H?mais de 200 anos, as artes e as humanidades - a assinatura cultural desta nação - nos distinguem como indiv¡¦uos e nos unem como um povo. Nossa economia ?medida em n¡¦eros e estat¡¦ticas. Esses n¡¦eros s¡¦ muito importantes. Mas o valor dos Estados Unidos que prevalece ?definido, na verdade, pelos nossos valores compartilhados e pelo nosso esp¡¦ito elevado. As artes nos conferem o poder de express¡¦, o poder de compreender e apreciar as express¡¦s dos outros. Por meio do estudo da literatura, da hist¡¦ia e da filosofia, aprendemos a usar a riqueza do nosso passado como base para a criação de um firme alicerce para um futuro melhor. Em conjunto, as artes e as humanidades nos ajudam a celebrar a diversidade cultural ¡¦ica da Am¡¦ica, e nos ajudam a transcender as diferen¡¦s de ra¡¦, etnia, idade, ou cren¡¦. Quem somos como indiv¡¦uos? Quem somos como sociedade? Aprendemos a partir das artes e das humanidades - mais do que de qualquer outra fonte - a respeito da vastid¡¦ e da profundidade da experi¡¦cia humana. Elas s¡¦ os nossos grandes pontos de equil¡¦rio. N¡¦ as herdamos, e n¡¦ todos podemos participar delas.
A cada dia, nosso mundo se distancia mais da nossa noção do familiar, e precisamos nos adaptar ?sua natureza que est?sempre mudando. Nessa ¡¦oca plena de desafios, contamos com nossos artistas e intelectuais para continuar a divulgar nossas decis¡¦s e nossas ações. M¡¦icos, atores, fil¡¦ofos, dramaturgos, pintores, escritores, escultores, dan¡¦rinos, e historiadores compartilham conosco o seu talento e treinamento. Atrav¡¦ das suas perspectivas exclusivas, eles fortalecem nossa compreens¡¦, inspiram nossas melhores realizações, e d¡¦ vaz¡¦ aos nossos anseios mais profundos.
Quer toquemos um instrumento, leiamos poesia, aprendamos a executar uma coreografia, ou passemos horas sozinhos em uma galeria de arte local, todos n¡¦ temos a capacidade de nos emocionar com uma m¡¦ica, uma poesia, uma hist¡¦ia, uma dan¡¦, uma pintura. Podemos sentir que nossos esp¡¦itos se elevam quando vemos um filme interessante, ou o brilho s¡¦ito de uma nova id¡¦a, ou uma velha id¡¦a tratada de uma maneira nova.
Como descobrimos nossas maiores possibilidades atrav¡¦ da exploração do esp¡¦ito humano, devemos estimular nossos jovens para que eles se baseiem nessa heran¡¦ cultural e procurem desenvolver seu mais alto potencial nas artes e nas humanidades, al¡¦ das outras paix¡¦s que eles possam ter. As crian¡¦s que se inspiram nas suas pr¡¦rias realizações criativas se distinguem em outras ¡¦eas do aprendizado, desenvolvendo as habilidades e a confian¡¦ para criar melhores vidas e futuros mais brilhantes. Para citar um exemplo, temos dados significativos que demonstram que os jovens que v¡¦ de culturas diferentes, com l¡¦guas diferentes, t¡¦ a sua facilitação lingüística - sua capacidade de aprender ingl¡¦, de ler em ingl¡¦, de pensar e se relacionar com as pessoas em uma nova cultura - dramaticamente acelerada se forem mais expostos ¡¦ artes.
Hoje, no limiar de um novo mil¡¦io, esses objetivos vitais - na vida de cada um de n¡¦ e na vida da nossa democracia - s¡¦ mais essenciais do que nunca para que prevale¡¦m os nossos valores de toler¡¦cia, pluralismo e liberdade, para que possamos compreender onde estamos e para onde devemos nos dirigir. Vamos nos lembrar de que as artes e as humanidades s¡¦ uma necessidade, e n¡¦ um luxo, e de que todos os americanos merecem ter acesso a elas. Em vez de reduzir os nossos modestos esfor¡¦s para apoiar as artes e as humanidades, portanto, eu acredito que devemos defend?las no n¡¦el nacional, regional e local, e devemos lan¡¦r um desafio para os nossos artistas, m¡¦icos e escritores - lan¡¦r um desafio para os nossos museus, bibliotecas e teatros, para que eles continuem a realizar e a criar. E, no setor privado, esperamos ver a continuidade das parcerias extraordinariamente bem sucedidas que t¡¦ sido formadas entre as empresas e as artes, assim como o generoso apoio proporcionado por fundações e por doadores individuais, tanto nas grandes cidades quanto no interior do pa¡¦.
Na verdade, devemos lan¡¦r um desafio para todos os americanos nas artes e nas humanidades, para que eles se unam aos seus compatriotas, para fazer com que o ano 2000 seja uma celebração nacional do esp¡¦ito americano em cada comunidade, uma celebração da nossa cultura comum no s¡¦ulo que passou e no novo mil¡¦io, para que possamos continuar sendo uma estrela-guia n¡¦ apenas de liberdade, mas tamb¡¦ de criatividade, muito depois do apagar dos ¡¦timos fogos de artif¡¦io. Vamos tomar a decis¡¦ de manter esse comprometimento nacional com a vida art¡¦tica e intelectual, para as gerações que vir¡¦.
Sociedade e Valores dos
EUA
Revista Eletr¡¦ica da USIA, Vol. 3, N?1,
Junho de 1998