Econ・ico Mundial

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O presidente Clinton diz que uma combina艫o de mercados livres e um com・cio mais livre ?o ・ico caminho a seguir, tanto para os pa・es desenvolvidos quanto para os pa・es em desenvolvimento. Ele n・ concorda com os manifestantes que querem impedir a Organiza艫o Mundal do Com・cio (OMC) de fazer o seu trabalho. Ele tamb・ discorda das pessoas que querem impedir a participa艫o de um n・ero maior de partes interessadas nas decis・s da OMC.

A seguir, apresentamos trechos do discurso de Clinton, no dia 29 de janeiro, no F・um Econ・ico Mundial, em Davos, na Su辯a.


"Acho que temos que afirmar, categoricamente, que os mercados abertos e o com・cio baseados em normas constituem o melhor mecanismo que conhecemos, para elevar o padr・ de vida, reduzir a destrui艫o do meio ambiente e construir a prosperidade em comum. Isto ?verdade, n・ importa onde voc?esteja -- em Detroit, Davos, Daca ou Dacar. No mundo inteiro, mercados abertos criam empregos. Eles elevam a renda. Eles estimulam a inova艫o e divulgam novas tecnologias. Eles fazem todas essas coisas, em conjunto com a explos・ das comunica苺es atrav・ da Internet, que ?a rede de crescimento mais r・ido da hist・ia."


"Para mim o com・cio s?pode progredir em uma dire艫o, e isso significa ir para onde estamos indo, reconhecendo que estamos em um mundo novo e muito diferente, e que a id・a de que estar・mos em melhor situa艫o com um com・cio menos intenso, com menos neg・ios baseados em normas, distanciando-nos das nossas tentativas de encontrar solu苺es internacionais com as quais possamos trabalhar juntos, est?totalmente errada."


"O com・cio ?particularmente importante, naturalmente, para as na苺es em desenvolvimento. Escutem -- isto ?algo em que eu acho que as pessoas das na苺es em desenvolvimento que se op・m ?OMC deveriam pensar: da d・ada de 70 at?o in・io da d・ada de 90, os pa・es em desenvolvimento que optaram pelo crescimento atrav・ do com・cio cresceram pelo menos duas vezes mais rapidamente do que aqueles que preferiram n・ se abrir para o mundo. Os pa・es que apresentaram maior abertura tiveram um crescimento que foi seis vezes superior ao dos demais..."


"Vejam o caso da Cor・a do Sul, do M・ico ou da Tail・dia, que cresceram gra・s ?abertura -- mesmo ap・ os recentes traumas das crises financeiras, as rendas desses pa・es ainda s・ mais de duas vezes superiores ・ da d・ada de 70, quando suas economias eram mais fechadas. E as melhorias em termos de alfabetiza艫o, escolaridade e expectativa de vida s・ realmente extraordin・ias, muito superiores ・ dos pa・es que preferiram n・ se abrir para o mundo."

"Certamente, muitas pessoas que t・ questionado a validade do livre com・cio est・ verdadeiramente preocupadas com o destino dos pobres e dos menos privilegiados, e elas realmente devem se preocupar com isso. Mas essas pessoas devem se perguntar, o que acontecer?a um oper・io de ind・tria t・til de Bangladesh ou a um migrante do interior do M・ico sem a perspectiva de empregos e de uma ind・tria que possa vender tanto para os consumidores estrangeiros quanto para aqueles dos seus pr・rios pa・es? O que acontecer?aos fazendeiros no Uruguai, no Zimb・ue, na Austr・ia, na Europa, nos Estados Unidos, se o protecionismo impossibilitar a comercializa艫o dos produtos al・ das suas fronteiras?"

"De que maneira as condi苺es de trabalho podem ser melhoradas e a pobreza pode ser reduzida nos pa・es em desenvolvimento se a esses pa・es forem negadas essas e outras oportunidades de crescer, se lhes forem negadas as coisas que resultam da participa艫o na economia mundial? N・, o com・cio n・ pode ser uma corrida para o fundo -- em qualquer que seja a quest・ - trabalho infantil, condi苺es b・icas de trabalho ou prote艫o ambiental. Mas se n・ nos afast・semos do com・cio, manter・mos parte da nossa comunidade global eternamente no fundo. Esta n・ ?a resposta certa."


"Acho que as pessoas que ouviram um sinal de alerta nas ruas de Seattle entenderam o recado. Mas as pessoas que dizem que devemos congelar ou extinguir a OMC est・ completamente erradas. Desde a Segunda Guerra Mundial, j?houve oito rodadas diferentes de negocia苺es multilaterais a respeito do com・cio -- e centenas de acordos foram assinados. O que aconteceu? O com・cio mundial cresceu quinze vezes, contribuindo para o crescimento mais r・ido, continuo, e sim, amplamante compartilhado de que se tem registro."

"Nada substitui a confian・ e a credibilidade com as quais a OMC contribui para o processo de expans・ do com・cio tendo as normas como base. Nada substitui o al・io tempor・io que a OMC oferece ?economia nacional, especialmente contra as pr・icas comerciais desleais e os surtos repentinos de importa苺es. E nada substitui a autoridade da OMC na resolu艫o de disputas, que ?respeitada por todos os pa・es membros. Se esperamos que o p・lico ap・e a OMC...temos que romper com o atual paradigma negativo."

"Se esperamos que o p・lico ap・e a OMC como eu a ap・o...temos que deixar o p・lico ver o que estamos fazendo. Temos que colocar mais documentos ?disposi艫o do p・lico, mais rapidamente, temos que franquear as sess・s de resolu艫o de disputas para o p・lico, temos que permitir que as organiza苺es e os indiv・uos manifestem suas opini・s formalmente. E temos que agir em conformidade com as normas, e respeitar as decis・s da OMC, quer ganhemos ou percamos."

"Permitam que eu seja claro: N・ concordo com as pessoas que dizem que devemos impedir a OMC de cumprir o seu papel, ou que devemos adiar uma nova rodada de negocia苺es na ・ea comercial. Mas concordo com aqueles que desprezam as novas for・s que est・ tentando se impor no di・ogo global. A globaliza艫o significa atribuir o poder ・ pessoas, em todos os lugares, por meio da informa艫o."

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