". . . A iniciativa volunt・ia ajudou a dar ?Am・ica o seu car・er nacional . . ."Merle Curti, historiadora, ganhadora do pr・io Pulitzer
A pergunta que se faz ?a seguinte: ainda existe um esp・ito c・ico nos Estados Unidos?
H?uma percep艫o geral de que, em ・ocas passadas, os americanos tinham muito mais disposi艫o do que hoje para se ajudarem mutualmente e para se envolverem em causas e quest・s p・licas. Parece um fato consumado para alguns, que, como sociedade, n・ nos importamos muito menos com os outros e que devemos nos preocupar com o que aconteceu com todo aquele esp・ito de boa vizinhan・, esp・ito p・lico e caridade.
Na verdade, o passado n・ chegava a ser t・ bom quanto a lembran・ indica e o presente ?muito melhor do que se percebe. Uma propor艫o muito maior, e muito mais partes da nossa popula艫o est・ envolvidas em atividades comunit・ias hoje do que em qualquer outra ・oca da nossa hist・ia.
Atualmente, cinq・nta por cento de todos os americanos s・ volunt・ios atuantes. Trata-se de um n・ero impressionante - cem milh・s de pessoas - ou um entre cada dois de n・ com mais de 13 anos de idade. E dedicamos, em m・ia, quatro horas por semana ・ causas de nossa prefer・cia. A base de participa艫o tamb・ est?se expandindo. H?mais jovens, mais homens e mais idosos.
N・ nos organizamos para servir a todos os aspectos poss・eis da condi艫o humana e estamos dispostos a nos unir para tratar de qualquer quest・ p・lica. N・ nos unimos para lutar contra mudan・s de zoneamento, aprovar a emiss・ de t・ulos, melhorar a coleta de lixo, denunciar pre・s abusivos, fazer com que a igualdade de direitos seja respeitada ou protestar contra guerras. Muito recentemente conseguimos nos organizar, com resultados favor・eis, para tratar dos direitos das mulheres, conserva艫o e preserva艫o, dificuldades de aprendizado, resolu艫o de conflitos, cultura e direitos dos hisp・icos, os idosos, o alistamento de eleitores, o meio ambiente, os americanos nativos (・dios), os doentes terminais, o teatro experimental, a compreens・ entre as na苺es, o controle populacional, a atribui艫o de poderes aos bairros, o controle da energia nuclear, o consumismo e muitas outras coisas. Os interesses dos volunt・ios e o impacto se estende desde os bairros at?e al・ da camada de oz・io.
Para cada quatro cidad・s americanos, tr・ contribuem regularmente com dinheiro para institui苺es de caridade, e doam mais de US$1.000 por fam・ia, por ano. Quase 90 por cento das doa苺es v・ dessas pessoas. As funda苺es e os grupos empresariais, embora sejam muito importantes, somente participam com 10 por cento de todas as contribui苺es. Pessoas de todas as faixas de renda est・ envolvidas, e os doadores da faixa inferior da escala t・ maior probabilidade de serem generosos do que os que est・ em uma situa艫o melhor.
De onde vem toda essa atividade e toda essa generosidade? Obviamente os Estados Unidos n・ s・ a ・ica sociedade participativa do mundo. As doa苺es e o trabalho volunt・io ocorrem na maioria dos pa・es, e entidades sem fins lucrativos podem ser encontradas no mundo inteiro. Mas em nenhum outro lugar os n・eros, as propor苺es, e o impacto s・ t・ grandes.
N・ ?f・il determinar a raz・ pela qual essa atividade ?t・ mais intensa aqui, mas se quisermos que ela se mantenha nas gera苺es futuras, precisamos compreender o fen・eno melhor do que compreendemos atualmente. Existem poucas pesquisas sobre isso, e pouca literatura tamb・; de qualquer forma, pode-se come・r a estabelecer uma explica艫o.
De modo geral, a participa艫o ?atribu・a ?nossa ・ica protestante e ?nossa ascend・cia inglesa; mas por mais importantes que elas sejam, elas s・ apenas duas entre muitas fontes. Os impulsos que identificamos como judaico-crist・s foram tamb・ trazidos ・ nossas praias a cada onda de imigrantes - da Su・ia, R・sia, China, ・dia e de outros lugares - seguidores de Jesus, Mois・, Maom? Buda ou outros s・ios e profetas.
Uma das mais fundamentais explica苺es da atividade dos volunt・ios se baseia na express・ religiosa e na prote艫o dessa liberdade. A Edi艫o de 1993 do relat・io do Independent Sector, From Belief to Commitment [Da Cren・ ao Compromisso], baseado no maior estudo j?feito, do papel dos servi・s comunit・ios das congrega苺es religiosas, mostra que esses grupos s・ os principais prestadores de servi・s dos bairros. Na minha experi・cia, quanto mais pobre for a comunidade, maiores ser・ essa fun艫o e esse impacto.
Al・ do exerc・io da liberdade religiosa e dos servi・s comunit・ios prestados pelas congrega苺es religiosas, essas institui苺es t・ sido e continuam a ser os lugares onde as quest・s morais s・ levantadas e tratadas. Nas suas observa苺es da vida americana em meados do s・ulo XIX, Alexis de Tocqueville viu a "rede de organiza苺es de volunt・ios deste pa・ n・ tanto como prestadores de servi・s, mas como "as associa苺es morais" onde valores como caridade e responsabilidade em rela艫o aos outros s・ ensinados e onde as cruzadas da na艫o criam ra・es.
Por mais importantes que as influ・cias religiosas tenham sido, n・ podemos atribuir a nossa tradi艫o de a艫o volunt・ia somente ・ suas li苺es ou ?sua bondade. N・ devemos nos esquecer da quest・ da depend・cia e assist・cia m・ua. Os Minutemen (homens recrutados para combater as for・s brit・icas) dos tempos revolucion・ios (1775-1781) e as fam・ias que se estabeleceram nas fronteiras no final do s・ulo XVIII e no in・io do s・ulo XIX, praticavam formas b・icas de interesse pr・rio esclarecido. Se estiv・semos descrevendo a nossa hist・ia de trabalho volunt・io estabelecendo apenas uma rela艫o com a bondade, estar・mos apenas descrevendo o melhor dos nossos antepassados, mas estar・mos ignorando a tradi艫o generalizada do esp・ito de boa vizinhan・ organizada, temperado pelas dificuldades e pela bondade.
Um dos pontos mais impressionantes sobre as origens ?que n・ n・ devemos assumir que essas caracter・ticas e tradi苺es foram importadas. Em "American Philantrophy" o historiador Robert Bremner deixa bem claro que os americanos nativos nos trataram com muito mais bondade "crist? do que n・ os tratamos. Ao lermos as suas descri苺es sobre a maneira gentil pela qual os nativos americanos nos saudaram e nos ajudaram na nossa adapta艫o ao mundo deles, descartamos por completo as nossas no苺es anteriores sobre a bondade importada.
Viemos para um pa・ onde havia muito pouca estrutura. Tivemos uma chance de come・r tudo de novo. Para a maioria das pessoas, pela primeira vez em gera苺es, n・ havia uma hierarquia familiar. Havia poucas restri苺es inerentes, impostas por s・ulos de leis e h・itos, mas de qualquer forma ・amos terrivelmente interdependentes. Na aus・cia de fam・ias e tradi苺es que nos controlassem, lidamos com a nossa depend・cia e a nossa tend・cia a nos associarmos uns aos outros, tornando-nos "uma na艫o de pessoas que se unem", nas palavras do jornalista e comentarista social Max Lerner. Essas novas institui苺es - igrejas, sindicatos, associa苺es de fazendeiros, brigadas de inc・dio e outras organiza苺es espec・icas - passaram a ser as nossas "redes para fins de socializa艫o e atividade m・ua.
?tamb・ importante perceber que ・amos um povo determinado a nunca mais viver sob o dom・io de reis, ou imperadores, ou czares, e que portanto, via qualquer tipo de autoridade central com suspeita. Nossa determina艫o era de que o poder deveria ser distribu・o. Isso significava que as institui苺es de volunt・ios fariam nos Estados Unidos o que os governos fizeram em outros pa・es. Em "What Kind of Society Shall We Have?" [Que Tipo de Sociedade Teremos?], um artigo escrito para o Independent Sector, Richard W. Lyman, ex-presidente da Universidade de Stanford, nos lembra da descri艫o, de Edmund Burke, dos "pequenos pelot・s" da Fran・ que se tornaram o modo americano de conseguir a dispers・ do poder e a organiza艫o do esfor・ m・uo.
?medida que experiment・amos os benef・ios de tanta participa艫o dos cidad・s, incluindo as satisfa苺es pessoais que tal servi・ proporciona, ・mos ficando mais comprometidos com esse tipo de sociedade participativa. Enquanto trilh・amos esse caminho, renov・amos constantemente a nossa f?na intelig・cia e na capacidade b・ica das pessoas.
Nunca encontramos um substituto melhor para salvaguardar a liberdade do que colocar a responsabilidade nas m・s das pessoas e esperar que elas correspondam a essa responsabilidade. ・ vezes, podemos ficar decepcionados com o seu desempenho, mas a resposta definitiva ainda ?o pacto democr・ico. Ainda h?sabedoria e conforto no conselho de Thomas Jefferson segundo o qual "se acharmos que o pr・rio povo n・ ...[・ suficientemente esclarecido para exercer o seu controle com um bom discernimento, o rem・io n・ ?tomar o controle do povo, e sim informar o seu discernimento por meio da educa艫o."
N・ realmente ・amos e continuamos a ser sinceros quanto ao que est?escrito na Declara艫o da Independ・cia. N・ acreditamos nos direitos e no poder do povo, e essas convic苺es fazem com que tomemos uma atitude em rela艫o a uma grande variedade de quest・s e fazem com que mantenhamos e defendamos, com todas as nossas for・s, as liberdades de religi・, de express・ e de associa艫o.
Se aceitamos o fato de que os nossos padr・s e n・eis de participa艫o e generosidade contribuem, de maneira importante, para a nossa vida nacional, ?essencial compreender e estimular todas as ra・es que deram origem a esse pluralismo. Um dos desafios b・icos ?assegurar que o povo americano compreenda que existe essa terceira via pela qual encaramos nossos problemas e sonhos.
O trabalho volunt・io, obviamente, come・ com o indiv・uo - a regra de ouro - e com a ajuda. Os cem milh・s de americanos que prestam servi・s como volunt・ios est・ envolvidos em um conjunto extraordin・io de atos de compaix・ e servi・. Eles informam, protestam, ajudam, ensinam, curam, constr・m, advogam, confortam, dep・m, ap・am, pedem, doam, fazem campanhas, fazem passeatas, orientam, alimentam, monitoram, e, de muitas outras maneiras, servem ・ pessoas, comunidades e causas.
Al・ de todas as indica苺es do bem que resulta quando tantas pessoas fazem tantas coisas boas, ?importante reconhecer o que todos esses esfor・s significam para o tipo de pessoas que n・ somos. Toda essa participa艫o volunt・ia nos fortalece como na艫o, fortalece nossas comunidades, e nos fortalece e nos satisfaz como seres humanos.
Merle Curti, a historiadora, vencedora do pr・io Pulitzer, diz: "A ・fase na iniciativa volunt・ia ajudou a dar ?Am・ica o seu car・er nacional."
Ao examinarmos a maior parte das grandes cruzadas de cidadania da nossa hist・ia, o que fica cada vez mais evidente ?que a participa艫o, o interesse e a prova de que as pessoas podem fazer uma diferen・ se somam ao esp・ito da sociedade, o que ?maravilhoso. Por exemplo, no estudo, da autoria de Inez Haynes Irwin, sobre a luta pelo voto feminino, ela retorna repetidamente ao esp・ito daquelas mulheres, n・ apenas por terem se decidido a executar uma tarefa e faz?lo com sucesso, mas tamb・ pelo que o sucesso significou para elas como seres humanos. "Elas desenvolveram uma no艫o de companheirismo entre si que era metade amor, metade admira艫o, e refer・cia na sua totalidade," Irwin escreve. "Ao descrever uma colega de trabalho elas falam primeiro do seu esp・ito, e o seu esp・ito ?sempre lindo, ou nobre, ou glorioso..."
Quando se pensa nos gigantes do setor volunt・io, h?uma probabilidade de que se pense em nomes de mulheres, pelo menos nos ・timos 150 anos - nomes como Clara Barton, Jane Addams, Mary McLeod Bethune, Susan B. Anthony, Dorothea Dix, Alice Paul, Elizabeth Cady Stanton, Harriet Beecher Stowe, Dorothy Day, Mother Seton, Carrie Nation, Margaret Sanger e Lucretia Mott.
No meu recente livro, Voices From the Heart: In Celebration of America's Volunteers [Vozes do Cora艫o: Em Homenagem aos Volunt・ios da Am・ica], eu descrevo o trabalho volunt・io atrav・ da experi・cia de 25 indiv・uos, que revelam o que eles fazem, porque eles o fazem, e o que a experi・cia tem significado para eles.
Ou・ algumas de suas vozes:
Scott Rosenberg ?um artista que ensina adolescentes em situa艫o de risco a produzir filmes e v・eos. Ele descreve a experi・cia: "Em um n・el visceral, o trabalho volunt・io ?adrenalina pura. Voc?se eleva da maneira certa quando trabalha com pessoas em alguma coisa na qual voc?acredita. ?um trabalho ・duo, mas voc?acaba se sentindo extasiado."
Valdimir Joseph, conselheiro em uma universidade, fundou a organiza艫o Inner Strength [For・ Interior], que proporciona orienta艫o para jovens afro-americanos. Ele diz: "Todos t・ algo a oferecer. O fato de trabalhar com outros volunt・ios ajudou a me dar for・. Eles tamb・ t・ dificuldades. Eu me sinto poderoso quando vejo os volunt・ios desenvolvendo um relacionamento com esses rapazes, quando vejo que eles est・ crescendo juntos... Todas as pessoas que conhe・, que trabalham como volunt・ios, mesmo aqueles que s?fazem isso duas horas por semana, fazem uma diferen・ na vida de algu・."
Amber Coffman, uma adolescente, entrega comida aos sem-teto e resume a sua rea艫o: "Trata-se de mudar as vidas das pessoas por causa de alguns volunt・ios que se re・em nos fins de semana e simplesmente d・ alguma coisa de si, com o cora艫o. Isso ?o que me faz levantar cedo quando n・ estou com vontade de preparar refei苺es. Eu fa・ isso por causa das sensa苺es maravilhosas que ocorrem quando se d?alguma coisa. A partir do momento em que voc?realmente d?alguma coisa de si mesmo, voc?nunca mais quer parar de fazer isso na vida."
John Gatus, um encanador de canos de vapor aposentado, supervisiona uma patrulha anti-gangue de rua, e reflete: "O trabalho volunt・io resulta em mudan・s reais, mudan・s das quais voc?pode participar, mudan・s que voc?pode ver com os seus pr・rios olhos. N・ ?necess・io que os pol・icos ou que a pol・ia lhe diga que as coisas est・ melhores. Voc?pode ver a situa艫o com os seus pr・rios olhos e sentir, voc?mesmo, e saber que voc?fez a sua parte...Existe um orgulho de verdade nisso. Fazemos parte da comunidade."
Katherine Pener atua h?22 anos como conselheira de pacientes que fizeram cirurgia de c・cer no seio, e declara: "Eu garanto que qualquer pessoa que faz algum trabalho volunt・io se sente melhor emocional, fisica e psicologicamente. N・ quero saber quem voc??e nem o que voc?faz. As pessoas que conhe・, que fazem trabalho volunt・io t・ um sorriso no rosto. As horas que elas doam valem mais do que qualquer dinheiro que elas poderiam receber."
Os volunt・ios geralmente trabalham em conjunto para ampliar o seu alcance e resultados. H?mais de um milh・ de institui苺es de caridade oficialmente registradas junto ao U.S. Internal Revenue Service [・g・ do governo americano equivalente ?Secretaria da Receita Federal] que variam desde pequenos grupos comunit・ios at?cruzadas nacionais. Esse n・ero n・ inclui a maioria das congrega苺es religiosas, grupos de assist・cia m・ua, ou se苺es locais de grandes organiza苺es de ・bito nacional como a American Cancer Society. Esse n・ero tamb・ n・ inclui os grupos menos formais preocupados e envolvidos com tudo, desde assist・cia pr?natal at?cemit・ios. Contando todas essas organiza苺es, o n・ero chega a pelo menos tr・ milh・s, e continua a crescer.
As organiza苺es de trabalho volunt・io incluem grandes institui苺es como universidades, museus e hospitais; grandes cruzadas nacionais como a American Heart Association e o National Trust for Historic Preservation [Fundo Nacional Para a Preserva艫o Hist・ica]; e associa苺es locais que lidam com quase todas as causas e preocupa苺es poss・eis.
Em geral, s・ tr・ as fun苺es principais que as organiza苺es de volunt・ios assumem: servi・s (como os albergues da juventude), defesa de id・as (como Americans for Indian Opportunity), e atribui艫o de poder (como a National Organization for Women).
As organiza苺es de volunt・ios proporcionam aos indiv・uos interconex・s para ampliar quase todos os elementos importantes das suas vidas particulares, incluindo a express・ religiosa e projetos mutuamente ben・icos. Muitas dessas rela苺es s・ informais, mas muitas requerem alguma estrutura, o que leva ?cria艫o de associa苺es.
Qualquer que seja o interesse da pessoa - flores silvestres ou direitos civis, artrite ou ar puro, arte oriental ou alfabetiza艫o, os moribundos ou os que ainda n・ nasceram - j?existem organiza苺es que funcionam; e se elas n・ se adaptam ?nossa paix・, podemos fundar a nossa pr・ria organiza艫o. Essa possibilidade ?uma caracter・tica maravilhosa da Am・ica.
O ativista social e ex-funcion・io do governo John Gardner diz que "quase todas as grandes mudan・s sociais na Am・ica se originaram neste setor volunt・io."
"Se os volunt・ios e as organiza苺es de trabalho volunt・io desaparecessem da nossa vida nacional, ser・mos menos marcadamente americanos. O setor real・ a nossa criatividade, d?mais vida ?nossas comunidades, estimula a responsabilidade individual, agita a vida na base da sociedade, e serve para nos lembrar de que nascemos livres. Sua vitalidade encontrou solo f・til - orgulho c・ico, compaix・, uma tradi艫o de filantropia, um forte impulso para resolver problemas, uma no艫o de responsabilidade individual e um compromisso irrepreens・el com a grande tarefa compartilhada de melhorar nossa vida em conjunto."
?essa uni・ de compaix・, esp・ito e energia que freq・ntemente faz a diferen・ para as quest・s mais s・ias que todos n・ enfrentamos. Quest・s enormes e complicadas como o c・cer e a pobreza requerem milhares de volunt・ios que tenham um enfoque na presta艫o de servi・s, na preven艫o, na conscientiza艫o do p・lico e nas pol・icas p・licas.
Geralmente quando exemplos da for・ e do impacto do trabalho volunt・io s・ citados, eles s・ relacionados a um passado distante - a quest・s como a escravid・, o voto feminino ou as leis sobre o trabalho infantil. Embora esses exemplos sejam importantes, a sua constante repeti艫o tende a refor・r a no艫o de que coisas significativas t・ menos probabilidade de acontecer hoje.
De acordo com a minha experi・cia, tenho certeza de que, somente neste ・timo quarto de s・ulo, houve uma verdadeira explos・ do impacto da cidadania sobre um amplo leque de considera苺es humanas. Por exemplo, somente nos ・timos 20 anos, os volunt・ios romperam um paradigma de s・ulos de indiferen・ ・ necessidades dos moribundos. Como resultado da sua nobre cruzada, quase todas as comunidades, atualmente, possuem cl・icas adequadas que proporcionam ajuda aos doentes terminais e ・ suas fam・ias.
Nos anos mais recentes, a paix・, a coragem, e a determina艫o dos volunt・ios for・ram a na艫o e todas as suas regi・s a perceberem que devemos preservar, para as gera苺es futuras, os nossos preciosos recursos h・ricos, nosso ar e nossa terra. Essa ・ica e essa pr・ica, no momento est・ disseminadas em todas as formas de recursos locais e nacionais, incluindo p・tanos, florestas, terras ar・eis, edif・ios hist・icos e centros urbanos inteiros.
Os volunt・ios assumiram posi苺es em nome da dec・cia comum e servi・s adequados para crian・s retardadas, e com essas iniciativas pioneiras, serviram de exemplo para muitos outros que, a seguir, ousaram fazer o mesmo para a paralisia cerebral, o autismo, as dificuldades de aprendizado, e centenas de outros problemas, dos quais n・ nem t・hamos ouvido falar poucas d・adas atr・.
Com o estabelecimento e o crescimento dos Alco・icos An・imos, os volunt・ios criaram um modelo de assist・cia m・ua que hoje se estende a quase todos os problemas pessoais s・ios. Em quase todas as comunidades h?um grupo de pessoas que enfrentaram a tempestade e que est・ estendendo as m・s para outros que recentemente se viram frente a frente com crises amea・doras, como a morte de um filho, uma mastectomia, a depress・, um derrame ou viol・cia f・ica.
E durante todo esse tempo algumas pessoas t・ prestado servi・s, promovendo a import・cia e a disponibilidade das artes e das oportunidades culturais como aspectos centrais de uma sociedade civilizada. Um dos grandes movimentos de atividade volunt・ia e impacto tem envolvido o teatro, a dan・ e a m・ica na comunidade, para proporcionar oportunidades para a criatividade e para que as pessoas participem e freq・ntem as apresenta苺es dessas formas de arte.
A lista, quase sem fim, inclui a educa艫o pr?escolar, as creches, o servi・ social, o controle do c・cer, o consumismo, o controle populacional, a resolu艫o de conflitos, os museus ・nicos, os cuidados com os rec・-nascidos, a vida independente para os idosos, a gravidez na adolesc・cia, a depend・cia qu・ica e o treinamento profissional - essas coisas, em conjunto, cobrem a paisagem social dos Estados Unidos.
Por meio da nossa iniciativa volunt・ia e institui苺es independentes, os americanos, cada vez mais, praticam suas religi・s com liberdade, estudam sem alarde, recebem assist・cia com compaix・, conduzem experi・cias com criatividade, prestam servi・s com efic・ia, defendem suas id・as agressivamente, e contribuem com generosidade. Essas caracter・ticas nacionais s・ constantes em sua beleza, e essa beleza deve ser preservada.
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Brian O'Connell ?presidente e fundador da organiza艫o Independent Sector e professor de servi・ p・lico na Universidade de Tufts, Medford, Massachusetts. Recentemente ele escreveu o livro Voices From the Heart: In Celebration of America's Volunteers [Vozes do Cora艫o: Em Homenagem aos Volunt・ios da Am・ica], (Jossey-Bass and Chronicle Books, 1998); outra obra sua que dever?ser lan・da em breve ?Civil Society: The Underpinnings of American Democracy [A Sociedade Civil: a Estrutura Subjacente da Democracia Americana] (University Press of New England and Tufts University, 1999).
Sociedade e Valores dos
EUA
Revista Eletr・ica da USIA, Vol. 3, N?2, Setembro de
1998