A frase imortal do presidente Abraham Lincoln, segundo a qual o governo dos Estados Unidos ?"do povo, pelo povo, para o povo" ?provada todos os dias por volunt・ios. A verdade ?que, apesar do que algumas pessoas podem pensar, nem todos os funcion・ios do governo est・ na folha de pagamento.Um erro comum de interpreta艫o ?pensar que o trabalho volunt・io somente envolve os servi・s prestados ・ entidades sem fins lucrativos. Por causa do termo "setor volunt・io," h?uma tend・cia generalizada a pres`umir que o trabalho volunt・io e as entidades privadas de trabalho volunt・io est・ sempre juntos. Trata-se de uma vis・ pouco esclarecida. Na verdade, uma porcentagem muito grande de volunt・ios americanos auxilia as unidades do governo nos n・eis municipal, estadual e federal.
Pense nos seguintes lugares onde os volunt・ios geralmente podem ser encontrados:
Nesses ambientes os cidad・s trabalham como volunt・ios, em conjunto com empregados, como uma equipe. Eles executam tarefas identificadas pelos funcion・ios como apropriadas e importantes.
Escolas p・licas e bibliotecas p・licas.
Parques e programas de recrea艫o locais.
Hospitais comunit・ios, militares e para ex-combatentes dos Estados Unidos.
Assist・cia aos idosos.
Servi・s de aconselhamento e prote艫o ?fam・ia e ?crian・.
Tribunais, cadeias e penitenci・ias, comiss・s de liberdade condicional.
Abrigos para os sem-teto.
Um exame da inter-rela艫o entre o governo e o trabalho volunt・io nos Estados Unidos deve levar em considera艫o quatro categorias distintas:
Trabalho Volunt・io Executado por Cidad・s
Trabalho volunt・io feito em nome do governo por cidad・s volunt・ios, por op艫o e sem remunera艫o.
Trabalho volunt・io feito por autoridades e funcion・ios do governo como uma extens・ do seu compromisso com a comunidade, mas sem remunera艫o adicional.
Atividades de cidad・s que procuram afetar a vida pol・ica ou social por meio de press・ pol・ica, protestos, defesa de id・as ou assessoria em uma grande variedade de quest・s.
Programas governamentais que resultam na presta艫o de servi・s por categorias especiais de cidad・s. Isso inclui servi・ volunt・io por・ assalariado, e servi・ "obrigat・io", particularmente nos distritos escolares, no sistema de justi・ criminal e no novo sistema de reforma da previd・cia. Esta categoria pode dar margem a controv・sia.
Os cidad・s dos Estados Unidos est・ acostumados com servi・s de pol・ia, bombeiros, e de emerg・cia de alto padr・. Nas ・eas rurais, esses servi・s n・ existiriam se os membros da comunidade n・ se envolvessem como volunt・ios. Mesmo nas maiores cidades do pa・, os volunt・ios s・ um elemento cr・ico quando se trata de garantir a seguran・ p・lica. Na verdade, por incr・el que pare・, os volunt・ios comp・m 80 por cento dos bombeiros do pa・. Dependendo do tamanho da comunidade, pode haver um chefe dos bombeiros remunerado, uma autoridade quase-governamental, e alguma verba proveniente dos impostos. No entanto, a maior parte das pessoas envolvidas em todos os aspectos do combate ao fogo, na administra艫o dos corpos de bombeiros, e na capta艫o de recursos para a aquisi艫o de equipamentos ?composta de volunt・ios. As comunidades suburbanas podem complementar uma equipe paga, que atua nos dias de semana, com volunt・ios que trabalham ?noite e nos fins de semana, quando os moradores est・ de volta ・ suas casas, suficientemente pr・imos para responder a um alarme.
Da mesma forma, outros servi・s de emerg・cia contam com o trabalho volunt・io. Cidad・s especializados em primeiros socorros servem ・ empresas e ?comunidade. Eles integram as equipes dos servi・s de ambul・cia e de resgate, e s・ os primeiros a prestar assist・cia ・ pessoas que est・ presas ou imobilizadas de alguma forma. Essa atividade se estende ?National Ski Patrol [Patrulha Nacional de Esquiadores] que oferece ajuda nas encostas das montanhas no inverno.
Os volunt・ios s・ "o lado bom" das trag・ias. Eles se mobilizam para ajudar as autoridades quando ocorrem calamidades como inunda苺es, inc・dios, terremotos, tornados e furac・s; constr・m barricadas e diques; providenciam abrigo e assist・cia durante as emerg・cias; removem os escombros; e ajudam na reconstru艫o, depois da cat・trofe.
A preven艫o do crime ?outro ponto-chave da atividade volunt・ia. Os cidad・s policiam os seus pr・rios bairros, por meio das "vigias da vizinhan・", para prote艫o m・ua, e proporcionam abrigos seguros para as crian・s ao longo do caminho para a escola. Os volunt・ios ap・am diretamente os ・g・s de seguran・, encarregando-se das fun苺es de pol・ia n・ emergenciais, como o apoio ・ atividades para menores infratores, a ajuda em paradas e cerim・ias p・licas, e controle de tr・sito. Eles integram unidades de reserva e auxiliares da pol・ia; colhem e analisam estat・ticas. Projetos para a resolu艫o de crimes estimulam as testemunhas para que estas forne・m pistas que possam levar ?captura de criminosos. Al・ disso, os volunt・ios tamb・ ajudam a efetuar buscas de pessoas desaparecidas. Finalmente, comit・ civis de fiscaliza艫o monitoram as opera苺es da pol・ia para assegurar a conformidade com as normas legais e a prote艫o dos direitos humanos.
Nos casos em que n・ tenha sido poss・el prevenir o crime, os volunt・ios tamb・ est・ dispon・eis para prestar assist・cia aos tribunais e ao sistema correcional. Eles exercem uma variedade de fun苺es - vigias nos tribunais, orientadores em casos de liberdade condicional, pais adotivos tempor・ios, consultores e auxiliares em atividades recreativas. J・is de adolescentes, compostos por jovens volunt・ios, ajudam a determinar a苺es referentes a menores infratores, enquanto os volunt・ios adultos comp・m equipes de arbitragem. Os volunt・ios prestam assist・cia ・ v・imas dos crimes enquanto elas passam pelo processo legal, e ajudam, de forma similar, as testemunhas de crimes que concordam em depor. Finalmente, as v・ias ordens dos advogados - de ・bito federal, estadual e municipal - consideram uma obriga艫o profissional coordenar servi・s legais gratuitos a clientes indigentes.
Nas pris・s e institui苺es correcionais, os volunt・ios da comunidade visitam os presos e agem como l・eres de atividades, instrutores, ministros leigos e conselheiros. Quando os presos s・ postos em liberdade, os volunt・ios proporcionam ajuda com uma variedade de servi・s de reintegra艫o, desde a procura de habita艫o e emprego at?aconselhamento de apoio.
A pr・ria palavra "comunidade" implica ajuda m・ua e a艫o de coopera艫o. Muitas das fun苺es volunt・ias acima mencionadas contribuem substancialmente para melhorar a qualidade de vida em uma comunidade. Certamente no n・el de bairro, a integra艫o do governo municipal com os seus cidad・s pode ser muito pessoal. A coordena艫o do governo e a a艫o dos volunt・ios, em conjunto, resultam em uma melhoria da seguran・ p・lica, da sa・e p・lica e da qualidade do ensino p・lico. Esse trabalho at?se estende ・ campanhas para a limpeza do bairro, aos programas para a remo艫o de lixo, e aos programas do tipo "adote uma estrada" ou jardins comunit・ios. Eventos c・icos como paradas, festividades em feriados e concertos comunit・ios podem ser coordenados por um funcion・io p・lico, mas as m・s (e p・!) de muitos volunt・ios s・ fundamentais.
Algumas cidades e condados possuem um Escrit・io de Volunt・ios que encaixa os volunt・ios em determinadas fun苺es. Tais fun苺es incluem ajuda no trabalho di・io em ・g・s do governo. As pessoas que participam de confer・cias de administra艫o profissional de trabalho volunt・io refletem a grande variedade de funcion・ios p・licos que t・ a responsabilidade de recrutar e trabalhar com volunt・ios. Al・ dos funcion・ios relacionados com o tipo de programas de volunt・ios j?descritos, coordenadores remunerados de volunt・ios trabalham no Internal Revenue Service (・g・ do governo dos Estados Unidos equivalente ?Secretaria de Receita Federal) (o seu programa VITA ajuda milhares de cidad・s idosos e pobres a preencher suas declara苺es de renda), na Administra艫o Nacional de Aeron・tica e Espa・ [National Aeronautics and Space Administration - NASA] (buscando a ajuda de cientistas e cidad・s interessados em apoiar a explora艫o do espa・), e no Servi・ de Parques Nacionais [National Park Service] (colocando volunt・ios em todos os parques nacionais} Os volunt・ios aparecem em muitos outros lugares incomuns - como Virginia Beach, Virginia, onde o departamento de obras da prefeitura recruta volunt・ios nos bairros para transmitir informa苺es sobre reparos em ruas e projetos de constru艫o. Em uma ・oca em que h?uma grande busca de valores, os volunt・ios podem ser uma fonte de inspira艫o. Da mesma forma, o trabalho volunt・io em um programa do governo ?um est・ulo ao exerc・io da cidadania.
H?muitas raz・s para dar boas vindas ?participa艫o dos cidad・s. Uma delas ?puramente econ・ica: os servi・s prestados pelos volunt・ios fazem com que as verbas p・licas dispon・eis possam cobrir muito mais do que teria sido poss・el de outras formas. Essa ?uma maneira de manter os impostos sob controle e mesmo assim manter os programas cuja necessidade ?mais premente. Mas o valor do trabalho volunt・io transcende, e muito, o aspecto financeiro. Quando os moradores ajudam a prestar servi・s junto ao governo, eles desenvolvem uma no艫o de propriedade, um compromisso com a melhoria da comunidade, que ? ao mesmo tempo, o direito e o privil・io de um contribuinte.
As For・s Armadas
Os americanos se referem ・ for・s armadas dos Estados Unidos como um "ex・cito de volunt・ios". Naturalmente, o que queremos dizer ?que se trata de um ex・cito volunt・io, formado por pessoas que optam por se alistar, em vez de serem convocados. O servi・ militar, para alguns, ?um emprego, e para outros ?uma carreira. Seus membros s・ assalariados, e podem receber benef・ios financeiros vital・ios. Mas existem aqueles que prestam servi・s gratuitamente - volunt・ios - que tamb・ se encontram ?disposi艫o.
Atrav・ da hist・ia dos Estados Unidos, os volunt・ios t・ estado nas linhas de frente e no pr・rio pa・, prestando a sua contribui艫o para o esfor・ de guerra - e ocasionalmente, protestando contra o uso do poderio militar. Al・ disso, h?um grande sistema de unidades de reserva das for・s armadas, companhias da Guarda Nacional, e programas de defesa civil em funcionamento. Em tempo de guerra, os volunt・ios t・ prestado uma grande variedade de servi・s de apoio aos que se encontram na frente de combate. A United Service Organization tem um impressionante hist・ico de organiza艫o de espet・ulos de artistas e outras personalidades para as tropas na frente de combate, e tamb・ continua a proporcionar instala苺es para repouso e recupera艫o de militares, nos intervalos entre as opera苺es.
O apoio dos volunt・ios tamb・ envolve outros projetos - por exemplo a manuten艫o de canais de comunica艫o ?disposi艫o dos combatentes por meio de correspond・cia e distribui艫o de presentes no Natal e ocasi・s similares, programas que normalmente mobilizam milhares de pessoas, incluindo alunos de escolas prim・ias e grupos c・icos. Esse apoio se estende ・ fam・ias que aguardam o retorno dos seus entes queridos que est・ nas for・s armadas. Pense por um momento, nos volunt・ios que coordenaram a distribui艫o e coloca艫o das fitas amarelas em todo o pa・ durante a Opera艫o Tempestade no Deserto. Outros cidad・s dedicam suas horas de folga ao trabalho em hospitais para ex-combatentes. Al・ disso, atrav・ dos esfor・s dos cidad・s, todos os americanos s・ chamados para homenagear, em determinados feriados, os que tombaram a servi・ da p・ria, e para a capta艫o de recursos para est・uas e monumentos em sua mem・ia.
Todas as for・s armadas possuem um sistema de presta艫o de servi・ social que envolve volunt・ios para o aconselhamento de membros das for・s armadas e suas fam・ias, particularmente no que se refere a problemas conjugais e empregos para esposas ou maridos (por exemplo, o Army Community Service [Servi・ Comunit・io do Ex・cito] e o National Guard Family Support Program [Programa de Apoio ・ Fam・ias da Guarda Nacional). Quando as for・s armadas e a na艫o se v・m ・ voltas com a quest・ dos combatentes desaparecidos em a艫o, ou que tenham se tornado prisioneiros de guerra, ou ref・s, as fam・ias afetadas e outros volunt・ios se empenham para obter informa苺es a respeito desses americanos em perigo, e para apressar o seu regresso.
Freq・ntemente, as campanhas militares t・ causado fortes rea苺es por parte de grupos de cidad・s. Qualquer que seja a escala da atividade, modesta - como escrever cartas individuais a legisladores - ou mais ambiciosa, como participar de uma manifesta艫o de protesto em Washington - ela ?organizada e executada por volunt・ios. O fato de que o debate sobre o envolvimento militar pode ocorrer publicamente ?um sinal de democracia saud・el. E ambos os lados usam as mesmas t・icas: peti苺es, marchas, manifesta苺es, e os esfor・s do maior n・ero poss・el de volunt・ios.
O Trabalho Volunt・io de Funcion・ios P・licos
Embora a impress・ geral seja de que os funcion・ios p・licos s・ remunerados, a verdade ?que em muitas comunidades pequenas e rurais, muitos servi・s governamentais n・ se fazem necess・ios em tempo integral. ?poss・el, portanto, ampliar os recursos, se os cidad・s de uma comunidade se apresentarem como volunt・ios para assumirem uma s・ie de responsabilidade. Em pequenas comunidades, as autoridades municipais prestam servi・s sem remunera艫o ou ent・ mediante o pagamento de um modesto sal・io para cobrir as despesas. Da mesma forma, todos os n・eis de governo criam "comiss・s", conselhos consultivos e for・s-tarefa para supervisionar ou prestar consultoria sobre uma grande variedade de atividades p・licas. Os membros desses grupos geralmente s・ oriundos do setor privado, e portanto recebem pouca ou nenhuma remunera艫o. Os membros dos conselhos de educa艫o, embora sejam geralmente eleitos, tamb・ prestam servi・s sem remunera艫o.
?interessante observar que cada candidato a um cargo pol・ico ?um "volunt・io". Nenhum deles recebe sal・ios do governo at?que (e a n・ ser que) seja eleito. O processo pol・ico dos Estados Unidos requer o envolvimento de milhares de volunt・ios para campanhas eleitorais e atividades dos partidos pol・icos - que variam desde a distribui艫o de folhetos at?a fiscaliza艫o dos locais de vota艫o no dia da elei艫o.
O trabalho volunt・io nos meios profissionais est?atraindo muito interesse atualmente. Um n・ero cada vez maior de empresas est?encorajando seus empregados a trabalhar como volunt・ios durante as suas horas de folga - e at?mesmo durante o expediente. O governo, como um grande empregador, tamb・ patrocina esse tipo de constru艫o da comunidade. Policiais, por exemplo, organizam oportunidades para trabalho volunt・io, freq・ntemente envolvendo os jovens. Se苺es locais da Liga Atl・ica da Pol・ia [Police Athletic League] e do DARE (um programa de conscientiza艫o sobre drogas nas escolas prim・ias e secund・ias em todo o pa・) somente existem gra・s aos volunt・ios. Em todos os Estados Unidos, ・g・s do governo, em todos os n・eis, participam de jornadas de trabalho com patroc・io local, encorajando equipes de empregados, por exemplo, a fazer a limpeza de parques. Individualmente, os titulares de cargos eletivos freq・ntemente continuam a fazer o trabalho volunt・io pessoal que come・ram a fazer antes de se candidatarem ao cargo, ou aceitam novas fun苺es de trabalho volunt・io para servirem de exemplo para a popula艫o. Alguns governadores e prefeitos d・ aulas de refor・ para jovens, trabalham como treinadores de equipes esportivas, e entregam refei苺es ・ pessoas impossibilitadas de sa・em de suas casas.
Defesa de Id・as dos Cidad・s
Desde os prim・dios da era colonial, as reuni・s nas cidades eram vitais para que fosse estimulada a democracia participativa. Nos tempos coloniais, a reuni・ dos habitantes da cidade representava o governo local na sua totalidade, uma tradi艫o que atualmente s??mantida em algumas cidades da Nova Inglaterra. Mas mesmo neste fim de s・ulo, as reuni・s nas cidades e as audi・cias p・licas estimulam os cidad・s ativos e participantes a procurar respostas sobre as pol・icas que afetam as suas vidas. Sempre que um americano escreve para o seu representante no Congresso, trata-se de trabalho volunt・io. O trabalho volunt・io tamb・, inclui todas as outras lutas por uma causa em todos os n・eis de governo - para mudar leis e procedimentos, para educar o p・lico ou para trazer melhorias para uma comunidade - por meio de marchas e outros tipos de manifesta苺es. Os motivos podem ser modestos como a coloca艫o de sem・oros e obst・ulos em um bairro.
Servi・s Comunit・ios Criados Pelo Governo
Um ・timo exemplo de trabalho volunt・io na esfera governamental ?o servi・ comunit・io que surgiu como resultado da legisla艫o governamental. Esse servi・ deu origem a uma quest・ com a qual muitos se preocupam nos setores volunt・ios - a pergunta ? os cidad・s que s・ pagos para trabalhar ou que s・ obrigados a trabalhar podem ser identificados como volunt・ios?
Em ・bito nacional, essa quest・ surgiu pela primeira vez quando o presidente John F. Kennedy criou o Corpo da Paz [Peace Corps] em 1961. O governo dos Estados Unidos oferecia verbas para acomoda艫o, alimenta艫o e despesas ocasionais para qualquer pessoa que se comprometesse a representar de maneira intensiva, durante dois anos, os Estados Unidos, prestando servi・s no exterior. Como os membros do Corpo da Paz n・ teriam permiss・ para exercer nenhuma atividade adicional remunerada durante o seu tempo de servi・, essa modesta quantia mensal tinha como objetivo garantir que qualquer americano qualificado - de qualquer n・el econ・ico - pudesse entrar para o Corpo da Paz. Os membros que serviram, e que ainda servem, o fazem voluntariamente. Como resultado disso, apesar da subven艫o para despesas, os membros do Corpo da Paz, assim como os participantes do VISTA (Volunt・ios a Servi・ da Am・ica [Volunteers in Service to America]), s・ considerados volunt・ios. (O mais recente exemplo de servi・ subvencionado, o AmeriCorps, promulgado no governo do presidente Clinton, proporciona, al・ da ajuda de custo, um benef・io educacional no fim do per・do.) Para coordenar esses programas, conhecidos em conjunto, como "servi・ nacional", o presidente Nixon criou um ・g・ do governo dos Estados Unidos chamado ACTION. O presidente Clinton substituiu esse ・g・ por uma institui艫o de base mais ampla, a Corporation for National Service. Ela inclui o AmeriCorps, o Senior Corps (para cidad・s com idade de 55 anos ou superior), e Learn & Serve (um servi・ de apoio baseado nas escolas). Financiada por verbas do governo federal ・ quais s・ adicionados recursos dos governos estaduais e municipais, a Corporation distribui os seus participantes em entidades sem fins lucrativos, escolas ou projetos dos governos municipais que envolvem crian・s com necessidades especiais sob o ponto de vista educacional, f・ico ou psicol・ico.
Mas apesar da entusi・tica participa艫o de dezenas de milhares de cidad・s, ser?que isso ?trabalho volunt・io? Quando ?que uma ajuda de custo passa a ser um estip・dio, e quando um estip・dio ?considerado apenas um baixo sal・io? O debate continua, mas enquanto ele persiste, um grupo de homens e mulheres de todas as idades, cheios de boa vontade e energia, presta servi・s. Sem essa modesta quantia, a presta艫o desses servi・s se tornaria imposs・el ou pouco prov・el.
Outro exemplo pouco comum de servi・ comunit・io criado pelo governo ?uma s・ie de programas criados para que as pessoas possam "abater" impostos ou multas por meio de trabalho. Idosos que possuem renda fixa ou assalariados de baixa renda t・, por meio desse programa, a oportunidade de contribuir com um certo n・ero de horas de servi・s comunit・ios por ano, de modo a reduzir ou eliminar sua obriga艫o de efetuar pagamentos em dinheiro que eles possam ter junto ?sua jurisdi艫o. Esses programas s・ de ・bito municipal; n・ existe nenhum sistema compar・el em ・bito nacional. E o cidad・ tem a op艫o de participar ou n・. No entanto, de modo geral, os riscos s・ poucos e as oportunidades s・ ・imas.
Essa quest・ de servi・ comunit・io tamb・ surge em outras esferas. As escolas p・licas estipulam requisitos para que os alunos completem um n・ero fixo de horas de servi・ na sua comunidade como um pr?requisito para a conclus・ do curso. Os tribunais oferecem aos adultos e menores infratores a op艫o de um n・ero pr?determinado de horas de servi・ em vez de uma multa ou pris・ (freq・ntemente esse sistema ?chamado de "senten・ alternativa"); eles podem tamb・ exigir que o acusado preste esses servi・s al・ de ficar em liberdade condicional. E os esfor・s para a reforma da previd・cia acrescentam a op艫o da presta艫o de servi・s ・uela de emprego registrado ou educa艫o como meio de manter os benef・ios da assist・cia p・lica.
Por causa do conflito que pode surgir em fun艫o dos termos e defini苺es, esses tipos de programas s・ geralmente chamados de "servi・s comunit・ios" em vez de "servi・s volunt・ios". Na pr・ica, no entanto, o escrit・io de trabalho volunt・io de uma organiza艫o aceita, treina e gerencia essas categorias especiais de trabalhadores. Al・ disso, as estat・ticas mostram que, em muitos casos, se esses trabalhadores forem bem tratados e se gostarem das suas tarefas, uma porcentagem deles continuar?executando suas tarefas al・ do n・ero m・imo de horas estipulado. Portanto, em ・tima an・ise, o servi・ obrigat・io ou dirigido pode acabar resultando no verdadeiro trabalho volunt・io.
Como vimos, o trabalho volunt・io associado ao governo tem muitas dimens・s. Nos Estados Unidos, o governo em todos os n・eis depende dos cidad・s de muitas maneiras - isso faz parte da natureza da sociedade civil e do envolvimento c・ico. Quando uma pessoa considera os servi・s executados por funcion・ios p・licos, e por cidad・s posicionados por meio de programas espec・icos do governo, para trabalho volunt・io, a import・cia dessa faceta do universo do trabalho volunt・io se torna muito clara.
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Susan J. Ellis ?a presidente da Energize, Inc., uma empresa de treinamento, consultoria, e editora, sediada em Filad・fia, especializada em trabalho volunt・io. A Energize age em n・el internacional, prestando assist・cia a clientes do setor das entidades sem fins lucrativos, da esfera governamental e do setor empresarial, para o desenvolvimento ou o fortalecimento de trabalhos volunt・ios de todos os tipos. Ellis ?a co-autora de nove livros, e escreve uma coluna de ・bito nacional, chamada "On Volunteers," publicada no The NonProfit Times. O site da Energize na web ?www.energizeinc.com.
Sociedade e Valores dos
EUA
Revista Eletr・ica da USIA, Vol. 3, N?2, Setembro de
1998