A quest・ racial na Am・ica continua a inspirar uma animada e
intensa express・ de opini・s em toda a paisagem social e
pol・ica do pa・. A seguir apresentamos uma amostragem de
coment・ios recentes de v・ias fontes.
Di・ogo Nacional Sobre as Ra・s
The New York Times:
A convoca艫o, feita pelo presidente Clinton no dia 14 de junho, para uma conversa em ・bito nacional sobre as ra・s, deu margem a ceticismo e cr・icas de partid・ios de ambos os lados da fronteira racial. Os inimigos da a艫o afirmativa ficaram decepcionados por que ele n・ rejeitou o que eles consideram o caminho falho das quotas e prefer・cias raciais. Os defensores das a苺es mais agressivas nas quest・s de ra・ e pobreza ficaram decepcionados porque ele n・ dedicou mais recursos ao treinamento profissional e nem ?educa艫o. O presidente, no entanto, enfocou o futuro, e encorajou o seu conselho consultivo recentemente nomeado, com o historiador John Hope Franklin como presidente, a escutar antes de fazer recomenda苺es. As quest・s de ra・, a艫o afirmativa e diversidade podem ser discutidas com franqueza. Se o discurso do Sr. Clinton iniciar tal processo, e resultar em a苺es concretas, ele poder?ser lembrado como um marco hist・ico... (Reprodu艫o parcial de um editorial de 16 de junho de 1997, p・ina A22).
Dr. John Hope Franklin:
Temos uma rara e exclusiva oportunidade de fazer uma contribui艫o significativa para a resolu艫o do problema virtualmente insol・el da ra・ que vem atormentando este pa・ h?mais de tr・ s・ulos. Eu digo virtualmente insol・el porque o problema foi criado e alimentado por seres humanos talentosos, mas o que o homem criou pode, de fato, ser desfeito...
A tarefa que foi atribu・a a este conselho consultivo ? impressionante, e at?mesmo assustadora... Tivemos a vantagem de assumir a tarefa em uma atmosfera de paz... Devemos, portanto, aproveitar o presente e us?lo para promover uma melhoria significativa no clima racial, nos contatos raciais e nas rela苺es entre as ra・s em geral.
Se as rela苺es entre os brancos e negros se transformaram na marca registrada das rela苺es entre as ra・s em geral, elas serviram, por sua vez, para influenciar as rela苺es inter-・nicas, inter-religiosas, e inter-raciais nos anos subseq・ntes, em muitos lugares e de muitas maneiras:
"Mais malditos judeus," reclamavam americanos de origem europ・a ao observar o desembarque de imigrantes da Europa oriental na cidade de Nova Iorque em 1890. "Restrinjam os asi・icos de todas as maneiras poss・eis? exigiam os americanos de origem ocidental no final do s・ulo XIX. "Construam cercas de uma milha de altura?, ordenavam os americanos do sudoeste, ?medida que mexicanos e outros povos do sul entravam nos Estados Unidos em grandes quantidades, em meados do s・ulo XX .
Eu n・ sei quantos americanos, de qualquer cor ou origem nacional, est・ familiarizados com essas velhas hist・ias. Alguns n・ conseguem ver a relev・cia... Para eles e para todos n・, eu diria que a sabedoria come・ com o conhecimento, e que sem o conhecimento do passado n・ podemos tra・r, com sabedoria, o nosso rumo para o futuro.
O presidente nos chamou para um di・ogo nacional, e eu espero que todos n・ atendamos ao seu chamado. Se falarmos com franqueza e honestidade dos assuntos sobre os quais os sentimentos s・ profundos e antigos, as conversas n・ ocorrer・ sem dor...A estrada para a paz entre as ra・s tem seus problemas, e at?mesmo dores. Mas vale a pena fazer essa viagem, por que no fim poderemos criar institui苺es e adotar pr・icas que nos ajudar・ a construir comunidades...
Temos pouco tempo para criar um impacto em certos rumos da nossa sociedade que n・ s・ apenas antigos e poderosos, mas t・ tamb・ muitos recursos. N・ nos deixaremos intimidar pela sua for・ e nem pelos seus recursos, pois temos o apoio e a boa vontade de milh・s de cidad・s americanos...Portanto, que comece o di・ogo...(Trechos extra・os das observa苺es feitas pelo Dr. John Hope Franklin na reuni・ de 14 de julho de 1997 do Conselho Consultivo Para a Iniciativa do Presidente Sobre Ra・ e Reconcilia艫o. O Dr. Franklin, Presidente do Conselho Consultivo, ?uma das principais autoridades acad・icas americanas na hist・ia dos afro-americanos. Entre os seus mais importantes trabalhos, destacam-se: Racial Equality in America [Igualdade Racial na Am・ica], 1976 e From Slavery to Freedom: A History of Negro Americans [Da Escravid・ At?a Liberdade: Uma Hist・ia dos Negros Americanos] [7e Edi艫o, publicada em 1994], e The Color Line: Legacy for the Twenty-First Century [A Linha da Cor: Um Legado Para o S・ulo XXI] 1993.)
Randall Kennedy:
Promessas e perigos envolvem a iniciativa do presidente Clinton sobre as rela苺es entre as ra・s.
A promessa ?um exame bem enfocado das quest・s raciais, que esclarecer?dilemas, para que possamos, pelo menos, saber onde e porque discordamos uns dos outros. Esta ?uma op艫o para uma reforma sensata. Quase todos reconhecem, como o presidente disse recentemente, que "temos um longo caminho a percorrer". Qual ? exatamente, o nosso objetivo?...
Queremos uma sociedade governada pela demografia racial, na qual minist・ios de estado, j・is criminais, e escrit・ios editoriais devem "parecer com a Am・ica"? Ou queremos uma sociedade governada por um princ・io anti-discriminat・io que requer que os cidad・s olhem al・ das apar・cias? Para compreender as ramifica苺es dessa op艫o ...?preciso pensar e discutir muito. ? por isso que o p・lico deve ignorar as obje苺es daqueles que argumentam que j?tivemos conversa ?toa demais sobre as quest・s raciais. O que tivemos demais n・ foi conversa, o que tivemos demais foi ret・ica e espet・ulo...
Para que a iniciativa de Clinton d?algum resultado memor・el, ela precisa criar f・uns nos quais pessoas que tenham conhecimentos e consci・cia falem com os seus concidad・s sobre as quest・s raciais que os tocam mais fundo.
Precisamos ouvir sobre as pessoas que vivem nos guetos negros e pardos da na艫o. Precisamos ouvir o que essas pessoas dizem. Elas t・ motivos para crer que se "jogarem de acordo com as regras" as suas vidas e as vidas dos seus filhos se tornar・ mais pr・peras, seguras e agrad・eis?...Precisamos ouvir as mulheres brancas que v・ a ra・ como um sinal de que uma pessoa estranha, negra, do sexo masculino, representa um perigo maior para elas do que um homem branco estranho. Elas est・ sendo sensatas? ...Precisamos ouvir os latinos, asi・icos e negros, que se v・ mutuamente com ressentimento racial e disc・dia. Qual ?a base da sua disc・dia?...
Fazer essas perguntas, e outras ainda mais contundentes, e permitir e considerar um leque de respostas diversas pode ajudar a criar a conversa condutiva ao pensamento que muitos americanos gostariam de ter sobre os seus dilemas racaaaaaiais. (The Washington Post, 15 de junho de 1997, pp. C1-2. Randall Kennedy ?professor da Harvard Law School [Faculdade de Direito de Harvard] e ?o autor de Race, Crime and the Law [Ra・, Crime e a Lei], New York: Pantheon, 1997.)
Robert Johnson:
A primeira coisa, e a mais importante, ?que o presidente, o l・er deste pa・, est?dizendo que a ra・ ?uma das principais quest・s na Am・ica e est?dando a ela o maior destaque. A segunda coisa: ?no n・el de negros-e-brancos que a quest・ deve ser tratada antes de mais nada, e eu espero que o grupo de trabalho do presidente trate disso como o principal conflito, a quest・ prim・ia. (The Washington Post, 15 de junho de 1997. Robert Johnson ?o presidente e principal executivo da Black Entertainment Television.)
Anita Allen:
Eu vejo provas animadoras, na minha fam・ia, vizinhan・ e local de trabalho, da possibilidade de um tipo de unidade racial que transcenda a mera integra艫o (a qual tende ?assimila艫o) e o multiculturalismo (que tende ?balcaniza艫o). Mas, o presidente Clinton est?certo quando diz que temos trabalho a fazer. Como na艫o, temos que assumir a responsabilidade moral pelas desigualdades e animosidades que s・ o legado da escravid・, da segrega艫o amparada pela lei, e do preconceito. Precisamos criar novas abordagens criativas e politicamente vi・eis para tratar das desigualdades econ・icas, educacionais e sociais. (The Washington Post, 15 de junho de 1997. Anita Allen ?diretora associada e professora no Georgetown University Law Center [Centro de Direito da Universidade de Georgetown], Washington, D.C.)
Angela Oh:
N・ se pode legislar atitudes nem rea苺es instintivas. Mas o governo federal tem a capacidade de dar um tom, de divulgar algumas id・as para a considera艫o do pa・. Esta iniciativa vem em uma ・oca em que paramos para pensar em outras possibilidades s?porque estamos chegando ao ano 2000.
Quando falamos em rela苺es raciais, uma coisa de que vamos nos conscientizar como na艫o ?que somos uma na艫o muito jovem. Sim, cometemos erros...mas temos mantido uma for・ e uma lideran・ que ningu・ nesse pa・ quer perder. Como na艫o temos interesse em nos unir, e este presidente est?sendo vision・io ao pedir a este conjunto diversificado de pessoas e comunidades para se reunir em torno de uma mesa e considerar seriamente sobre onde estamos...
Somos um pa・ que ?・ico no que chamamos de ra・. Eu conhe・ v・ios americanos de origem asi・ica que cresceram na Am・ica Latina... Eles se identificavam culturalmente como brasileiros, panamenhos, chilenos, e n・ em termos de ra・. Quando eles vieram para c?.. seus rostos... os colocaram na categoria de asi・icos. Ent・ eles tiveram que lutar com o que aquilo significa neste contexto.
Este pa・ sempre foi segmentado, baseado na cor da pele ou na ra・. Quanto aos americanos de origem asi・ica, por causa da nossa apar・cia... Nossa susceptibilidade ou vulnerabilidade ao sermos chamados de estrangeiros nunca vai desaparecer. As pessoas j?me perguntaram, como voc?se sente ao ser sempre vista como estrangeira? Negros j?chegaram a me dizer, "Pelo menos n・ sabemos que aqui ?o nosso lugar..." Esta ?uma quest・ muito inquietante quando algu・ toca no assunto com voc? Ningu・ diz os negros americanos, "Voltem para o seu pa・"...
Temos esta heran・ maravilhosa no instrumento que proporciona a base para a constru艫o desta na艫o [a Constitui艫o dos Estados Unidos]. Quando os fundadores da na艫o prepararam esse documento, eles certamente n・ esperavam que pessoas como Angela Oh fizessem parte do quadro. Mas o extraordin・io a respeito deste pa・ ?que as pessoas interpretam esses direitos de modo a significar que queremos incluir as Angela Ohs, as Linda Chavez-Thompsons [membro do conselho consultivo] e os John Hope Franklins... (Los Angeles Times, 13 de julho de 1997, p. M3. Angela Oh, uma advogada de Los Angeles, faz parte do Conselho Consultivo da Iniciativa do Presidente Sobre Ra・ e Reconcilia艫o. Ela tamb・ faz parte da Los Angeles City Human Relations Commission [Comiss・ de Rela苺es Humanas da Cidade de Los Angeles] e da Korean American Family Service Center [Centro de Servi・s ? Fam・ia Coreana-Americana]).
Igualdade de Oportunidades e A艫o Afirmativa
Christopher Edley, Jr.:
Se os asi・icos ou qualquer outro grupo deve ser o alvo da a艫o afirmativa ou n・ depende do contexto e da justificativa para a a艫o afirmativa... Eu acho que algumas das principais escolhas devem ser se a discrimina艫o baseada no grupo ainda existe e requer corre艫o ou medidas preventivas, e se uma determinada institui艫o ou organiza艫o requer diversidade para ser excelente ou para cumprir a sua miss・.
Para os novos imigrantes de modo geral, eu n・ acho que a quest・ ?se eles ou os seus antepassados sofreram discrimina艫o. Esse racioc・io parte da premissa que a justificativa moral da a艫o afirmativa tem algo a ver com a repara艫o de erros hist・icos. N・ tem, na minha opini・. Eu pergunto, quais s・ os riscos atuais de discrimina艫o, e qual ?a for・ dos efeitos retardados da discrimina艫o recente? Quais s・ os benef・ios atuais dos esfor・s para incluirmos todas as ra・s e sermos diversificados em um determinado contexto? Para mim, o erro hist・ico ? extremamente relevante porque ele cria, de maneira poderosa, a obriga艫o moral de adotar medidas eficazes que resultem em justi・ racial e de g・ero..
Se um grupo de imigrantes, baseado na nossa hist・ia, tem a probabilidade de superar obst・ulos em relativamente pouco tempo, dentro da opera艫o normal dos mecanismos de oportunidade da Am・ica, a justificativa extraordin・ia para a a艫o afirmativa relacionada ?ra・ deixa de existir. Mas se virmos um novo grupo com todas as probabilidades de se tornar mais uma gera艫o de v・imas dos padr・s familiares de discrimina艫o e injusti・, algo precisa ser feito. A a艫o afirmativa, feita da maneira certa, pode ajudar. (De uma apresenta艫o feita em 5 de outubro de 1996 no Internet Forum sobre a Proposta 209. Christopher Edley, Jr., que ?professor de direito na Harvard University [Universidade de Harvard], participou da equipe que preparou o Relat・io Para o Presidente sobre a a艫o afirmativa, de 19 de julho de 1995.)
Jack Kemp e J.C. Watts Jr.:
No [seu discurso de 14 de junho em ] San Diego...quando [o presidente] tocou no assunto "a艫o afirmativa", ele n・ ofereceu nenhuma melhoria para o atual sistema de quotas baseadas em ra・s, reservas e prefer・cias. Ele lan・u o seguinte desafio: "Pe・-lhes que apresentem uma alternativa. Eu a aceitaria se pudesse encontrar um jeito melhor". Bem, Sr. Presidente, h?um jeito melhor...
Nosso "jeito melhor" substitui a discrimina艫o pela oportunidade, a pobreza pelos empregos, e o desespero pela educa艫o. Oferecemos mais do que a vers・ simplista e absolutista da "a艫o afirmativa"?
Uma nova abordagem n・ deve ter ・fase somente na igualdade e r・ida observ・cia das nossas leis existentes de direitos civis, mas tamb・ na expans・ das oportunidades. Ao inv・ de deliberar sobre as maneiras justas de distribuir vagas nas universidades, contratos, e participa艫o em programas do governo, dever・mos estar procurando maneiras de multiplic?los(as) e ampli?los(as).
O "jeito melhor" que oferecemos pode ser resumido em cinco normas de pol・ica... Estabelecer comunidades de renova艫o e zonas empresariais para atrair empresas e empregos para as ・eas urbanas em dificuldades; abrir o sistema educacional para que o mesmo receba a influ・cia das op苺es dos pais e da comunidade; inverter as provis・s federais e estaduais de aux・io ao inv・ de punir os que recebem o aux・io por terem trabalhado, economizado e investido em um futuro independente; implementar a privatiza艫o dos programas habitacionais do governo e outros esfor・s para que a possibilidade de ter casa e neg・io pr・rio chegue aos bairros de baixa renda; e adotar estrat・ias que fa・m com que a nossa economia nacional cres・ a um ritmo adequado ao talento de todos os americanos.
A legisla艫o que poderia nos ajudar a atingir todos os nossos cinco objetivos desejados j?est?aqui, perante o Congresso, no Community Renewal Project (Projeto de Renova艫o da Comunidade). Esse projeto de lei... expandiria as oportunidades em nossas cidades, removendo as barreiras fiscais e regulamentares ? cria艫o de empregos e ?a艫o empreendedora, e expandindo o acesso ao capital e ao cr・ito.
A expans・ das oportunidades requer a expans・ da economia em geral, para que ela tenha espa・ suficiente para o esfor・ e esp・ito empreendedor de todos os americanos, incluindo as minorias e as mulheres. Em princ・io, n・ devemos aceitar a id・a de que um emprego conseguido por um americano significa o desemprego para outro, ou que um contrato obtido por uma empresa qualificada significa um desastre para um sub-contratado igualmente qualificado.
Finalmente, devemos nos mudar para um lugar onde ocorra a reconcilia艫o racial de verdade... Devemos come・r o di・ogo que o presidente Clinton e outros convocaram... Como um grande abolicionista negro, Frederick Douglass, disse, "Quando formos reconhecidos pela iniciativa, pelo trabalho ・duo e pelo sucesso, n・ teremos mais problemas com os direitos pol・icos e civis". (The Washington Post, 8 de julho de 1997. O ex-secret・io do Departamento de Habita艫o e Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos [U.S. Department of Housing and Urban Development], Jack Kemp, que tamb・ representou o Partido Republicano no Congresso dos Estados Unidos, ?co-diretor de Empower America [Poder Para a Am・ica], uma organiza艫o suprapartid・ia de pol・ica p・lica e defesa de id・as pol・icas que promove pol・icas progressistas-conservadoras. J.C. Watts ? um membro republicano do Congresso dos Estados Unidos, onde representa o estado de Oklahoma.)
Ward Connerly:
Hoje eu acredito que estamos dizendo aos jovens negros: se, no in・io, voc・ n・ obtiverem, sucesso, redefinam o sucesso, porque o seu fracasso pode ter sido o resultado de exames culturalmente tendenciosos, da falta de modelos a serem imitados e de uma sociedade racista. Nossos filhos agora acreditam que n・ podem sobreviver em um mundo sem considera艫o especial. Seu esp・ito competitivo foi enfraquecido por essa depend・cia da a艫o afirmativa. Temos a obriga艫o de prepar?los melhor para os rigores de um mundo altamente competitivo. E, por tudo o que ? bom na Am・ica, temos a obriga艫o de n・ permitir que eles se afundem na mentalidade debilitante segundo a qual se acredita que a nossa na艫o ?intimamente racista...
Os que defendem as prefer・cias raciais freq・ntemente falam em termos elogiosos sobre a "diversidade". Serei claro: A vota艫o de hoje n・ foi uma rejei艫o da diversidade. Foi uma rejei艫o do uso da diversidade como uma desculpa para discriminar... (Texto parcialmente reproduzido de um discurso feito em novembro de 1996 por Connerly, membro da administra艫o da Universidade da Calif・nia [University of California] e principal proponente da California Civil Rights Initiative, Proposition 209 [Iniciativa de Direitos Civis da Calif・nia, Proposta 209], que, de modo geral, pro・e a discrimina艫o ou o uso de programas de prefer・cia pelos governos estadual ou municipais da Calif・nia.)
Aspectos da Diversidade
Joe R. Hicks:
?claro que o poder pol・ico e a influ・cia dos negros, especialmente nas cidades dos Estados Unidos, precisa ser enfocado em um novo conceito no contexto de uma Am・ica cuja diversidade inclui muito mais que apenas pessoas negras e brancas. O que, ent・, significa integra艫o racial no contexto de uma popula艫o americana que est?sempre em transforma艫o e em movimento?...
As mudan・s no "mix" racial das cidades norte-americanas, com o decr・cimo da porcentagem de negros, e com o crescente ceticismo dos negros em rela艫o ao valor da integra艫o, comprometem as no苺es tradicionais de "integra艫o" e "assimila艫o". Na d・ada de 60, "integra艫o" significava a inclus・ em uma Am・ica em grande parte definida pelos americanos de origem europ・a. Hoje integra艫o precisa significar inclus・, envolvimento e participa艫o em uma na艫o que j?evoluiu muito al・ do paradigma negros-e-brancos. (Los Angeles Times, 20 de julho de 1997, pp. M1, M6. Joe R. Hicks ?o ex-diretor executivo da Southern Christian Leadership Conference [Confer・cia da Lideran・ Crist?do Sul], uma organiza艫o de direitos civis que luta pela total igualdade e oportunidades iguais por meio da a艫o pol・ica e econ・ica.)
Raul Yzaguirre:
Nossa na艫o est?em um verdadeiro momento de decis・ e os latinos est・ na proverbial encruzilhada. ?crucial para n・, como na艫o, definir como vamos responder aos dif・eis desafios que teremos de enfrentar. Se n・, como na艫o, decidirmos continuar separando nossos interesses, bom como nossas comunidades, tendo como base os que s・ mais poderosos, mais inteligentes, ou mais "merecedores", n・ certamente pereceremos. A cura da qual o presidente Clinton falou de maneira t・ eloq・nte no discurso que marcou o in・io do seu segundo mandato n・ vai acontecer, e n・ pode acontecer, a n・ ser que tomemos atitudes afirmativas e pr?ativas para incluir todos e para sermos honestos sobre quem somos e o que n・ todos somos como um povo. (Texto parcialmente reproduzido do n・ero de junho de 1997 da revista Forum in Hispanic, p. 40. Raul Yzaguirre ?presidente no National Council of la Raza, uma organiza艫o privada, sem fins lucrativos, que luta para melhorar as oportunidades da vida para os hispano-americanos).
Dr. Samuel Betances e Dr. Laura M. Torres Souder:
Discriminar ?mortal. Incluir s?faz bem para os neg・ios. O futuro est?batendo ?nossa porta com novas tend・cias demogr・icas que anunciam uma nova realidade mundial na qual devemos fazer neg・ios... Aproveitar o arco-・is da for・ de trabalho total, com suas maneiras diversificadas de saber, vis・s de mundo, percep苺es, paix・s e talentos, na verdade agregar? valor ?organiza艫o e aos seus objetivos.
Os negros, em conjunto com muitos outros grupos de interesses, colher・ os benef・ios de um sistema n・ racista, pois, como grupo de interesse, eles t・ lutado da maneira mais coerente para eliminar a discrimina艫o. Sua luta acabou sendo uma b・艫o para todos os grupos que desejam ser inclu・os, respeitados e recompensados pelo seu trabalho. Todos os grupos, portanto, devem assumir uma posi艫o firme contra o racismo. (De um discurso feito em 11 de julho de 1997, "New and Improved Workplace Diversity Initiatives for the Bottom Line," [Iniciativas Novas e Aperfei・adas Associadas ?Diversidade no Ambiente de Trabalho, em Busca de Resultados] no Agway Technical Center, Ithaca, New York. Os autores, respectivamente, s・ consultor s・ior e principal executiva da Souder, Betances and Associates, Inc., Chicago, Ill.)
Sociedade e Valores dos
EUA
Revista Electr・ica da USIA, Vol. 2, No. 3, Agosto de 1997